sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Gaspar no FMI – valeu a pena lesar o povo português

Uma equipa sacrificial, diria Cavaco
Na farsa de há dias do CCB, ao lançar o livro de entrevistas de Maria João Avillez, de autopromoção pessoal e de certas lamúrias de Gaspar, é de imaginar que este figurão já tivesse acertado com a Sra. Christine Lagarde o ingresso no FMI, como Director dos Assuntos Orçamentais.
Tratar-se-ia de uma fase normal da carreira profissional de Gaspar, como de qualquer outro cidadão. 
Todavia, há factos sórdidos e relevantes que explicam esta escolha do FMI: o fervoroso zelo com que Gaspar se aplicou para não ser o quarto, mas sim o primeiro homem de confiança da sinistra organização de Washington na aplicação do implacável programa de austeridade aos portugueses que, para ele, nada contam em termos de direitos fundamentais de cidadãos. 
O Tribunal Constitucional mitigou a malvadez imensa do tortuoso chefe da ‘troika’ disfarçado de defensor dos interesses nacionais; porém, por justificáveis motivos, não o conseguiu impedir de ser propulsor de elevadíssimo número de insolvências, taxas de desemprego altíssimas, penalização sem complacência dos ganhos de reformados, pensionistas e assalariados… enfim transfigurou um País que, por mais disfarces que o governo utilize, saiu da bancarrota para ficar a milímetros dela.
Sem a menor dúvida, a “grandiosa” obra de Gaspar – o ministro de finanças que decidiu de uma única vez o maior aumento de impostos directos e indirectos da História de Portugal – continuada pela amanuense Albuquerque lado a lado com Portas – um sabichão de finanças públicas; a “grandiosa” obra de Gaspar, dizia, sustentada nos habituais insucessos e saques de juros do FMI, jamais consegue garantir o regresso de Portugal aos mercados de forma autónoma na próxima década, a fim de obter empréstimos a taxas nem sequer parecidas quanto mais idênticas às da Irlanda.
Da destruição de empresas, empregos, famílias e perda de milhares de idosos e jovens entretanto emigrados, Portugal terá de penar mais de uma década para garantir aos seus cidadãos uma vida decente: este estilo de vida, mas sofisticado, fica para Gaspar em Washington e para mais uns quantos privilegiados dispersos por lugares em sociedades estatais e outros serviços cuja utilidade nem sequer se percebe – Jorge Braga de Macedo, por exemplo; alguém sabe quanto ganha e o que faz?
Gaspar vai em paz, mas vira lá os teus orçamentos para outros lados.

Desemprego – noticiar o velho como novo fosse

No corpo da notícia, 1.º parágrafo, martela-se: 
“Eurostat dá conta de uma taxa de desempego de 15,3% em Janeiro, acima dos 12% da zona euro e dos 10,8% do conjunto da União Europeia.”
A informação, tal como titulada, deixa qualquer leitor satisfeito com a melhoria desse flagelo em Portugal. Trata-se, no entanto, para os mais atentos e informados da manutenção do conhecido drama, idêntico ao nível de Dezembro de 2013 – os 15,3% confirmados pelo Eurostat.
Para comprovar que se trata de uma velha novidade, propagada indevidamente como nova e satisfatória, é bom lembrar que o próprio INE, em 5 de Fevereiro, já havia tornado pública a taxa de desemprego de para o 4.º trimestre de 2013, conforme o quadro a seguir exibido:



Em vez de estimular falsas euforias, é princípio da mais elementar ética da comunicação social informar com rigor, sem escamotear ou enviesar análises estatísticas relativas a um sofrimento social de centenas de milhares de portugueses. Mais de um milhão, segundo algumas fontes.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Em Portugal, mandam os merceeiros e os tecnológicos estão em segundo plano


Tenho apreço pela SIBS. Talvez por responsabilidade própria, a tecnológica nacional jamais deu à opinião pública a imagem, suficientemente forte, de ser exemplar, a nível mundial, em serviços de movimentos em ATM’s (MB), pagamentos por cartões débito e crédito; e ainda ser pioneira no pagamento electrónico na ‘Via Verde’ – auto-estradas e parques automóveis.
Na rede do MB, e especificamente no funcionamento integral e homogéneo na totalidade da banca portuguesa, beneficiou de ter concebido e lançado o serviço quando a banca estava nacionalizada – havia um accionista único, o Estado, e a tomada de decisão foi automática,  facilitando a integração e a coesão do novo serviço.
Nos tempos actuais, a diferença atenuou-se, mas quem viajava com frequência, por motivos profissionais, sabia bem que, em Portugal, poderia percorrer distâncias entre Valença do Minho a Vila Real de Santo António sem um cêntimo – antes era um tostão – no bolso. Bastava o cartão de débito ou de crédito e uma ATM para aceder a dinheiro vivo.
Os bancos, por sua vez, passaram a ficar enormemente beneficiados com estes serviços tecnológicos. Os clientes da banca, eles próprios, levantam dinheiro, fazem transferências, realizam pagamentos de facturas de serviços diversos, de impostos, recarregam telemóveis e retiram extractos sem a intervenção de qualquer funcionário bancário.

José Miguel Tavares, o falso atirador furtivo

O jornalismo de José Miguel Tavares (JMT), se assim pode considerar-se, é feito de intrigazinhas, de minudências e outras insignificâncias, próprias de quem sofre de afectação de ordem irracional e é incapaz de construir juízos simples quanto mais espraiar-se em horizontes rasgados; são características das sombras sob as quais se governa – estou a colocar-me propositadamente ao nível da sua escrita, para que o JMT tenha consciência da sua própria mesquinhez.
Uma das batidas técnicas do ora também comediante televisivo, que escrevinha, é a escolha de um título para captar atenções, o que é recorrente e tradicional no jornalismo. Todavia, o título tem de respeitar o conteúdo do texto, e “A caça ao Tordo” está incorrecto, uma vez que, no emaranhado “neo-realista” do texto, os alvos da caçada são dois ‘Tordos’; o pai Fernando, cantor, e o filho João, escritor.
Ao espírito mexeriqueiro da história e de ofensa aos visados, JMT junta-lhe lamentável hipocrisia – muito repugnante - ao afirmar:
“Eu simpatizo bastante com Fernando Tordo e com o seu filho João.”
É próprio de quem não tem a menor vergonha, quanto mais algum sentimento ético da vida. A propósito dos 200 mil euros de contratos de ajuste directo, como confesso simpatizante do cantor, poderia ao menos remeter para estas explicações de Fernando Tordo e precisar que a verba diz respeito a três anos - três! - de contratos.
JMT resolveu, pois, envergar a indumentária de caçador, muniu-se de uma pressão de ar e mascarou-se de atirador furtivo; a jornada foi expressamente dedicada aos ‘Tordos’, nada de outra passarada, nem de animais rasteiros e de tocas, como o ‘Coelho’.
Da miopia, associada à falta de prática ou de perfil de caçador, disparou sem nexo. Para cúmulo, apontou a arma apenas àqueles dois ‘Tordos’, não admitindo que o mais velho tenha manifestado revolta contra a nefasta situação do País em que vivemos, às ordens de um execrável governo, nem que o mais novo, com emoção própria de filho, tivesse expressado solidariedade afectiva ao Pai – ser e não saber ser pai ou filho é um desvio mental grave.
A emigração de Tordo, infelizmente, é ínfima parte de um processo do descalabro demográfico do País, onde ‘Encontrar emprego depois dos 40 é milagre’, como anunciava o ‘Expresso’ no fim-de-semana. E estas são as grandes questões que merecem a atenção dos grandes jornalistas.
“Se o actual governo tem culpa de imensa coisa…”, como diz o JMT, então deixe de contar histórias ‘gota-a-gota’, em especial ao focar-se na vida por quem tem uma estranha simpatia antipática. “A imensa culpa do governo” contém “imenso material” para um jornalista a sério dissecar, de forma objectiva e independente.  

