Advirto para a inevitabilidade de no sector público, mas também no privado, se terem de cortar custos, o que significará salários e níveis de vida mais baixos.
O
fatal e funesto propósito foi cumprido, havendo 36,6% de votantes nas legislativas de 2015 - menos de cerca de 700.000 e dos 50,25% de votos obtidos por PSD+CDS em 2011- que sufragaram, e alguns de forma entusiástica, a maioria relativa do par Coelho e Portas que, na minha previsão, Cavaco Silva nomeará para novo mandato - só que desta feita, estou certo, a governação vai ser bastante complexa, caso não venha mesmo a ser derrubada a certo ponto da legislatura.
A advertência de Passos Coelho em 2011 correspondeu, de facto, a um objectivo inequívoco de levar uma parcela muito significativa de portugueses ao empobrecimento. Chamar miserável e rasteiro a este objectivo conseguido é pouco. Coelho, o demagogo Portas e os protegidos de um e outro estiveram e estão longe das dificuldades e das inquietações de pobreza e miséria que fizeram questão de impor a mais de 2 milhões de portugueses. As crianças e os reformados de baixos rendimentos são aqueles que mais sofrem, em conjunto, obviamente, com os desempregados.
Andam os altos dirigentes da igreja católica, desde logo o Cardeal Patriarca, a pugnar por um acordo dos partidos da PáF com o PS. Ignoro se o Papa Francisco conhece esta posição oficial da igreja portuguesa. Sem ser crente, estou certo de que a obscenidade não lhe chegou ao conhecimento. Tenho-o na conta de um homem devotado às causas do humanismo que falta à estrutura eclesiástica nacional, actualmente no poder.
Amanhã, comemorar-se-á o Dia de Erradicação da Pobreza. O INE, citando a efeméride, publicou este comunicado que, em documento em PDF anexo, tem uma descrição minuciosa da desgraça da pobreza em Portugal.
O texto do citado documento em PDF é, efectivamente, completo e reflecte com clareza os níveis e características dramáticas do empobrecimento em Portugal desde 2009. Não resistimos à vontade de reproduzir o seguinte gráfico:
