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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

No Blasfémias dois blogueres passaram a usar “kilt”

Confesso uma indiferença enorme em relação ao referendo sobre a independência da Escócia – venceu o ‘não’ com 55% de votos, como se sabe. E se vencesse o “sim”? O que uma coisa ou outra trariam de benefício ou de prejudicial para a vida dos portugueses? O preço do Whisky aumentava se o ‘sim’ ganhasse? A BP baixaria os preços dos combustíveis, se não tivesse sido o ‘não’ a vencer.
Ouço e leio, as coisas mais estapafúrdias acerca das consequências para a Europa, em determinadas áreas económicas e financeiras – um exemplo: a Escócia continua integrada no Reino Unido e na libra esterlina; todavia, Vítor Cunha, sob o very, very, very English title Better Together, escreve no ‘Blasfémias’:
O Cunha é especialista em pensamentos metafísicos. Talvez fosse útil para o Juncker, o Draghi, a Merkel e todos os directórios que mandam na desgraçada Europa, que Vítor Cunha se doutorasse com uma tese em Economia sobre um novo padrão ‘libra esterlina-euro’. A City, inteirinha, ficaria deslumbrada.
Outra figura brilhante do Blasfémias dá pelo nome de João Miranda. Escolheu o título Independência da Escócia e União Europeia que começa com os seguintes períodos:
Brilhante! Jamais conseguiria imaginar alguém capaz de pensamento tão profundo. Merece, sem hesitações, que lhe seja atribuído o poder geográfico do nível 1. Bem alto! Nem o João Garcia se atreve a tentar lá chegar.
Esta gentinha do Blasfémias usa umas roupagens que os torna ultras sábios. Todavia, como hoje, nunca me tinha apercebido. O Cunha e o Miranda passaram a andar de “kilt” e não largam a garrafa de Whisky em homenagem à independência da Escócia. 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Helena Matos é a voz da hemeroteca do conflito em Gaza

São raros e curtos os momentos em que assisto a programas da Helena Matos na TV; sucede apenas por deslize de ‘zapping’ ou selecção de alguém do clã caseiro.
Notara há muito, todavia, que a Matos tinha um tom de voz e um linguajar especiais – a minha filha mais nova diz-me sempre que é ‘voz de tia’, desse género de mulheres de cabeça oca e de conversa frívola muito comuns na linha de Cascais, autoconvencidas do estatuto de gente de imensa cultura… imensa, imensa, imensa!
O Miguel Esteves Cardoso diria imediatamente tratar-se de voz de alforreca. Todavia, em respeito pela autoria do título deste texto da Matos, prefiro a alternativa de ‘voz da hemeroteca’.  
Helena Matos leu, soletrou até, e absorveu sete parágrafos de um artigo de Elias Choen, no ‘site’: http://www.libertaddigital.com/opinion/elias-cohen/los-muertos-palestinos-que-no-interesan-72997/ e tratou de pespegar esses parágrafos no ‘Blasfémias’ e ‘post’ feito… e fala de hemeroteca, ludibriando os leitores. Nem sequer de um único jornal se trata. Apenas de fragmentos de um artigo cujo autor de apelido (Choen) é certamente judeu, ou pelo menos pró-Israel, e anti palestiniano declarado. Basta ler.
A prepotência com que foi imposta aos palestinianos a retirada de territórios para criação do Estado de Israel em 1947, a guerra dos 6 dias e ocupação da faixa de Gaza para a expansiva construção de colonatos serão factos históricos irrelevantes?
Todos os conflitos na região, mesmo entre os radicais do Hamas e a moderada Al Fatah, emanam da ocupação da pátria palestiniana e da generalizada permissividade em relação aos desmandos dos poderes de Israel.
Usar o argumento da violência em confrontos entre palestinianos, os acontecimentos da Síria, a guerra no Líbano não é forma honesta da quem quer que seja, para branquear o ‘pogrom’ em curso na faixa de Gaza, com o assassinato de centenas de crianças, mulheres e homens e a destruição de bens. Tudo por ordem do facínora Netanyahu e sob a conivência do hipócrita Shimon Peres.
A violência, em qualquer circunstância, é dos mais reprováveis comportamentos humanos. Independentemente de quem o promova ou pratique. Que a Helena Matos não o entenda, é natural. Que Obama e outros líderes mundiais não actuem para sossegar Gaza e mandarem retirar os judeus é criminoso; ou por outra, continua a ser criminoso porque, entre o petróleo e a vida humana, outras paragens são as preferidas por tais líderes. E a Líbia como está? A ferro e fogo, mas recomenda-se silêncio.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Blasfemos passaram para a oposição

Levou tempo mas sucedeu. A ensaísta Matos e o inconsequente Miranda passaram a integrar a oposição.
Depois de tantas mentiras, aleivosias e de medidas de empobrecimento, custe o que custar, os dois distintos e prolixos blasfemos, finalmente, alinharam na contestação ao governo.
Para o surpreendente fenómeno de cirurgia de transsexualidade política, bastou que, na remodelação de ajudantes, tivesse sido criada a Secretaria de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar. Uma medida quase inócua, face aos dislates de Relvas e à desumanidade de Cristas na ‘Lei do Arrendamento’; ou ainda os torpes ataques sociais aos rendimentos legítimos de milhões de portugueses pelo inefável Gaspar.
Nesta dança de cadeiras de ajudantes, esqueceram-se, todavia, do ex-administrador da SLI/BPN Franquelim Alves, um espécimen que, pela natureza do protoplasma que transporta nas células, deveria, a esta hora, estar sentado perante um Juiz a justificar a inocência num caso  de que o Estado Português saiu lesado em 8 mil milhões de euros.
Aos poucos, e tendo começado por criticar o fácil, talvez se passem um dia, de alma íntegra, para a defesa da ética e da responsabilidade no mais relevante da acção política.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Helena Matos esqueceu-se do Eduardo Martins (PSD)

Helena Matos é uma alma ainda mais desassossegada, caso não  critique tudo e todos que divirjam das opiniões que defende; mesmo aqueles que se integram na sua área política.  
Em post titulado “Mas o que é isto?”, ressabiada ou carente (não entendi, nem interessa), dá forte e feio no colega de blogue e deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim. Motivo: o parlamentar do Norte reconheceu méritos ao adversário político, Francisco Louçã, a despeito de subscrever um projecto ideológico muito distinto e oposto ao do bloquista. 
A certa altura a incomodada Helena questiona e responde de dedo em riste:
Naquilo que o Carlos Abreu Amorim escreveu sobre Louçã falta o essencial: poderia o PSD bancada a que o CAA pertence ter um deputado que usasse aquele tipo de linguagem e aquele estilo acusador? Não.”
Certamente por amnésia de conveniência, varreu-se-lhe da memória o “Vai para o caralho!” disparado por José Eduardo Martins (PSD) para Carlos Candal (PS) na anterior legislatura.
Francisco Louçã ou Jerónimo de Sousa, anos a fio na AR, jamais foram capazes de usar tão grosseira obscenidade que, pelos vistos, é bem acolhida por Helena Matos. 
Se a notabilíssima ensaísta cuidasse de fazer uma inventariação histórica das obscenidades proferidas por deputados do arco do poder, não teria redigido tal ‘post’. Ou teria? – apesar da exclusividade da autoria de reles grosserias de políticos do citado ‘arco do poder’.
(Adenda: não tenho qualquer filiação partidária, nem a menor objecção de reconhecer méritos e qualidades de políticos – de esquerda ou de direita).

sábado, 20 de agosto de 2011

TGV: o conflito nacional-ferroviário

O TGV das inquietações da coligação. A direita no poder está agitada. Fala, escreve e recrimina o humilde 'Alvaro', sem dó nem piedade. A emoção é inímiga do discernimento, como se sabe. Mas, sem argumentos sustentáveis de ordem técnica e económica, vale-se de vácuos discursos políticos. Nem sequer dá conta de que o Ministro da Economia, ao reduzir o projecto a uma ligação, específica para mercadorias e em bitola europeia, entre Sines e Espanha, está a desprezar uma variável fundamental na selecção do investimento: a existência de massa crítica, ou melhor dito, a inexistência.
Como, porém, a reflexão sobre ideias destas constitui pura perda de tempo e paciência, o melhor é caminhar pelo humor. E, assim, aqui têm a minha resposta:
Já viram como sairia cómodo e barato à ICAR ir a Madrid, de TGV, assistir às comemorações da JMJ, com os apelos ao  "radicalismo cristão" de Bento XVI. O pessoal das paróquias da 'Zona J', da 'Musgueira', em Lisboa, do Bairro do Aleixo, do Porto, da Vila d'Este, em Gaia, e Alberto Sampaio, na Póvoa do Varzim, e de outros sítios que tais, deliraria... para desencanto dos elitistas do Norte e do Sul que achariam que o TGV é luxo exclusivo deles. Seja para ir à capital de Espanha "mirar las golfas" ou saudar "El Papa" com papel higiénico da Renova.
Oh Álvaro, ou decides com racionalidade ou voltas para o Canadá para ensinar o mundo a ficar pior. Entende, meu filho, que esta é uma luta de provincianos interesses mercantilistas, sujeita à crítica de homens com óculos de tosca armação e que fazem lembrar ridículas personagens d' 'Os Maias' - Por exemplo, o Conde de Gouvarinho...
Ora, orem com Ratzinguer e apelem à Matos para excomungar os indignados. O TGV, na excelsa meditação divina, é apenas um acessório andante que não vos paralisará a fé.