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

União Bancária Europeia – uns sonham, os alemães decidem

O símbolo do poder
De Maria Luís Albuquerque, em discurso idealista e talvez impulsionada por misticismos, na AR, ‘Colóquio sobre a União Bancária (UB) e Financiamento da Economia’, declarou que estava encontrada a solução, a citada UB, para solucionar a concessão de empréstimos ás empresas nacionais, em condições a vigorar de igual forma em todos os Estados-Membros.
A ministra chegou mesmo a argumentar que “uma empresa idêntica” a “uma alemã” – uma Siemens portuguesa gémea da Siemens germânica, penso eu – se encontra hoje “em condições competitivas diferentes”, pois o risco da Alemanha é menor. Esta é talvez a parcela mais realista das palavras de MLA.
Por sua vez, o governador do Banco de Portugal, com outra envergadura e experiência do sector financeiro, à laia de quem parte um queijo ao meio para dizer que as duas partes têm qualidade distinta, também considerou que as instituições bancárias portuguesas (com prejuízos negativos da ordem dos – 2100 M de euros, lembro) avançaram intencionalmente neste processo de União Bancária, depois de submetidas a “um escrutínio apertado e alargado”, com auditorias a todas as áreas e a reportar imparidades que não reflectem a sua actividade actual, mas a qualidade do crédito do passado (anterior a 2008).
Segundo Albuquerque e Costa, tudo vai bem no reino da banca e falta apenas a União Bancária. Com automatismos estimulados por sinais biológicos e a facilidade de quem tem dinheiro depois de ser totalista no ‘Euromilhões’, o País inteiro entra, acreditam eles, em frenética euforia. Vê abrir fábricas de tudo e mais alguma coisa, milhares de hectares lavrados a produzir muito mais que a vinha e a simples azeitona da nossa actual felicidade, a saída e regresso de numerosa frota de pesqueiros que, nas redes ou a gancho, vão encher as nossas lotas desde o ‘joaquinzinho’ ao corpulento atum.
Aviões e navios, na partida levarão os produtos portugueses ao mundo tinteiro. Regressarão vazios, excepto os meios aéreos cheios de estrangeiros a cobiçar o que é português e emigrantes que, neste sucesso económico de dimensão indescritível, regressam à pátria para um empreendedorismo sem semelhança no universo, fruto da União Bancária.
Este é um sonho dos tais que ficamos desiludidos quando despertarmos para a realidade; a qual, infelizmente, é bem diferente do projecto de União da Bancária em que MLA e Carlos Costa acreditam. Sem valorizar, como deveriam, a posição alemã, de que, mais do que Merkel, é da esfera de decisão do Sr. Schäuble.
Ainda em recente reunião em Bruxelas, Schäuble, o amigo do nosso Gaspar – o 1º nunca o 4º da ‘troika’ – deixou no ar esta ideia, transmitida através do Wall Street Journal:
Um Tratado Intergovernamental, interprete-se, é uma exigência alemã. O ‘Der Spiegel’, no início de notícia de 16 de Dezembro passado, dizia:
Portanto, a União Bancária, se vier a ser criada, obedecerá aos condicionalismos, prazos e poderes que a Alemanha ditará. Esta é a realidade. O resto são ilusões com que MLA, Carlos Costa e alguns mais contentam o ego e preenchem os sonhos cor-de-rosa.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Execução orçamental e da consolidação de uma sociedade injusta

Execução é, de facto, palavra de grande diversidade de significâncias.
Poderemos usá-la para descrever acções do assassínio legal em determinados pontos do universo, como certos estados dos EUA. Ao relatar determinada pena de morte, diz-se: o George B. foi executado na prisão X do Texas, condenado por 18 homicídios.
Mas também, na polivalência do executar, podemos deslocarmo-nos para áreas susceptíveis de deslumbramento: as execuções do pintor Amadeu Sousa Cardozo, integradas nos movimentos do cubismo, do futurismo e do expressionismo, atingiram uma repercussão mundial aquém do que seria justo. Com a qualidade das execuções literárias de sua autoria, Camões e Pessoa tornaram-se duas grandes figuras da poesia mundial.
Descendo ao mundo mais frugal, também se afirma que o pedreiro, o carpinteiro, o marceneiro, o ladrilhador e até os serventes destes todos executaram trabalhos de qualidade.
No meio de tudo isto, da excelência à banalidade, também há quem execute ‘às três pancadas’, ou seja, com muita imperfeição. Ou então aqueles que executam aparentemente bem, com a habilidade de fazer o medíocre parecer uma obra-prima.
Com a pulsão dos “enormes impostos” de Gaspar, Maria Luís de Albuquerque é uma destas últimas executantes hábeis, na arte de ‘vender gato por lebre’. Certamente ela, o Pedro, o Portas e as respectivas ‘entourages’ vibraram horas incontáveis de felicidade com a notícia:
 “Mais 10% de impostos conduzem a excedente orçamental em Janeiro”
Se, mesmo ligeiramente, lermos o relatório da execução orçamental de Janeiro-2014 da DGO, percebemos o porquê do resultado final que, em Janeiro, por lógica do tratamento das ‘ contas públicas’, é sempre mais favorável do que nos meses restantes.

