quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Na FDL: nem seguranças nem jotinhas valeram a Coelho

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A JSD tem tido ao longo dos anos muitos militantes e apoiantes na Faculdade de Direito de Lisboa. Ao estilo de juventude partidária dominante de que tem gozado naquela faculdade, organizou um ciclo de conferências onde membros do governo foram vender o seu peixe; em especial, impingir a reforma do Estado, dos tais 4 mil milhões que, na prática, deixaram os 'laranjas' a falar sozinhos - Portas, ardiloso e sinuoso, tem sabido contornar a questão na opinião pública.
Na sessão dos 'jotinhas laranjas', compareceu, em primeiro lugar, o ministro Álvaro dos Santos Pereira. Como tem aquele ar de 'melhoral'(*), que não faz bem mas também não faz mal, lá se safou em paz. Discursou sem ser perturbado e foi-se embora, tranquilo e contente, para o ministério.
O cabo dos trabalhos foi quando Passos Coelho e o seu batalhão de seguranças entraram nas instalações. Tinha à sua espera um numeroso grupo de estudantes que, mesmo não entoando o 'Grândola, Vila Morena', lhe cantou das boas, a contestar propinas, o projecto de Bolonha e a falta de medidas de acção social por parte do Ministério da Educação.
Coelho, que acredita em bruxas e interiorizou que a contestação apenas "está na moda" (sic), ouviu das boas dos estudantes que o esperavam à entrada e à saída da sala do evento.
Curiosa foi a interpretação do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, que esteve presente. Criticou os elementos da JSD, por não terem saído antes do primeiro-ministro da sala onde decorreu a conferência, para o proteger. Provavelmente, o conhecido professor pretendia uma espécie de simulacro de acto de 'guerra civil': 'laranjinhas' e opositores tudo embrulhado e à pancada. 
A vasta equipa policial demonstrou o interesse de guardar o primeiro-ministro, não actuando sobre estudantes - se a polícia se portar sempre assim...
(* 'Melhoral' era a marca de um antigo analgésico ou antipiréctico que penso já não existir no mercado). 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Passos de Coelho, o tempo e o prazo

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Passos Coelho esteve de visita ao SISAB - Salão Internacional do Sector Alimentar Bebidas. Quer parecer-me que lhe deram qualquer coisa que o perturbou - e logo a ele que sempre gosta de se mostrar imperturbável.
Quanto aos cortes de 4 mil milhões, e porque a 'troika' está primeiro e à frente de qualquer português comum e pagante, só saberemos como, onde e quem vai sofrer com tamanha pancada, lá mais para diante. O Gaspar tem de falar com o etíope, o careca e o alemão; e então saberemos a quem e quando sairá a fava do bolo. Provavelmente a todos, excepto a banqueiros, amorins, belmiros, catrogas, cardonas, arnauts, mexias & Cias. 
Havemos de saber. De resto, e porque estudou a fundo a teoria de Newton e da dinâmica neoliberal, Passos Coelho confirmou que Portugal não pedirá nem mais dinheiro, nem tempo.
Quanto ao dinheiro, vai exigi-lo a nós e evitar passar pela humilhante figura de pedinte lá fora. Em relação ao resto, todavia, acrescentou:
“é provável que essa matéria [o plano de prazos de ajustamento do défice] esteja novamente em discussão”.
Prazo é prazo e tempo é tempo. São coisas bem distintas. Nós, de limitada massa encefálica, somos incapazes de uma reflexão metafísica que nos leve a ver a diferença entre uma coisa e a outra.
Quem tenha, por exemplo, de reprogramar o pagamento do empréstimo de habitação, não deve pedir mais tempo para pagar. Peça prazo, que, segundo o Coelho, não se mede em dias, horas, semanas, meses ou anos e não é tempo.
Agora fiquei com uma dúvida: deve dizer-se que Passos Coelho já nos governou durante um prazo arrastadamente longo ou há demasiado tempo?  

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Itália ingovernável? A probabilidade é alta

A RAI, televisão italiana, tem em divulgação ‘online’ as previsões consideradas muitos prováveis de se converterem em resultados definitivos. Segundo essas previsões, também citadas pelo ‘Público’, há grande probabilidade de se criar uma situação de ingovernabilidade do país; vejamos, então, os resultados previsionais:

Câmara de Deputados
Senado
Partido Democrático (centro esquerda):
29,68% (340 lugares)
Partido Democrático (centro esquerda):
31,62% (123 lugares)
P.Liberdade /Berlusconi
(centro direita):
28,98% (121 lugares)
P.Liberdade /Berlusconi
(centro direita):
30.64% (118 lugares)
Mov. 5 Estrelas (Grillo)25.53% (110 lugares) Mov. 5 Estrelas (Grillo)23.8% (53 lugares)
Escolha Cívica (Monti)10.57% (46 lugares) Escolha Cívica (Monti)9.14% (19 lugares)

Em consequência de apressada análise, é natural a perplexidade gerada pela diferença de votos entre as duas câmaras, envolvendo os mesmos partidos. Essa diferença resulta de particularidades da lei eleitoral italiana. Na Câmara de Deputados os lugares são distribuídos com base na votação nacional, ao passo que o número de eleitos para o Senado, por cada partido, é calculado por região a região.

Desta forma, no Senado, os 39,30% de lugares do Partido Democrático ou 37,70% do Povo da Liberdade de Berlusconi são ambos insuficientes para a formação do governo. Por sua vez, a grande vedeta da noite foi o ex-comediante Grillo que já, declarou, não estar disposto a fazer acordos e menos ainda coligações.

Por sua vez, o grande derrotado da noite foi o ainda primeiro-ministro Mario Monti, tecnocrata, não eleito e escolhido por Bruxelas por pressão de Merkel e Sarkozy, para substituir Berlusconi que, afinal, não estão desacreditado quanto se imaginava nos círculos políticos europeus.

Além de humilhante, a escassa votação de Monti ainda terá de ser interpretada como uma mensagem: o povo italiano, tal como o espanhol, o grego, o português e mesmo o irlandês, esgotou a capacidade de conviver com uma economia em recessão e sob um regime de severa austeridade que, nos países Europeus afectados, não estão a resolver as contas públicas e o défice orçamental – talvez a Irlanda mereça ser estudada à parte, porque a ajuda da ‘troika’ (110 mil milhões de euros) foi direitinha para a banca, sem que, no entanto, se evitasse o encerramento do Anglo Irish Bank e a perda de poupanças de cidadãos.

Mais uma vez, as receitas do FMI resultam em problemas mais complexos e, pelos vistos, o inflexível Oli Rhen, em Bruxelas, segue pelo mesmo caminho

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Os caminhos do caos

Fonte: 'Público'
Os caminhos do caos, iniciados pelo governo anterior, são o trajecto eleito e firme da actual governação. Passos Coelho, sob a batuta do bancário Gaspar, não desiste da profunda destruição que idealizou para o País.

Recusou-se, pois, a inverter o sentido da caminhada. A pobreza e a catástrofe social são chagas de que a sua governação não abdica. É uma patológica obsessão.

O desemprego dispara, o défice derrapa, a dívida cresce e o crescimento encolhe. Porém, o afundamento e desestruturação social, segundo doentias convicções do PM, são fenómenos normais. Ainda agora, em Viena, minimizou o descontentamento popular. Será por ignorância ou idiotice? Provavelmente uma mistura dos dois males.

Na fé imensa de que o PAEF nos transportará ao paraíso, a cretinice leva-o a entender que 1.200.000 de desempregados é um registo social de somenos, recuperável no âmbito do projecto neoliberal que ele próprio nem sabe do que se trata. Havemos de desfrutar, dizem ele e Gaspar, de um momento regenerador, daqui a 5, 10, 20 ou 30 anos. Teremos, então, níveis de investimento avassaladores na absorção de mão-de-obra de todas as qualificações e especialidades.

As medidas de cortes de 800 milhões, de que a ‘troika’, em detrimento do povo português, terá o privilégio de conhecer em antestreia, será a fruta amarga em cima do bolo de carne de cavalo com que Gaspar e Coelho intoxicarão os portugueses em 2013. Na sequência de tão perversas oferendas com que nos têm brindado.

Os funcionários públicos serão os eleitos para a nova etapa da desgraça; desgraça esta que já começou com os professores – veja-se a abjecta desproporção entre o batalhão de candidatos, 23.000, e o número de vagas, 607, oferecidas pelo ministério do ex-esquerdista Crato.

É este género de gente, flutuante em função de cargos e tachos, que, quilómetros em acima de quilómetros, assume os poderes de nos fazer percorrer apressadamente o caminho do caos. Canalhice!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Gaspar: de firme passou a inseguro

GasparDe ministro sábio, versado em complexas técnicas de matérias financeiras e macroeconómicas, e ainda proclamado competente na regularização das contas públicas, Gaspar revelou-se até à pouco um tecnocrata firme, não hesitando mesmo em usar o humor – que só poderia ser negro – para lançar farpas à oposição; e, sobretudo, provocações aos cidadãos pelas medidas austeras, brutais, desumanas com que, ao longo do tempo, foi dizimando as frágeis condições de vida de milhões de portugueses.

De súbito, e fruto de incompetência demonstrada por múltiplos objectivos falhados, o ministro de finanças adoptou um comportamento humilde e advertiu:
Nunca antes lhe ouvíramos abjuração do género. É o pressentimento de que vai falhar e de pantufas, no silêncio dos objectivos frustrados, começa a preparar-nos para outro castigo: 800 milhões de euros de austeridade adicional em 2013 que mais não são do que a primeira etapa do corte dos tais 4 mil milhões com que ele e a ‘troika’ estão obcecados.
Segundo o ‘Jornal de Negócios’, ficamos a saber que a dívida pública portuguesa, em 2012, se fixou em 122,5%, portanto acima das estimativas de Gaspar e da dita ‘troika’.
Desaire após desaire, o ministro das finanças teima em piorar a situação do País. E o PR a olhar…para o lado. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Portugueses, felizes mas em fuga


POP, Portal da Opinião Pública, segundo notícia do ‘Público’, divulga dados interessantes sobre o perfil e comportamento dos portugueses no seio da UE. O estudo chega à conclusão de que não somos dos mais infelizes no espaço unitário – unitário uma ova!, reclama uma voz caída nem eu sei donde.
Primeira conclusão: não sermos dos mais infelizes não significa sermos felizes. O estudo, de resto, concentra-se em atitudes e comportamentos dos últimos 20 anos, período demasiado longo que reflecte assimetrias em texturas e condutas sociais – o tempo de euforia, com o paradigma sublime da Expo 98, está aparentemente compreendido na análise e, no tempo e no modo, está a léguas da crise que hoje sentimos.
Mas a comprovar que somos, de facto, infelizes, embora menos do que poucos outros, realçamos os seguintes indicadores:
  • numa escala de 1 a 10, quando questionados (em Dezembro de 2010) sobre a sua felicidade, os portugueses ficaram com uma pontuação média de 6,7, sendo que 10 é "extremamente feliz". (Estamos mais próximos do suficiente menos do que do bom);
  • Quanto às expectativas sobre a economia do país, numa escala de 1 a 3 (o 3 representa a ideia de que vai melhorar), os portugueses estão actualmente no ponto 1,3, o mesmo nível dos gregos. (Esclarecedor ao quanto ao nível da nossa felicidade).
De tão pouco infelizes, por que razão será que, em crescendo e em massa, os portugueses fogem sua terra; fuga de que o vídeo no início reproduzido é um exemplo, de reduzida representatividade. São mais, muitos mais os que emigram para outros destinos dos que apenas para o Reino Unido.  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O governo deve ir para a rua ou sair à rua?

A rejeição e vaias, com que, quase diariamente, os membros do governo são recebidos em locais públicos, deveriam levar o PM, conselheiros, e a dupla de ministros de Estado, Gaspar e Portas, a reflectir na situação a que se chegou na relação entre o poder e parte maioritária da população.
Crentes numa condescendência popular virtual e apenas existente nas acéfalas cabeças que encimam o tronco, deveriam reflectir com a pouca ou muita inteligência que a natureza lhes deu, se a participação em acontecimentos públicos é recomendável – Miguel Relvas, que é no governo o estigma do desaforo e da insensatez, em menos de 24 horas, teve em Gaia (Clube dos Pensadores) e em Lisboa (ISCTE) duas recepções que ao mais comum dos cidadãos faria corar de vergonha. Todavia, insistiu e, em dois consecutivos exercícios, fez questão de demonstrar ter imensa paixão por actos de masoquismo.
Do lado de quem contesta o poder, os reclamantes da demissão do governo estão em contínua expansão. Trata-se de gente de todas idades, incluindo muitos jovens, para quem, ao contrário de Relvas, o sofrimento não é prazer, porque castiga e dói demais no dia-a-dia e na perspectiva de um futuro negro, sem esperança.
Há, nisto tudo, uma diferença de interpretação abismal entre o que uns querem e outros fazem – quem protesta quer a demissão, o dogmático “ir para rua!”, do governo; este, por sua vez, entende que ainda tem credibilidade para sair à rua, gozando de imaginária complacência do povo para a catastrófica crise que está a instalar no País.
“Ide para rua e rapidamente!”, digo também eu a Passos, Portas & Cia.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Quem elegeu Draghi?

DraghiAs medidas não podem ser mitigadas, porque a soberania portuguesa foi decepada – assim deve ser considerado o episódio com Draghi no Parlamento Europeu.
Os portugueses, espanhóis, gregos, irlandeses, italianos e outros não elegeram Draghi. 
A escolha da presidência do BCE, fosse Draghi ou outro o nomeado pelos líderes europeus e o ECOFIN, não foi,  pois, objecto de sufrágio pelas populações dos países que integram a Zona Euro. O mesmo sucedia com o antecessor Trichet. Há neste processo um manifesto défice de democracia. Sobretudo, porque o eleito, transcendendo os poderes, influi de forma decisiva e nefasta na vida dos povos.
A perguntas fundamentadas da deputada Elisa Ferreira, o cúmplice na ardilosa manipulação das contas públicas gregas, ao serviço da Goldman Sachs, respondeu secamente:
Na linha do que dizem certos estudiosos da ciência política, a democracia serve para eleger governos. Porém, os actos e as opções de governação são impostas por órgãos ou actores exteriores ao processo democrático, e por vezes externos aos próprios países, sem que, portanto, se respeite a regra do sufrágio popular.
A uma União Europeia vocacionada para a coesão económica e social que me impingiram, e a uma Zona Euro sem as âncoras da união económica e fiscal, rejeito pertencer. Ainda por cima com Constâncio, Gaspar, Coelho e Portas a desempenhar o papel de criadagem servil do todo poderoso italiano.
Sair do euro não é um ímpeto irracional de revolta. Corresponde, isso sim, ao objectivo sensato de evitar a Portugal e aos portugueses o bloqueio total eminente da economia do País. Ainda no Sábado último, o Prof. João Ferreira do Amaral, denunciou justificadamente na Fundação Calouste Gulbenkian, os riscos e o caminho do bloqueio que estamos a percorrer.
Não elegi Mário Draghi e quero-o fora daqui. Como português e patriota, tenho esse direito, ao qual limitadas mentes teimam em classificar de utopia.  

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Zeca Afonso silencia Passos Coelho


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A presidente da AR, Assunção Esteves, bem se esforçou no apelo ao silêncio do público da Galeria, quando este cantou 'Grândola, Vila Morena', de Zeca Afonso. Passos Coelho tinha iniciado o discurso, mas foi ele a silenciar-se. Hipocritamente ou não, teve o bom senso de elogiar a forma de interrupção.

Passos Coelho, dá a ideia, perdeu o fulgor de há algum tempo. Começa a entender o crescente descontentamento popular com a dureza, sem precedentes em tempos democráticos, das medidas do seu governo: desemprego altíssimo, em especial entre os jovens (40%); queda dos salários desde 2011 (-16,1% no último trimestre de 2012), redução de subsídios e penalização agravada sobre os restantes rendimentos de reformados e pensionistas (alvos do agravamento de impostos especiais e elevados – CES), economia em queda, banca beneficiária de ajudas estatais mas incapaz de financiar a economia.

Enfim, o rol dos nossos males é tão extenso que as situações referidas são apenas parte, pequena parte, a que se pode juntar muito mais e uma dívida externa brutal dos sectores público e privado.

Na Europa, da Itália à França, da Espanha à Holanda, de Portugal à Irlanda – citar a Grécia já se tornou em ‘soundbyte’ desrespeitoso – começa a compreender-se que as políticas de austeridade fazem mergulhar os povos do Velho Continente nas piores condições socioeconómicas do pós-guerra. A Europa, mesmo à custa da cegueira neoliberal de dizimar salários e condições contratuais de trabalho historicamenge equilibradas, começou a meter-se num túnel sem luz, nem saída – a menos que os políticos europeus, Alemanha à cabeça, tenham a lucidez de retornar a políticas sociais justas e avançadas. Esta súmula da Presseurop reflecte como a maré do descontentamento alarga os domínios da inundação, ou seja, do sufoco de milhões de europeus.




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

De rastos, vendemos os restos

Do ‘memorando de entendimento’ da ‘troika’, firmado pelos três partidos, ditos do ‘arco do poder’, na pg. 14, consta:
“ 3.31. O Governo acelerará o programa de privatizações. O plano existente para o período que decorre até 2013 abrange (Aeroportos de Portugal, TAP e a CP Carga), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal) e seguros (Caixa Seguros), bem como uma série de empresas de menor dimensão.”
Desde os tempos de Cavaco, que o Estado Português alienou um largo conjunto de empresas. Se em alguns casos é aceitável, em outros nem tanto.
Todavia, a alienação febril causou e, nas últimas joias da coroa causará também, o domínio de capitais estrangeiros, o que equivale à perda de centros de poder; e parte desta perda traduz-se no desmantelamento de centros produtivos em território nacional.
Na saga das privatizações, em que o actual governo é lídimo actor, seguem-se agora os restantes 4,144% de participação na EDP, em complemento dos 21,35% alienados à chinesa ‘Three Gorges’.
A EDP, é preciso dizê-lo, era uma empresa que libertava lucros para o Estado, constituindo com a REN, igualmente privatizada, duas empresas estratégicas para o País.
Com esta desenfreada venda de activos, de que resulta a saída de remunerações de capitais investidos para o estrangeiro, pensa Vítor Gaspar, homem da banca sem ligação profissional ao sector produtivo, que Portugal terá parcerias de desenvolvimento. Está redondamente enganado. Se de rastos estamos, com a venda dos restos ainda mais de rastos ficaremos.
(Poul Thomsem, substituído por Selassié na ‘troika’, como dinamarquês tem a sorte da maior companhia de energia do seu país, a Dong, ser participada em 79,96% pelo Estado – porque é considerada estratégica)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A justiça portuguesa, a preguiça e os interesses dominantes

A justiça portuguesa funciona em ritmo lento. Tão lento, tão lento que, na maioria  de fraudes e crimes de ‘colarinho branco’, estagna, senta-se e descansa durante longo tempo – isto, complementado por labirínticos percursos dos recursos que dilatam os processos até às trevas da impunidade. O caso ‘Isaltino’ é apenas um de muitos exemplos.
O formato e desfecho de investigações e julgamentos parecem absurdos. Mas, deixam de o ser, se analisado em função do estatuto dos arguidos.
Qual será a razão fundamental para sustentar a lógica do Ministério Público ter necessitado de dois anos (!) – processo iniciado em Fevereiro de 2010 – para deduzir acusação contra “João Rendeiro, Fezas Vital e Paulo Guichard, ex-administradores do Banco Privado Português (BPP), pela prática do crime de burla qualificada, em co-autoria.” O erário público, com o BPP, teve um custo de 400 M de euros, no mínimo.
A acusação prende-se com ilícitos praticados ao abrigo da ‘Privados Financeiros’, constituída em 2008, para espoliar a clientes do BPP um montante de 41 milhões.
O objectivo do projecto, utilizando um esquema espúrio, era aplicar o dinheiro na compra de acções do BCP – agora valorizadas à volta de 10 cêntimos e que, na altura, estavam cotadas a mais de 2 euros.
Justificar-se-á uma demora do MP de dois anos para concluir o processo? Talvez, mas apenas por motivos de ineficiência; ineficiência esta que, a partir de agora, se prolongará no tempo pelos tribunais.
Noutra frente, a TIAC – Transparência e Integridade Acção Cívica denuncia que o combate à corrupção não tem tido progressos, não cumprindo parte substancial das 13 recomendações do Grupo de Estados Contra a Corrupção do Conselho Europeu.
A respeito deste último caso, a Ministra Paula Teixeira da Cruz alega ser falsa a denúncia da TIAC. Sem outra motivação que não seja a verdade, entendo que, mais do que do lado da ministra, a credibilidade é um activo da TIAC. Os argumentos de Paula Teixeira da Cruz não são convincentes.
  
 
 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cadenciados aumentos dos preços dos combustíveis

O fenómeno dura há demasiado tempo. No início de cada semana, os portugueses confrontam-se com o aumento dos combustíveis. Esta 2.ª feira, anuncia o ‘Público’, os incrementos de preço estimam-se em dois cêntimos na gasolina e um cêntimo no gasóleo.
O mercado de abastecimento público, constituído por dois segmentos de fornecedores, os postos de supermercados (mais económico) e as tradicionais gasolineiras (BP, Galp e Repsol, à  cabeça), em termos de agravamento de preços, tem funcionado de forma conjugada e regular nos movimentos de preços. ~
Como é sabido, o papel da ‘Autoridade da Concorrência’ tem sido questionado por vários quadrantes, justamente devido à conjugação dos fornecedores nos aumentos de preços.
Sem produção própria de combustíveis fósseis – aliás, escassa na Europa – reforça-se a necessidade de controlar os preços de venda; mas, o governo, se quisesse evitar a concorrência de Espanha, optaria por diminuir a carga fiscal – o imposto da gasolina é 10% acima de Espanha, sendo igual no gasóleo – ver mapa de preços e impostos da Comissão Europeia de 14 de Janeiro passado.
Os efeitos sobre a Economia Portuguesa são nocivos e óbvios: falta de competitividade, quebra do consumo e eliminação de postos de trabalho.
Como se demonstra pela curva a seguir representada:
curva da procura


A procura diminui na proporção inversa do aumento dos preços (Teoria dos Preços, em Microeconomia). Este é justamente o princípio a que Vítor Gaspar não atende nos aumentos de impostos, vindo a deparar-se com a queda das receitas fiscais – os impostos ou incorporam os preços (IVA) ou afectam os rendimentos (IRS).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Depois dos 50, tudo se solta

Depois dos 50_n
Pouco antes do almoço, preparava-me eu para comer uma bela cabeça de pescada cozida, com grelos e batatas, caiu-me uma abjecta voz no ouvido. Pronunciava um discurso demasiado cabotino e idiota para me intimidar.
Há dias bons que, em segundos ou minutos, se deterioram. Mas, felizmente muitas vezes também sucede ser em instantes que recuperamos o bom humor. A imagem acima foi-me enviada por Juan José Dominguez, um médico amigo de Tucumán, Argentina. E ajudou.
Como é que o Juan adivinhou que senti vontade de gritar: A mi no me jodan, porque la lengua se suelta! ???

A utilidade dos '‘bloggers’ na denúncia da falta de ética

Sou um ‘blogger’ individual, também já o fui colectivamente no ‘Aventar’. Sempre valorizei a Internet e a blogosfera como pilares decisivos no progresso da civilização humana e universal. Esclareço, porém, que o meu juízo de valor não é incondicional. Seja na Internet, seja na blogosfera, existe enorme quantidade de lixo despejado por quem aproveita as novas tecnologias para usos e interesses espúrios.
O melhor da blogosfera, quando utilizada por quem é militante da verdade e da liberdade de expressão, consiste em intervir no debate público das ideias, na luta contra poderosos e actos ilegítimos e/ou ilegais por estes cometidos; em suma, na defesa de uma sociedade livre, mais justa e equitativa.
As batalhas pela verdade constituem uma frente de actividade de muitos ‘bloggers’. Graças a um ‘blogger’ anónimo, soube-se que a Ministra de Educação da Alemanha, doutorada com tese plagiada, foi alvo de retirada do doutoramento pela Universidade de Düsseldorf.
Todavia, diz o ‘Público’, Annette Schavan, assim se chama a senhora, permanecerá no governo. Lá como cá, existe sempre alguém de pedra e cal nos governos, sob a capa de títulos académicos indevidos. Só que esta perdeu-o. Deixou de ser ‘Professora Doutora’. A Universidade de Düsseldorf não é a Lusófona.
O desfecho, lembre-se, é devido a um ‘blogger’ anónimo; tão anónimo como eu, cujos dados pessoais, incluindo telemóvel, devem andar por aí registados nos ‘centros de controlo’, onde acorre determinada garotagem bem instalada na vida e que, detentores de estatuto profissional do lado dos dominadores, pensam poder amedrontar com ajustes de contas pessoais, no sentido físico da expressão, quem crítica interesses e faltas de ética dos poderosos a quem estão ligados.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A anedota do Banco de Portugal sobre Salgado (BES)

A propósito deste salgado caso, publiquei já este ‘post’. Tive dúvidas, e ainda as mantenho, de um banqueiro ter efectuado três alterações de declaração de IRS, por se ter “esquecido” de 8,5 milhões de rendimentos relacionados com aplicações no estrangeiro.
Aproveitei para lembrar que Salgado e outros banqueiros que por aí gravitam são responsáveis pela dívida externa privada (mais do dobro da pública), segundo dados recentes publicados pelo FMI – ver gráfico no ‘post’ citado. Esta parcela maioritária da dívida total ao estrangeiro é um tema pouco focado, muito menos dissecado, na comunicação social portuguesa – apesar de lesiva para a vida dos portugueses.
Mas, regressando às dúvidas sobre a idoneidade de Salgado, parece que não estou só no papel de céptico. Veja-se o que o ‘Público’ diz sobre a opinião de quadros do BdP:
Sem transformar o transparente em opaco, é a velha história do conluio entre a banca e o poder político – conluio materialmente oneroso para o povo, repita-se.
E saltando de conluio em conluio, fiquemos agora a aguardar o que sucederá a José Maria Ricciardi e Morais Pires, ambos do grupo BES e envolvidos em processo crime de mercado (insider trading). No limite, sairão do tribunal condenados a 1 ano de pena suspensa e à obrigação de indemnizar o Estado em meia-dúzia de euros.
Este é o Portugal dos Grandes!

