terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A execução orçamental indutora de maior miséria

Um rosto da miséria
O idiota da mota... Soares manifestou-se muito, muito satisfeito, com o saldo orçamental positivo da Segurança Social. O regozijo era tanto que, em vez do habitual discurso aos solavancos, a fala do homem saiu-lhe fluída – nunca lhe sucedera na vida que, na articulação da voz, a boca, da língua e da mucosa aos ossos maxilo-mandibulares, se soltasse tão harmoniosamente.
Entretanto, diz o povo, ‘o bem de uns é o mal de outros’. Para o governo, a dança dos números próprios de políticas anti-sociais é sinal de enorme sucesso. Todavia, no caso de traduzirem pobreza e miséria a esmo, a indiferença e o assobiar para o lado são os comportamentos mais comuns. Do governo e das bancadas dos partidos da maioria, diga-se.
A situação penosa a que Portugal foi conduzido por este governo é revoltante. No País, e considerando o universo de desempregados escrutinados pelo Eurostat, impreciso por insuficiência como sabemos, existem mais de 442.000 desempregados sem qualquer subsídio.
O governo, na circunstância, ufana-se de ter reduzido de 499,93 para 478,09 euros o valor médio das prestações a desempregados. O número de cidadãos e famílias carenciadas – adultos e crianças – é elevado e continua a crescer. Isto, de resto, é sublinhado pelas inúmeras organizações privadas que, voluntariamente, prestam assistência diária a milhares de desvalidos.    
Passos e Portas, seus ministros e ajudantes não têm, de facto, o menor pudor. Que dizer, por exemplo, ao Pires ex-vendedor de sumos e cerveja, ao ouvi-lo nas televisões classificar de “profetas da desgraça” quem se revolta com tamanhas desumanidades? Dizer-lhe que é um criminoso e  que deveria ser punido judicialmente - isto, pelo menos. 
Já que não se fez no passado, até no recente, é sempre oportuno iniciar aplicação do castigo a quem comete crimes graves na governação.