CE e o governo português – o dolo político e socioeconómico

O patriótico PIN
Temos uma desafinada cantata, ou seja, um cantarolar, no caso, a meia voz, sem o cuidado de seguir a disciplina da letra ou da música; esta última, como metáfora de harmonia melódica, iguala a falta de estética dos ‘falsetes’ do PM de ‘tenor’ ou ‘barítono’ de frustrada voz – com quem um, Miguel Relvas, sempre fez coro.
Por oito vezes, oito vezes, o PM, Passos Coelho, no congresso perguntou:
A mesma interrogação poderia ser feita por José Sócrates na imaginária aprovação do PEC IV. Um e outro, e alguns são ‘farinha do mesmo saco’. E, da mesma farinha, é evidente que o ´pão’ é resultado da mesma massa; mal ou bem cozida, os efeitos de indigestão socioeconómica seriam, pelo menos, semelhantes: desemprego, pobreza, miséria e catanadas no Estado Social.
A CE, tão solidária com o FMI e naturalmente com o BCE, na política de consolidação orçamental, ainda que esta se traduza em eliminação de empregos, pobreza e até fome, veio hoje a público dar notícias pouco consistentes para a Zona Euro e, em especial para Portugal:
“Bruxelas especifica, no entanto, que as suas previsões para Portugal só serão consolidadas no decurso do processo da 11.ª avaliação da execução do programa de assistência económica e financeiro associado à ajuda externa que prossegue actualmente em Lisboa. Isso significa que as previsões avançadas agora para 2014 e 2015 – um crescimento positivo de 0,8% e de 1,5% respectivamente – são meras estimativas baseadas na anterior revisão do programa, em Dezembro.”
Há dúvidas, muitas dúvidas quanto a futuro imediato e a médio prazo para a Economia Portuguesa. Todavia, logo de seguida, Oli Rhen, depois da sauna, quiçá também de alguma vodka, veio garantir:
Este homem, nórdico e economista de um país em queda (Finlândia), justifica indirectamente que Maria João Avillez, à semelhança do que fez a Gaspar, escreva e mande editar um livro dos “magos contemporâneos” com as memórias do comissário. Se ele Rhen diz, é profecia divina.
O que de, facto, é lamentável é o povo português, conformista e mansarrão, continuar a acreditar nesta gente. Um exemplo: A CE programa que a criação de emprego em 2014 será de -0,4%. Criação de emprego ou de desemprego? Da cínica semântica de mascarar “criação” com “redução” é uma aleivosia sem classificação. À CE, mas também à Coelho e à Portas; ou à moda de ser ‘rapace’ nesta Europa e neste País dos tempos de irracionalidade do racional.
Bem podem Passos e Seguro esgrimir argumentos: ‘cautelar’ ou ‘saída limpa’? Ou reestruturamos à pesada dívida – mais pesada 40% do que no tempo de Sócrates – e continuamos a castigar os portugueses com elevados impostos (+ 10,4% ufana-se a idiota Albuquerque) ou, não sendo suficiente o castigo, provoca-se a morte mais cedo daqueles que, vivendo mais de 60 anos, têm de ser varridos das listas de reformados e pensionistas. Quanto a jovens, não há obstáculos: emigram em e à força!
Silva Lopes não está de acordo com a reestruturação. Retire-se! Ainda não quis perceber da impossibilidade de Portugal cumprir as condições e os prazos de regularização da dívida. Abdique das chorudas reformas de que usufrui ou então, como exemplar acto, suicide-se! 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

PSD - Congresso da Tristeza e da Alegria

congresso fotografia
A Laura contou uma anedota
A larga distância, o primeiro foi Marcelo, o comediante. Aterrou da Madeira, chegou à 2.ª circular e, de súbito, falou ao ‘Zequinha dos Recados’ e disse-lhe: – ouve Zeca eu vou de imediato para aí, para o congresso . – De si para si, pensou já que me chamam catavento, mudo de rumo e intenções ainda a ritmo mais rápido do que imaginam.
Passado pouco tempo – qual Cascais, qual ca(ra)pucho! – lá estava ele, Marcelo, a estrela da tarde. Irrompia o brilho naquela sala de tristes e estereotipados discursos, de Marco António Costa a Montenegro. Menezes até foi comovente,  Rangel não chegou a aquecer o ambiente e Morais Sarmento, como convém, deu uma no cravo, outra na ferradura, acabando nos braços do Coelho. O Lopes também começou pela tristeza e não acabou propriamente em beleza –  o fim-de-tarde, o início de noite, o dia  de Sábado seriam de Marcelo. Dará um PR divertido, cheio de imprevistos. O inverso do Cavaco dos lugares-comuns.
Quando no Domingo se começava a regressar ao taciturno, àquele ambiente “piegas” e frívolo que tanto irrita Passos Coelho, este pensou: – ao menos nas despedidas, tenho de aquecer isto para as câmaras e flashes. – Do pensamento passou à acção: - Laura conta aí uma anedota! Como a imagem demonstra, ela própria, a Dona Albuquerque e uma maioria dos que estavam à volta riram-se ou pelo menos sorriam (o chefe mandou, atenção!).
A loja da social-democracia que abrira as portas na 6.ª ao fim do dia, encerrava no Domingo em ambiente de alegria. - Que pena não termos cá o Relvas - disse Coelho para o “Zequinha dos Recados’. – Em compensação está na lista para o CN – retorquiu este.
Hoje, 2.ª feira, a social-democracia fica arrumada e regressamos ao  País melhorado, silenciosamente, para que o povo não se aperceba na vida de todos os dias – sublime doutrina de Montenegro.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O zelo do Branco na conservação do pardo

A compra dos submarinos e dos Pandur já fez correr muita tinta. Ocorreu no tempo em que Paulo Portas desempenhava o cargo de Ministro da Defesa e, lembre-se, como governante fino e esbanjador do dinheiro do Estado igual a muitos outros, escolheu o ‘Forte de São Julião da Barra’ para residência oficial – desse tempo, governo de Barroso, nem sequer dissecamos o caso ‘Portucale’; centenas de sobreiros foram abatidos pelo grupo Espírito Santo, mediante autorização governamental. E não existe o testemunho de uma simples bolota ou de pedaço de cortiça quanto mais as palavras de quem ordenou ou executou o corte.
Sabe-se no que respeita aos submarinos que, na Alemanha, ex-quadros da Ferrostaal foram condenados pelo pagamento de “luvas” de 62 milhões de euros a Portugal e Grécia para garantir as encomendas. Quem recebeu? Curiosidade sórdida a nossa!
De facto, o PS de Seguro, seria exigível, deveria ter levado há mais tempo à AR o negócio de submarinos e Pandur, feitos no tempo de Barroso e Portas. Todavia, manteve-se em silêncio prolongado que, agora, em pleno congresso do PSD – Partido Social-Democrata? – resolveu interromper.
O Branco, a quem decidi cortar o Aguiar e hífen, acto muito menos grave do que o governo cortar reformas, pensões e salários, ficou muito enervado, a ponto de se ter valido de um ‘Prozac’ que as estruturas do partido disponibilizam para ataques de agudo nervosismo.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Circo sem barões, tigres, elefantes e leões

Este fim-de-semana haverá circo no Coliseu dos Recreios. As contenções financeiras, na luta de desmandos e asneiras, condicionaram o elenco do espectáculo.
O papel de animador poderá ser atribuído a um das Caldas, de nome Santos, ou a outro equivalente. Ricos, remediados e pobres, os palhaços não faltarão. Também teremos talentosos trapezistas e equilibristas, que umas vezes rangem e, de súbito, estugam os passos sob recompensa. Malabaristas ocupam lugar de destaque no cartaz – chamem-se Lopes, Pinto, Marco ou qualquer outro nome ou apelido, do Norte, Centro ou Sul.
O grupo dos faz-tudos será dirigido por um ‘jotinha’ que, na pirâmide, está sentado no vértice e quem o TC derrubou um dia destes. Grande trambolhão!
Presumo que do que sabíamos antes, depois do espectáculo ficaremos a saber o mesmo. A não ser uma eventual surpresa tipo Menezes, emocionado, representada por algum contorcionista que se zanga às vezes e agita os espectadores.
Certo, certo é que, sem tigres, elefantes e leões, também não aparecerão os barões. Talvez apenas o mini Mendes e o Ruas que preside e, portanto, está privado do lugar cativo na geral, uma distinção na Convenção de Valladolid do PP espanhol.
Ops! No fim talvez irrompa a surpresa das acrobacias verbais do ‘entertainer’ Portas.