O sagrado sal do Espírito Santo (BES)

ricardo salgadoA fotografia deste cavalheiro, das mais funestas e nocivas criaturas dedicadas a lesar Portugal e os Portugueses, transporta-me às imagens de Marlon Brando, Al Pacino, Peter Falk ou De Niro. Só que estes foram ou são actores e ele, digamos, é mesmo um real Al Capone à portuguesa.
Investiguem-se as PPP, os projectos dos Estádios de Futebol ou dos Mercados Abastecedores, facilmente se concluirá que a banca, neste caso o BES, arrecadou e continua a arrecadar milhões, à custa do erário público. Observe-se o gráfico publicado pelo FMI no relatório da 6.ª avaliação, em Janeiro passado:
relatório FMI_6.ª avaliação.jpg (2)
A dívida externa privada, acima dos 230 mil milhões de euros, em 2009, era mais do dobro da dívida pública. Quase na totalidade, correspondia a compromissos de dívida de bancos ao exterior, em que o BES se integrava e distinguia.
Todavia, a matéria para revolta – revolta a sério – é saber que o cavalheiro Salgado, um potencial sem-abrigo segundo a teoria de Ulrich, apresentou a Carlos Costa, governador do BdP, e este pelos vistos aceitou pacificamente, a desculpa de que:
Comparando a gravidade deste “esquecimento” e a inércia do Ministério Público com milhares de execuções fiscais indevidas, por erro do sistema, é legítimo pensar que a balbúrdia e comportamentos de infame incumprimento de deveres perante o Estado são filtrados e pasteurizados por esse mesmo sistema, no caso dos poderosos a movimentar altas verbas.
Na página 3 do suplemento de Economia do ‘Expresso’, um tal Paulo Padrão (talvez Paulo do Patrão) atirou-se de unhas e dentes a Nicolau Santos por se ter “enganado” sobre algo escrito a propósito do BES.
Seria, agora, a hora do Paulo do Patrão vir explicar direitinho e com detalhe por que razão Salgado teve de rectificar 3 vezes a declaração do IRS e os motivos do  “esquecimento” do rendimento de 8,5 milhões de euros. Alzheimer, estou certo, não será a razão. Fuga ao fisco? Pelo menos é a ideia com que se fica. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Também escolheu empobrecer-nos

passos.coelhojpg"Quem escolheu (Franquelim Alves) não foi o CDS nem o PSD. Fui eu e o ministro da Economia. Espero que esse assunto morra depressa porque não tem nenhuma razão de ser", disse o arrogante e impreparado Coelho.
Também escolheu outras e outros, da Leal Coelho no Parlamento ao Relvas no governo. Tudo gente sem mácula. Deveria acrescentar.
Quase asseguro que foi buscar o nome de Franquelim aos ficheiros do PSD, tendo sido fundamental estar integrado na classe de ‘militante recrutável para a governação ou a gestão pública’. Já Barroso o tinha escolhido. É um 'boy' velho, mas um 'boy'.
O Álvaro conhecia-o do QREN e ponto final.
De pendurado na política que só começou a trabalhar aos 37 anos, este cidadão, Coelho, não está habilitado nem tem condições de civilidade e de ética para ser governante; quanto mais primeiro-ministro!
Apetece-me gritar-lhe:
 “Você também escolheu empobrecer-nos” 
e muitas outras coisas que, por respeito pelas próprias, prefiro calar.

Álvaro & Franquelim, sociedade de governantes Lda.

O Álvaro foi chamado de urgência AR, a fim de ser inquirido sobre a nomeação do secretário de Estado, Franquelim Alves.
Creio que, uma vez mais, este tipo de iniciativas da oposição estão, infelizmente, condenadas ao fracasso.
O Parlamento, de resto, em comissão de inquérito dirigida por Maria de Belém já consumiu horas de trabalho de não sei quantos deputados, sem que o povo português tenha visto o efeito prático de punir quem prevaricou na gestão de um grupo financeiro, ao ponto de sugarem 8 mil milhões de euros do erário público.
O que neste, como em outros casos, seria fundamental é dispor de um ‘sistema judicial’ eficiente e eficaz, capaz de, em três tempos, pôr os culpados na grelha. Os esforços de deputados teriam maior sentido se reclamassem do Ministério Público e Tribunais a aceleração de processos com danos desta ordem, envolvendo ou não figuras públicas. Não seria uma interferência no sistema, mas sim legítima exigência de maior celeridade.
O Álvaro virá de lá a sorrir, afirmando conhecer muito bem o ex-porta bandeira do MRPP e gestor de lugar assegurado nos ficheiros do PSD. De facto, conheço eu melhor o Franquelim do que o Álvaro, por mais que este jure ter constituído uma sociedade de governantes  muito sólida e especializada em métodos do empreendedorismo e da inovação… em que o desactualizado Franquelim não dará uma para a caixa.
Em suma, o sócio do Álvaro esteve à frente da SLN/BPN que nos custou um ror de dinheiro e, sem atributos para a função, vai continuar a alimentar-se do sorvedouro dos fundos públicos, não obstante um passado recente duvidoso; coisa a que, de resto, se habituou há anos.