O Infarmed e o consumo de tranquilizantes em Portugal


O Infarmed não soluciona a falta no mercado de medicamentos essenciais para doentes crónicos, mas faz estudos. Também estes se revelariam úteis se não se ficassem apenas pelo óbvio, sem cuidar de investigar e divulgar causas científicas.
Agora, segundo o ‘Público’, comparativamente apenas à Dinamarca, Itália e Noruega, esta última nem é membro da União Europeia, descobriu que Portugal os supera no consumo de medicamentos para a ansiedade e a insónia. Trata-se de um caso “importante de saúde pública”, assim classifica a investigadora do Infarmed, Cláudia Furtado. E é, confirmo eu.
Álvaro Carvalho, um psiquiatra muito mediático através do caso ‘Capa Pia’ e agora coordenador do Programa Nacional para a Saúde Mental, também afina pelo mesmo diapasão: confirma o incremento do consumo de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos, sem fazer igualmente a mínima referência às causas que o determinam.
Quem não esteve com meias medidas, a reagir a estudos e afirmações sem profundidade sobre as causas de patologias e dependência crónica de tranquilizantes, foi a presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, Luísa Figueira. Certeira e sem rodeios, afirmou:
“Este é um problema demasiado complexo para se analisar apenas com uma série de números.”
Se no Infarmed, em vez de recenseamentos, se dessem ao trabalho de investigar a fundo, poderiam seleccionar os temas como Epidemiologia do uso de medicamentos ansiolíticos e hipnóticos em França e no mundo’ da PublMed.gov, ‘Saúde mental: fortalecendo a nossa resposta’ da OMS e outras publicações em revistas e trabalhos científicos.
Chegariam, inevitavelmente, à sondagem das causas da dependência crescente de populações de tranquilizantes: factores de morbidez e somáticos, como efeitos naturais do envelhecimento, e em idades menos avançadas os motivos de ordem biológica associados a fortes pressões de ordem socioeconómico, estas geradas pela crise económica e financeira. Só que invocar esta última razão, perante o ministro ex-bancário Macedo e seu governo, não seria politicamente correcto; ou seja, na definição de um jovem australiano citado por Miguel Sousa Tavares, o ‘politicamente correcto’ imporia o saber pegar num pedaço de merda pela parte limpa. É muito complicado, além de um sarilho para 'carreiristas'. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O problema é eles conhecerem a mansidão dos portugueses

Os tratantes
Sou político apenas na medida em que exerço direitos e cumpro obrigações de cidadania. Este estatuto, apartidário e responsável, franqueia-me o caminho para criticar directa, e se necessário duramente, o povo português.
Este intróito traz-me à memória um acontecimento real com alguém, um engenheiro, que integrava um grupo de caçadores socialmente bens instalados na vida – deslocavam-se em carrinha alugada de 9 alugares com motorista… não fossem os copos complicar a vida de condutor de alguns deles.
O dito engenheiro, antes da placa, a sul de Évora, indicativa de São Manços ordenou, de súbito, que o condutor estacionasse a viatura junto da dita placa. Saiu, tirou um marcador do bolso, e sobre a placa inscreveu a seguir a São Manços: “uns, outros marram”.
Esta história, real repito, compele-me sempre a pensar que o português, manso ou a marrar, é na maioria dos casos conformista, pacífico e dotado de certo estoicismo que, mesmo que o punam material e injustamente, acaba por aceitar o castigo, resignando-se.

Os atentados ao património cultural das cidades portuguesas

Sou lisboeta. Da Rua dos Sapateiros à da Madalena, as transversais da Vitória à Conceição, e outras zonas próximas da Praça da Figueira e imediações da Avenida, têm sido objecto de degradação da baixa lisboeta – uma imagem de sofrimento para quem ama os símbolos históricos da cidade.
Coimbra, Lisboa, Porto e outras cidades e vilas constituem o traço histórico com o passado da vida de populações. Há patrimónios humanistas materializados em edificações e lojas, algumas centenárias, em condenável extinção.
As autoridades, sejam do poder central ou local, têm a obrigação da preservação desse património. Todavia, cedem, submissos, a interesses financistas estrangeiros. Normalmente à ganância de corruptos e, nos tempos que correm, oriundos de países emergentes.
Os símbolos do passado e os ícones históricos ficaram à mercê do dinheiro da imundice. Mudança facilitada pelos vistos ‘gold’ e outros instrumentos, de que se ufana o político mais demagógico e desonesto intelectualmente – só? - da democracia, Paulo Portas – e Passos Coelho, um homem sem vínculos de raiz ao País, é precioso avalista da sanha destruidora.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O maldito Tribunal Constitucional, sempre ele!

Estou certo não ser tema de ‘troika’. Essa apenas se preocupa com números e medidas restritivas do abaixamento do rendimento real dos portugueses.
O que está em causa, neste caso, é fazer retroceder o processo legislativo da adopção e co-adopção de crianças por casais do mesmo sexo.
A estupidez e a ignorância são cegas. Hugo Soares, líder da JSD e seus companheiros, a que se juntaram ilustres deputados seniores – honra seja feita à excepção Teresa Leal Coelho – nem sequer em termos de processo referendário conseguem entender que a simultaneidade de duas perguntas é causa de inviabilização – o Sr. Cavaco Silva, se fosse um PR imparcial e recto, nem teria enviado o projecto de referendo dos estúpidos ‘laranjinhas’ para o TC… enfim, tolices de quem se meteu na cabeça ser génio e politicamente muito honesto.
A Assembleia da República, dado o ardil presidencial de rejeitar o veto, vai ter de transformar a proposta de referendo, segundo a decisão do TC.
O Santana Lopes, na SCML, homem muito experiente em paternidades reais, talvez se ofereça para fazer um lote de raspadinhas com um sistema binário (0 ou 1), e pensando chagar o Pacheco Pereira, irá a uma das discotecas da moda realizar com a JSD o lançamento do concurso. Que, diga-se, não terá resultados legislativos, mas trará ao Lopes as reminiscências das múltiplas e efémeras paixões do passado, sem cabelos brancos e agora mais escassos.
Tudo isto tem sentido no plano de um ‘jogo de sorte e azar’, porque a sério, muito sério, o Tribunal Constitucional, esse obstáculo aos desvios antidemocráticos, demoníaco para os ‘laranjinhas’, é a frustração vestida de negro. - Maldito Tribunal Constitucional, sempre ele – terá afirmado o Coelho ao desiludido Hugo e companheiros ‘jotas’, em jeito de conforto pela falha da golpada de contornar, com falta de hombridade, os mecanismos e métodos da democracia que detestam.   

Posto fiscal de atendimento – e as sanitas?

À semelhança de outros serviços públicos, Saúde, Escolas, Tribunais e CTT por exemplo, também os serviços de finanças seguirão um programa de extensa eliminação.  
Segundo Paulo Núncio, mais de metade das Repartições da Finanças serão encerradas. Naturalmente, ao invés dos grandes centros urbanos, o fecho desses serviços incidirá sobre as zonas rurais, apesar do governo ter adiado pela quarta vez o prazo de entrega das declarações de agricultor – a larga maioria de pequena dimensão, diga-se.
As repartições darão lugar à alternativa de ‘postos fiscais de atendimento’. 
Dada a média avançada de idades e as condicionantes de doenças crónicas, de parte significativa dos utentes; porque tomam Lasix, eficaz diurético, ou Zyloric para combater a formação do ácido úrico, mas de efeitos colaterais de laxante, o governo ou a Autoridade Tributária devem dotar os ‘postos fiscais de atendimento’ de instalações sanitárias, a fim de satisfazer as necessidades de quem regula a situação ou paga as obrigações de contribuinte.
No fundo, postos de atendimento e sanitários serão polivalentes: onde se inscreve ou paga um, inscrevem-se ou pagam dois, onde mija um, mijam dois e, finalmente, onde caga um, cagam dois. Produtividade e competitividade são as palavras de ordem!
As nossas autoridades nem necessitam de criar projectos de raiz. Basta utilizar o modelo de sanitários construídos pelos russos em Sochi, para os Jogos Olímpicos de Inverno.    

O ‘grande líder’ Coelho, segundo Vítor Gaspar

A História Mundial, em construção contínua e sem pausas, regista eventos e também a gestação de novos líderes mundiais. Ao grande Kim II-sung, na Coreia do Norte, país admirado por Bernardino Soares do PCP, sucedeu o filho Kim Jong-il, que lá vai fazendo seu percurso para ser magno como o pai - a família que tenha cuidado com “Kimzinho”; caso se portem mal, guilhotina, forca ou coisa do género com eles, à semelhança do sucedido com um tio e familiares deste.
Os ‘grandes líderes’ destacam-se no exercício do poder, e depois na história, ao comandar de uma nação para a grandiosidade; no sentido em que esta é em rigor uma expressão de carácter quantitativo. Sim, é importante precisarmos este pormenor, porque do ponto de vista qualitativo, uma vez que a obra seja enorme, a qualidade é aspecto secundário ou mesmo ultra secundário. Mesmo que péssima.
Gaspar, essa figura que percorre um caminho entre o ridículo e o economista pastoso no discurso político, ontem no CCB, no lançamento do livro de autoria da áspera de voz e feitio Avillez, o ex-ministro atribuiu a Pedro Passos Coelho o título de ‘grande líder reformador’.  

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Papa Francisco volta a desiludir ‘Clementes’, ‘Policarpos’ & Cia.

Sinceramente só sei de um caso semelhante, no exercício de Papa sem preconceitos de se identificar como homem comum, solto, livre e desvinculado da corrente reaccionária, sinistra e financeiramente trapaceira (neste último aspecto, destaco o Cardeal Marcinkus, vice e depois presidente do Banco do Vaticano).
Sou agnóstico, volto a repetir, mas tenho grande admiração pelos actos comuns de Jorge Bergoglio que, renunciando ao estatuto privilegiado de Papa, e à semelhança do que havia sucedido com os aposentos e da sala de refeições, decidiu requerer um passaporte de cidadão da Argentina que é, ao Ministério do Interior do seu país.
Prescindiu, pois, do ‘passaporte diplomático do Vaticano’, como sucedeu com os seus antecessores.
Este Papa, tenho a certeza, incomoda e desilude as facções mais retrógradas onde se integram patriarcas e cardeais do tipo de Clemente e Policarpo. Causa-lhes até psoríase!
Na minha história de vida, apenas assisti a posturas semelhantes do Papa João XXXIII, o homem do Concílio do Vaticano II, a quem, de resto, a igreja portuguesa, deve o acolhimento, no Vaticano, de D. António Ferreira Gomes, ex-bispo do Porto, exilado em Roma no período 1959/1969.
No mundo ecuménico, haverá muita agente perturbada com as informalidades e proximidade aos cidadãos do Papa Francisco. Presumo que, pela acção futura dos reaccionários, este papado será apenas um interregno na caminhada da ICAR pelas imundícies conventuais, pedófilas e da banca (IOR).

Então, os traficantes e a publicidade em jornais ficam impunes?

A prostituição, nos tempos modernos, redimensionou-se em negócio clandestino a nível global.
Como o negócio da droga, o tráfico de mulheres, sob controlo de poderosos interesses financeiros, não difere do primeiro. O perfil da escória que o explora é idêntico, sendo comum a concentração das duas actividades nas mesmas organizações criminosas.
Entidades credíveis, Amnistia Internacional e OIT, estimam que os valores movimentados à  volta prostituição atinjam cerca de 32 mil milhões de dólares.
O Instituto Europeu para a Prevenção e Controlo do Crime considera Portugal o país mais importante no trânsito de prostitutas da América do Sul para Espanha, Holanda, Alemanha e França. O mesmo Instituto estima em 500 mil o número de mulheres envolvidas neste movimento dentro da Europa. As vítimas são, por norma, jovens pobres do Brasil, da Colômbia, da Republicana Dominicana e mulheres, jovens ou mais maduras, dos países do Leste.
Com este cenário de fundo, o Parlamento Europeu está a debater a possibilidade das autoridades agirem pelo caminho mais fácil e rentável na penalização pecuniária: criminalizar os clientes de prostitutas de rua.
Afastados do ‘trottoir’, ficarão libertos os clientes de contacto telefónico e de casas de certas damas, patroas de jovens de traço sensual provocador e irresistível, frequentadas por homens, em geral endinheirados, do mundo da política e dos negócios.
De resto, em tipos de crime estruturado, é dos livros que actuar a jusante é, para as autoridades, muito mais fácil e cómodo do que optar por acções eficazes a montante.
As redes de tráfico e os promotores públicos do negócio, como ‘Correio da Manhã’. ‘Record’ e outros jornais ficam imunes. Quem tem dinheiro, tem poder e quem o não tem… é facilmente criminoso. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

E a economia Dona Albuquerque?