O BPN é um fantasma, diz o Prof. Marcelo

O programa  Marcelo, na TVI,  repele-me. O homem é tendencioso, acérrimo defensor dos ‘laranjas’ e tem uma conduta que, profissional e deontologicamente, é mais do que reprovável na CS. 
Todavia, pelos jornais, e às vezes com o suporte de vídeos parciais, lá me apercebo de certas tiradas do ilustre professor.
Há tempos foi a desgraça de ter ficado com a boca em ‘O’. Nesse caso, diverti-me.
O ‘Público’ noticia que as histórias  do Prof. Marcelo, deste domingo, meteram fantasmas. Criticou a escolha de Passos Coelho do ajudante Franquelim, alegando ser  alguém que levanta o fantasma do BPN.
Um fantasma, diga-se, que acabará por custar 8 mil milhões de euros ao povo português. Não se trata, pois, de um conto de  humor. O custo é elevado, mas o sistema judicial, a passo de caracol, torná-lo-á eventualmente compensador para os arguidos. Basta arremessar o julgamento para um tempo de juízos virtuais – o tempo das prescrições.
O ajudante Franquelim, o Relvas, o próprio Coelho são todos “farinha do mesmo saco”. Cada um ergue os seus fantasmas, da SLN/BPN ao Foral. 
Em relação ao troféu que Franquelim escondeu mas foi erguido, permito-me lembrar que, segundo o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, pág. 1062, fantasma também pode significar:
Pessoa fictícia cujo nome é utilizado em operações fraudulentas como branqueamento de capitais e subornos…
O Franquelim e todos os outros acabarão por ser figuras fictícias. Tão fictícias como as irregularidades em investigação, dirão os senhores da justiça provavelmente… porque, além de fictícias, as figuras são inimputáveis.
Tenhamos presente que o Dias Loureiro, por exemplo, faz questão de continuar a comemorar em liberdade a Noite de Reveillon com o Arnaut, o Relvas, o Seara e outros do género que compareçam no Copacabana Palace.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ouçamos Verdi!

Canção de Beber
Do senso comum, emana a ideia de que “se bebe para comemorar ou para esquecer”.
Da vida de cidadão, infelizmente, nos tempos correntes nada tenho para comemorar. E esquecer é coisa que este governo não me deixa, seja através das notícias que leio, ouço e vejo, seja ao observar, no final de cada mês, o processo de roubo contínuo a que eu e milhões estamos submetidos. Aguenta!, diz a cabotino do banqueiro.
Ao escutar Verdi, mesmo na ‘Canção de Beber’, a coisa muda de figura. A música, a boa música, dizima tudo o que de feio, porco e mau se passa à nossa volta. Pelo menos, nos instantes em que a saboreamos… a menos que, de súbito, salte um coelho da cartola, armado em barítono a cantar em falsete. Mas, neste espaço, em que por enquanto mando, não o deixo entrar e então… ouçamos Verdi.

Familiares e Parentes

FIO
Uma amiga minha, Luísa de nome e carioca de gema, enviou-me este  notável conjunto de imagem e mensagem.
Também penso que as pessoas de família, as autênticas, são quem sempre estão preocupadas connosco. O resto é apenas parente, ou seja, gente que nos coloca nos polos da distância e da indiferença.
O grave, ‘mais do que chato pra burro’ como dizem no Brasil, é que à medida que o tempo avança, cada vez temos menos familiares e mais parentes. Olhem, à portuguesa, reclamo: ‘Parentes que os pariram!”.

Blasfemos passaram para a oposição

Levou tempo mas sucedeu. A ensaísta Matos e o inconsequente Miranda passaram a integrar a oposição.
Depois de tantas mentiras, aleivosias e de medidas de empobrecimento, custe o que custar, os dois distintos e prolixos blasfemos, finalmente, alinharam na contestação ao governo.
Para o surpreendente fenómeno de cirurgia de transsexualidade política, bastou que, na remodelação de ajudantes, tivesse sido criada a Secretaria de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar. Uma medida quase inócua, face aos dislates de Relvas e à desumanidade de Cristas na ‘Lei do Arrendamento’; ou ainda os torpes ataques sociais aos rendimentos legítimos de milhões de portugueses pelo inefável Gaspar.
Nesta dança de cadeiras de ajudantes, esqueceram-se, todavia, do ex-administrador da SLI/BPN Franquelim Alves, um espécimen que, pela natureza do protoplasma que transporta nas células, deveria, a esta hora, estar sentado perante um Juiz a justificar a inocência num caso  de que o Estado Português saiu lesado em 8 mil milhões de euros.
Aos poucos, e tendo começado por criticar o fácil, talvez se passem um dia, de alma íntegra, para a defesa da ética e da responsabilidade no mais relevante da acção política.

O PS à deriva

Justamente no tempo de necessidade de um PS esclarecido, assertivo e capaz de libertar os portugueses das amarras das políticas anti-sociais do governo de Gaspar, Coelho e Portas – sempre por esta ordem - justamente neste tempo, repito, é quando as incompetências, as fragilidades e as incapacidades de liderar e credibilizar o partido ‘rosa’ se manifestam.
Saem, em catadupa, da boca e da acção de quem por caminhos erráticos renuncia a obrigações de lealdade e transparência ao povo português, em projecto de alternativa ao nefasto governo actual.
António Costa, beneficiário à partida de confiança generalizada para afastar o impreparado e limitado Seguro da liderança, optou por comportamento de renegado.  Justificar-se-ia agora manter-se calado; ou seja, que evitasse conceder entrevistas, com afirmações que mais agravam o débito de credibilidade que lhe está imputado:
Há alguma dúvida de que Seguro, produto manufacturado nas ‘jotas’ como Coelho na JSD, é, na realidade, um palrador superficial, sem ideias de  rumo para o futuro do País  – o único a preocupá-lo é chegar a primeiro-ministro, claro.
Seguro, ainda para mais suportado pelo senador Soares, usa o estratagema de todas as semanas percorrer as secções do PS, do Minho ao Algarve, para replicar a receita que lhe rendeu o cargo de Secretário-Geral do PS.
A continuar esta saga, Relvas fez o mesmo por Passos Coelho, os portugueses correm o risco de vir a ter um primeiro-ministro excepcionalmente habilitado para ouvir o ‘militante do copo e do courato’ e destituído de ideias, atributos e conhecimentos capazes de servirem de solução aos problemas do País.
Com tal adversário de tão baixo nível político e intelectual, muita gente ainda não entende por que razão Costa ‘ficou nas covas’ na reunião da ‘Comissão Política’, vindo agora a rebobinar um filme repelente. 
É o PS à deriva.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