A herdeira do angustiado Gaspar – 4.º da ‘troika’? Primeiro, primeiríssimo – acedeu à tribuna em Bruxelas, em seminário da OCDE. Da tímida amanuense estreante na governação, subtilmente Maria Luís Albuquerque tem-se transformado em figura sentenciosa mas limitada às finanças públicas.
De economia, cujo sistema é determinante na produção e distribuição de riqueza, nem uma palavra quanto mais ideias.
Ao fazer o expurgo da retórica financista, retivemos algumas afirmações que reproduzimos e comentamos:
“A união bancária é a prioritária das reformas na Europa.”
Poderá ser, mas a Alemanha entende que não tem prioridade nem é necessária e, assim sendo, o melhor é a Dona Albuquerque esperar sentada e longamente pela negação explícita – implícita já é – da Dona Merkel e do Herr Schäuble.
“Sobre as reformas estruturais, há que olhar com satisfação para os resultados.”
Que resultados? Estes por exemplo:
  • A dívida pública em 2013 teve um agravamento para 129,4% do PIB.
  • O PIB de 2013, com – 1,4%, registou nova contracção, a terceira desde que o actual governo entrou em funções.
  • Uma taxa média de desemprego fixou-se, em 2013, em 16,3%.
  • O défice, muito trabalhado em termos de engenharias como o perdão fiscal, tende a fixar-se em torno dos 5% - a meta inicial era de 3%, depois 4,5% e, por último, 5,5%.
  • Ter acesso ao mercado a uma taxa de 5,11% / ano, para a dívida a 10 anos, ao passo que a Irlanda para idêntico prazo paga cerca de 3,20%.
Outro expediente é simular um dilema da escolha entre o ‘programa cautelar’ ou ‘saída limpa’, sabendo, de antemão, que Alemanha e seus acólitos mais chegados (Áustria, Finlândia e Holanda) não demonstram vontade de apoiar o ‘cautelar’ – o Ministro das Finanças da Irlanda, Michael Noonan, denunciou sem tibiezas que a ‘saída limpa’ do seu País havia sido a reacção às demoradas indefinições da CE e infalível intrusão do BCE na governação do País a que o 'programa cautelar' conduziria.
Outro factor decisivo para a opção irlandesa: a evolução da economia que, digo de novo, nem uma palavra merece à Dona Albuquerque.
E se imaginam fazer crescer a Economia de Portugal com base em baixos salários e exportações, há gente muito habilitada a contrariar a ideia. De facto, o PIB em 2013 melhorou de – 1,8%, previsão do governo, para – 1,4% com considerável contributo da Procura Interna (Consumo Privado, em especial).
A "Aeconómica" Maria Luís Albuquerque no discurso do curto e do óbvio. 

O Vítor é o primeiro da 'troika'!

            Vítor, vencedor isolado
- Ó Vítor não sofras mais, tão angustiado por que razão? - O 'zé povinho' está contigo e até já criou um movimento de massas e a palavra de ordem:
O povo está de luto, o 4.º lugar da troika para o  Gaspar é um insulto!
Serás também confortado com elogios e aplausos logo no CCB, com o sempre cândido socialista Vitorino, sem risos nem sorrisos, a fazer ecoar louvores e gratidão pelo teu altruísmo fiscal. A gente fina aplaudirá e a voz áspera da Avillez também te exultará. É chique, tudo muito chique. 
Cá a malta debaixo do peso do IRS, do IVA e de outros impostos, vem aguentando como diz o Ulrich. Já fizemos circular um 'baixo assinado', a rogar à Lagarde, ao Barroso e ao Draghi o juramento de que, na 'troika', foste sempre o primeiro. 
Lembras-te de quem foi a primeira voz a anunciar os 'enormes impostos'? Foi a tua. És um vencedor. Como o ciclista, ergue os braços e festeja!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Do Panamá a Sines e de Sines à Europa

O modelo de panamá que Coelho e Seguro enfiaram na cabeça





Os ex-jotinhas, Coelho e Seguro, são óptimos no assalto aos aparelhos partidários onde se incrustaram. Porém, são péssimos no perfil e potencialidades para estadistas.
Submetidos a mentes impreparadas e escassas de massa encefálica, nada diferem, entre si, na imaginação para governar um País que atravessa a fase mais difícil do período democrático pós-25 de Abril.
São tão iguais que, sem originalidade mas com um talento exótico, reproduzem a famosa dupla ‘Dupont e Dupond’ das Aventuras do Tintim.
Há dias, Passos Coelho, no papel de ‘Dupont’, à falta de dinheiro para investir, elegia como solução o ‘investimento externo’, entusiasmando-se com o alargamento do canal do Panamá, Sines de águas profundas e centro portuário nevrálgico para logística à escala europeia através ligação ferroviária ao Velho Continente.
Agora, Seguro, o ‘Dupond’, vem, sem tirar nem pôr, com a mesma conversa: Canal do Panamá, porto logístico de Sines, ligação ferroviária à Europa, para transporte de mercadorias.
Os dois ex-jotinhas – o porto de Sines pode ser um capítulo do desenvolvimento, mas é curto em termos de impacto no crescimento a nível nacional – os dois ex-jotinhas, dizia eu, foram educados há anos, desde Cavaco, na política das infra-estruturas. Assistiram à exuberante construção de auto-estradas e estradas, ao desmantelamento da ferrovia e da indústria, pescas e agricultura. É evidente a falta de opções dos dois políticos, tornando-se mais grave e difícil traçar uma estratégia nacional de desenvolvimento numa Europa assimétrica e pouco sólida - as limitações próprias das duas figurinhas mais adensam as dificuldades, certamente.
Dos dois grandes partidos portugueses, PS e PSD, podemos esperar apenas falta de visão e de capacidade de proporcionar ao País homens de Estado de cariz democrático, com ideias consistentes e determinados. Um tipo de Marquês de Pombal democrata.
Que esperar desta gente? Eu, nada!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Infarmed: a persistente aversão aos doentes de Parkinson

Site do Infarmed
Perante uma patologia crónica e progressiva, a mensagem "Se tem dificuldade em encontrar alguma medicamento... Tel. 217987250 (sic)", publicada no 'site' do Infarmed, corresponde a grave ofensa e provocação aos doentes de Parkinson, ao 'estilo de mau gosto burlesco'.
A mediocridade e cínica política de saúde do bancário Paulo Macedo prossegue o percurso economicista do "deixa andar", desfocado do epicentro da actividade que compete ao SNS: o doente, ou dito de outra forma,. a defesa da saúde e da vida dos cidadãos.
Os doentes de Parkinson são vítimas privilegiadas da incompetência e falhas graves do Infarmed. Há quase dois anos, quando publiquei este 'post', era o 'Sinemet', o medicamento em ruptura arrastada no mercado português. A falta forçava os doentes com posses, certamente através de familiares, a adquirirem aquele fármaco em Espanha - especialmente em Badajoz.
Agora, diz o 'Público', é o 'Pramipexol' que os doentes de Parkinson não encontram à venda nas farmácias portuguesas. Alega o Infarmed, essa repartição pública a funcionar ao ritmo dos anos 20 do século passado, que houve mudança de fabricante, não dispondo o sucessor da AIM (Autorização de Introdução no Mercado) - há aqui um sério problema de penetração: um medicamento é introduzido por um, depois é retirado e alienados os direitos de produção e comercialização a outro e transforma-se em caso muito complicado, para o adquirente, voltar a introduzi-lo, ainda que não o modifique.
O Infarmed, inabilmente, argumenta: 
“... apenas pode aprovar outro fabricante de medicamentos quando estão reunidas as condições e requisitos indispensáveis para tal, estabelecidos a nível europeu”
Creio que o 'Pramipexol', como marca, foi alienado a outro que é compelido a produzi-lo com a mesma fórmula - e para confirmar isto o Infarmed não carece de demorados testes. Sucede em Portugal e na Europa. Então, por que razão o processo burocrático e lentíssimo do Infarmed não é tão expedito como em Espanha, onde o 'Pramipexol', a mesma marca e composição, estou certo, não teve interrupções de venda?
A Autoridade Nacional do Medicamento julgará que está a falar a tolos?
Se, de facto, o Infarmed abomina os doentes de 'Parkinson', e os prejudica tão frequentemente, é lamentável e até criminoso. Infelizmente, não está só nessa maldita cruzada. Ainda em meados de Dezembro o distribuidor de 'Artane', com quantidade suficiente em armazém, privou as farmácias de venderem este medicamento, igualmente indicado para a doença de 'Parkinson'.
País de inconscientes e incompetentes, com a agravante desses defeitos se aplicarem a quem tem responsabilidades na gestão do funcionamento sistémico de saúde em Portugal.  

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

PIB, o gráfico que conta

INE e Eurostat publicaram dados relativos ao comportamento da ‘economia’ em Portugal e na Zona Euro + UE28, respectivamente.
É, de facto, boa notícia que o PIB do 4.º T de 2013 tenha registado o crescimento de 1,6%, o mais elevado desde 2010, último ano da governação de Sócrates.
Assinale-se que este crescimento, segundo o INE, foi determinado em larga medida pela Procura Interna (Consumo Privado). Possivelmente, as “malditas” – segundo o governo - decisões do TC, em relação aos cortes de subsídios, permitiram justamente recuperação do poder de compra dos consumidores e melhoria do consumo. 
Qual será o resultado em 2014 (previsão de +0,8%) com os cortes de rendimentos estabelecidos no OGE2014? Ainda no que respeita à venda de automóveis, pergunta-se: qual o peso das aquisições pelas empresas de ‘rent-a-car’ nas compras totais, em ano favorável da actividade turística? A quebra de concorrência do Egipto, da Tunísia, da Turquia e da própria Grécia favoreceram as actividades do sector em Portugal e Espanha.
Há uma observação que não pode deixar de ser lançada para o debate: o vector seleccionado pelo Governo para o crescimento privilegiava as exportações e, no fim de contas, a procura externa líquida registou uma deterioração, devido ao crescimento das importações.
Já começamos a ficar habituados a que este governo, com desvios para cima, para baixo, para a esquerda e para a direita, falhe. Não venham agora os senhores ministros, ajudantes e comentadores televisivos favoráveis à coligação argumentar que o governo se esforçou até à exaustão para melhorar as condições de vida e de consumo dos portugueses. Seria falta de escrúpulos.
A informação do investimento do INE é escassa, mas o aumento, se existiu, foi limitado.
No final, o que verdadeiramente conta é o PIB anual  de – 1,4%, quando o governo admitia – 1,8%. Mas, a pura das verdades é que desde o início da governação Passos e Portas se registou o terceiro ano consecutivo de contracção económica.
Um último aviso: não contem muito com a Zona Euro, cujo PIB diminuiu - 0,4%, e com alguns dos países emergentes, Brasil por exemplo, onde o ambiente para as nossas exportações está a ficar toldado.   

O filme ‘Filomena’- sugestão ao patriarca Clemente

Há cerca de uma semana publiquei este ‘post’. Às críticas e comentários formulados a propósito da co-adopção de crianças por casais do mesmo sexo, citei posições assumidas pelo ultraconservador patriarca Clemente, como:
“Os direitos das minorias devem ser referendados.” – Um apoio à JSD e mesmo aos parlamentares do PSD, exceptuando, claro, Teresa Leal Coelho.
“O que está em questão não é o direito de adoptar, mas o direito da criança de ter ou não ter um pai e uma mãe.”
Com o estatuto de personalidade intelectual de vulto, desconheço se o novo cardeal patriarca gosta de cinema e, caso goste, se escrutina, por critérios da fé que professa, os filmes seleccionados.
Por via das dúvidas, permito-me lançar-lhe uma sugestão: ponha de lado os preconceitos de ordem religiosa e vá ver o filme ‘Filomena’, actualmente em exibição. Inúmeras razões podem justificar este desafio; porém, limito-me às seguintes:
®    A história é verídica e a ‘Filomena’ (representada por Judi Dench) é na vida real Philomena Lee, irlandesa, católica, de 80 anos de idade, recebida há dias pelo Papa Francisco.  
®    Em 1952, adolescente, teve relações sexuais com um jovem, com prazer assumido ao longo da vida, mas ignorando a probabilidade de engravidar que acabou por concretizar-se.
®  Grávida, é expulsa pela família e internada no Convento de Kroscea (Irlanda) das ‘Irmãs do Sagrado Coração’; depois do parto, é colocada com outras jovens mães na lavandaria do convento, onde trabalha 49 horas semanais (7h x 7d), tendo uma hora diária para, com incontida alegria, estar junto do filho, Anthony.
®    Um dia, impotente e desesperada, assiste através de uma janela gradeada à partida de Anthony, então com 4 anos, e da amiguinha Mary, filha de Kathleen, a companheira com quem mantinha relações de amizade.
®    As crianças, saídas do convento em carro de luxo, são levadas para os EUA, para adopção por casal de Washington.
Toda esta trama, a troco de 1.000 libras por criança, é dirigida pela Madre Hildegarde. Despótica, repressiva e de um ilimitado sadismo, Hildegarde, dá origem à incessante e frustrada procura do filho, por Filomena, durante 50 anos.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A tirania da consolidação orçamental aplicada até à morte

O FMI, generoso benfeitor da pedante Christine Lagarde e de muitos dos quadros da instituição supranacional com carácter lucrativo, jamais abdica de fustigar os cidadãos dos países onde actua. A terapia é imutável: insolvências, desemprego, pobreza, miséria, decapitação da soberania dos países intervencionados, com a cumplicidade de governantes locais.
O perfil e a acção típica do sinistro FMI foram registados há anos, a preceito, pela canção de José Mário Branco.  
Na Europa, e no caso português que é o que nos interessa no momento, o FMI não está só. Compõe a famigerada ‘troika’ com a CE e o BCE.
É representado por um tal Subir Ball, indiano de origem. Se fosse patriota e humanista dedicar-se-ia empenhadamente ao combate a uma das mais deploráveis das misérias no mundo – a da Índia. Uma mescla complexa, onde o desrespeito pelos direitos humanos e a prática de violação de mulheres, adolescentes e adultas, e de inúmeros crimes contra a Humanidade justificariam a intervenção do Tribunal Penal Internacional.
A maldita ‘troika’ está a caminho de Portugal. Entretanto, de Washington, a vice-presidente do FMI, a egípcia Nemat Shafik, igualmente originária de um país atulhado em convulsões políticas e sociais, já enviou uma mensagem ao servil governo português:
De imediato, a recomendação foi anotada pelo governo de Passos e Portas para prosseguir na selvática política de cortes de prestações sociais e pensões.
O que está suceder aos países fragilizados como efeito das monstruosidades do FMI-CE-BCE é repugnante. Um género de “holocausto” arrastado, dirigido a idosos e a gente de faixas etárias mais novas sem emprego nem rumo, neste País do esbulho governamental.
Custe o que custar, cumpra-se a tirania da consolidação orçamental à custa de artifícios: o perdão fiscal de 2013 teve um custo de 495 milhões, com a curiosidade de 45% da receita (572 milhões do total de 1277 milhões) corresponder a empresas (IRC), 15,3% a IVA (empresas e trabalhadores independentes -  recibo verde) e 12,6% a IRS (famílias).
Como se sabe, estes perdões fiscais, isentos de juros e custas, são sempre controversos, pela injustiça em relação aos contribuintes que pagam os impostos no tempo certo. Porém, ao governo tudo serve para engendrar défices menores, sem nenhum significado estrutural. A receita é irrepetível no futuro com esta dimensão, ou seja, 0,8% do PIB que dá imenso jeito para as actividades propagandistas e eleitoralistas em curso.  