As autoridades espanholas vão contratar a Pantone Inc.

Rajoy_dinheiro negro
Fonte: El País
O diário espanhol não dá descanso ao PP e consequentemente ao actual presidente do governo de Espanha. Nos documentos acima reproduzidos, entre o mais, é notório o registo de uma verba do mesmo valor, 21 milhões de pesetas, nas contabilidades de Bárcenas, ex-tesoureiro do partido, e do PP Galego – os dois registos estão datados de 5 de Maio de 1999.
Rajoy confessa nunca ter recebido “dinheiro negro”. Das declarações do político também se poderá depreender que lá receber dinheiro recebeu; todavia, não era negro.
Qual, então, a cor do dinheiro alegadamente – alegadamente, sublinho porque tenho um fetiche pela palavra – Rajoy recebeu? É este agora o enigma com que se debatem nas investigações as autoridades judiciais espanholas.
Por se tratar de problema tecnicamente complicado, não hesitaram em contratar a Pantone Inc. para determinar com rigor qual a referência precisa da cor do vil metal, o qual, por vezes, é negro, outras submetido a operações de lavagem

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O ajudante Franquelim, um ex-SLN/BPN no governo

Seguir o princípio da independência partidária - e não política que é coisa distinta - não significa abdicar de dar razão a posições de partidos, idênticas àquelas que Honório Novo expressou a respeito de Franquelim Alves.
O ajudante Franquelim, provavelmente já empossado por Cavaco, um presidente amigo e companheiro de trabalho de Oliveira e Costa, passou pelo grupo SLN/BPN entre 2007/2009; percurso que, de resto, teve o cuidado de não explicitar no currículo que andou por aí girar, nomeadamente na comunicação social.
Com efeito, e a este propósito sou bem mais pessimista que Honório Novo, creio firmemente que Cavaco empossou mesmo o oportunista Franquelim.
O PR, a par do PM, torna-se responsável pela nomeação para o governo da nação de um homem que cogeriu o centro dos negócios obscuros e que elevados custos geraram para o povo português, dito SLN/BPN.
Se trouxer à memória a teimosia em fazer permanecer Dias Loureiro no CE e ainda as operações em que o PR e filha retiraram consideráveis benefícios de aplicações financeiras no BPN, sou forçado a concluir que, perante generalizados silêncios de muita gente do povo e de idiotas como Seguro e Costa, continuaremos a ter uma vida bem amarga pela frente, ditada por políticos da jaez dos que nos governam.
Quando estudante, e então militante do MRPP, Franquelim passou umas horas escondido numa sala do ISEG (Quelhas); agora pode actuar às claras, reforçado com o estatuto de governante – também já o havia sido no governo de Barroso.
Que merda de País é este?

O sucesso da saúde orçamental de Paulo Macedo

Provavelmente, o 1.º governante Gaspar e o 2.º, a larga distância, Coelho, convocarão o bancário Macedo, para comemorar as economias na despesa pública de saúde dos Portugueses.
Pouco interessa se o acto é banhado a champanhe ou a laranjada; a euforia estará presente e será sonante, certamente. O feito do Macedo merece estátua ou busto; economizou o dobro do valor exigido pela ‘troika’, segundo a OCDE – em 2011, as despesas de saúde caíram 5,2%, contra uma subida de 0,7% no seio das países que integram a organização.
Entendido o contributo de gastos com o pessoal e a redução do preço dos medicamentos, é necessário tornar bem claro o que o ‘Público’ divulga sobre os gastos  pessoais dos cidadãos (‘pocket money’) em cuidados de saúde:
Significa isto que a saúde, como um serviço ou produto de luxo, se transfigurou de direito de cidadania e universal em bem acessível aos que têm posses para pagar cuidados médicos. 
A OCDE também sublinha que os números publicados não permitem medir o impacte da redução nas condições de qualidade e resultados dos serviços públicos de saúde prestados às populações. De certeza, no caso português, e pelo que assisto em farmácias, centros de saúde e serviços de urgência hospitalar, o saldo será, inevitavelmente, negativo para os milhões de portugueses pobres, novos e velhos, sem dinheiro para medicamentos, consultas de cuidados primários ou em serviços de emergência.
O País que somos, e em degeneração pela deliberada política do governo, pode reflectir-se, além do mais, em números que a PORDATA publicava esta tarde, às 16h10:
  • Óbitos (hoje): 190;
  • Nascimentos (hoje): 178
  • Saldo migratório (hoje): – 86
Daqui por uns instantes, amanhã, depois, depois e depois, os valores serão piores. É este o País que tecnocratas e um impreparado PM, sem ponta de humanidade, reservam às gerações futuras.