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O governo dos 'Passos Perdidos'

Ao ler a frase no 'Público', franzi a testa com surpresa e interroguei-me: - Ele disse mesmo isto ou o jornalista escolheu uma figura de estilo de qualidade estética discutível? Querem ver que o canal do Panamá é agora um meio de transporte de navios?! - acrescentei de mim para mim.
Bom, este intróito, verdadeiro, serve apenas para nos pacientar o espírito, em relação ao drama adiante focado.
Ao jeito do texto do 'Ciberdúvidas', o governo tem percorrido trajectos que o levaram mesmo à situação de "passos perdidos', literal e figuradamente".
Desde do início, a governação de Passos, Portas & Cia. optou por um programa desastroso do ponto de vista social, económico e financeiro: levou milhares de portugueses ao desemprego e outros milhares a emigrar; criou as condições ideais para a multiplicação de insolvências, também aos milhares, de Norte a Sul; alienou e continuará a alienar o pouco que nos resta (TAP, Águas de Portugal e mais qualquer coisa) dos sectores estratégicos para a economia do País; recebeu cerca de de 8.000 milhões de receitas dessas alienações, ou seja, à volta do valor dos milhões de euros dos juros anuais com a dívida pública nacional (7.822,3 M); dívida que, em 2013, representou 129,4% do PIB. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Endividai-vos

O oráculo sentenciou: “endividai-vos meus filhos, deveis cumprir os sagrados compromissos por vós assumidos com o sindicato bancário (Barclays, BES, Citi, Crédit Agricole, Société Générale e RBS); aumentai a dívida e salvai o País.”
Maria Luís Albuquerque e Moreira Rato, depois de respeitosa vénia à divindade, benzeram-se e retiraram-se a caminho dos mercados – os tais mercados de fácil logística, onde o produto das transacções, dinheiro, é transportado electronicamente, sem necessidade de cestos, malas de compras com ou sem rodado e, ainda menos, ‘charriot’ de supermercado.
A Ministra e o presidente do IGCP exultaram de júbilo. Rato confirmou a operação aos membros do sindicato bancário, gente naturalmente na expectativa da sentença do oráculo. Cumprindo o acórdão, iniciaram hoje, bem cedo, a operação de empréstimo a 10 anos de 3.000 M de euros – a procura pelos investidores foi intensa, acotovelando-se uns aos outros.
Tubo correu bem … bem, mas a taxa de juro, 5,11% segundo a imprensa, ficou um pouco acima do que a Albuquerque e o Rato ansiavam – no mercado secundário, os títulos a 10 anos estavam cotados, às 16h00, a 5,026% / ano, comparável, como diria Gaspar, com 3,28% anuais para a Irlanda. Caramba, nunca mais igualamos a Irlanda! Como é que os nossos governantes, coitados, hão-de decidir se vamos pela via da ‘saída limpa’ ou do ‘programa cautelar’? O dilema é um sofrimento muito, muito penoso.
Bom, mas isso agora interessa pouco. No fim de 2013, já devíamos 129,4% do PIB (= 165.339 M), ou seja, a dívida pública era de 214.279 M de euros. Agora somam mais estes 3.000 M e mais uns milhares que se conseguirão dentro de meses. Vistas bem as coisas, o problema é para quem estiver à frente do país e súbditos daqui a 10 anos; ou talvez muito antes. – Connosco é que não será certamente, porque daqui a algum tempo, chova ou caia neve, partiremos leve, levemente – desabafaram as duas figurinhas de alívio suspirado.      

O valor simbólico e estratégico da TAP

A TAP é parte integrante do sentimento de orgulho e devoção à Pátria, características do patriotismo agregador da ligação dos portugueses ao País, independentemente dos lugares geográficos onde vivem, interna ou externamente. A companhia aérea portuguesa, pela expansão internacional alcançada e como elo de ligação da diáspora, transformou-se, pois, em veículo estratégico e símbolo intransmissível do património nacional.
Na Europa, com segmentos crescentes das sociedades a exalar revivalismos nacionalistas – na Suíça, em França, na Alemanha, na Áustria e até em franjas do eleitorado grego – deve cuidar-se do rigor das ideias. Ser patriota é coisa bem distinta do nacionalismo como fundamento ideológico de movimentos radicais, onde, desde sempre, se incrustaram o fascismo, o nacional-nacionalismo e a xenofobia.
A venda da TAP, de que o governo não desiste, é um óbvio acto antipatriótico e lesivo para os interesses de Portugal no mundo. Se concretizada, os responsáveis de primeira linha são Passos Coelho e Paulo Portas, dois farsantes patriotas.
Às suas ordens, estão oportunistas – Manuel Pinto Barbosa e Borges de Assunção, entre muitos mais – e os tecnocratas de negociatas, o ministro Pires e o secretário de Estado Monteiro.
Fernando Pinto, embora lhe deva ser reconhecido o mérito na condução da companhia e o demérito de ter adquirido uma empresa de manutenção de aeronaves ex-Varig, de volta e meia, a meu ver sem legitimidade, também defende a alienação da TAP – o propósito de venda ao judeu-polaco-colombiano-brasileiro Efromovich chegou a ser vergonhoso. Acima de tudo, a um gestor representante do Estado accionista, não se admite que expresse ser favorável, quanto mais interferir, na venda de um valioso símbolo nacional.
A TAP, foi dito por inúmeras vozes e vezes, com o valioso ‘hub’ (plataforma) de Lisboa, tem de ser avaliada para além de manobras de engenharia financeira. 
O valor da companhia aérea nacional não é mensurável apenas no plano das finanças ‘tout court’. As mais-valias, na satisfação do interesse público e mesmo financeiras, constituem factor determinante para a manutenção da empresa nas mãos do Estado Português – goste a UE ou não, façamos o que outros países têm feito em relação a directrizes que, à partida, são inexoráveis apenas para os mais frágeis.
Para desmistificar a falácia de que a venda da TAP é um desfecho inevitável, tome-se em consideração alguns números citados pelo ‘Público’ e outros órgãos da imprensa:


Além de censurável acto antipatriótico, nem do estrito ponto de vista económico-financeiro o governo consegue ter razão. Explicação: é o desfazer do património do Estado a qualquer preço, privilegiando a fidelidade vil e servil à ideologia neoliberal em detrimento da própria soberania do País.