sábado, 1 de fevereiro de 2014

O governo eleitoralista usa Branquinho, branquinho… mas encardido

Branquinho na companhia de duas nódoas
O governo, maioritariamente, é cáfila de sabujos. Sem ética e respeito pelos cidadãos mais fragilizados, vale-se de métodos indecorosos para os atingir. O objectivo agora é ludibriar os cidadãos seniores a quem, em crescendo, esbulha parcelas dos escassos meios de sustento – reformados e pensionistas são um dos alvos seleccionados da barbárie governativa.
O tenebroso duo Passos & Portas é obsessivo na execução de políticas macabras. De tão selváticas figuras, chego a imaginar que, em nome das ‘contas públicas’ numa Zona Euro ao sabor das ondas e desconexa, vale mesmo tudo, incluindo o processo de extermínio dissimulado e contínuo dos idosos. Uma espécie de holocausto a prestações e domiciliário – por que razão investir num complexo tipo Auschwitz-Birkenau?
O ajudante da Segurança Social, um tal Branquinho, encardido por sujeiras do ‘Foral’ do Relvas e ‘Tecnoforma’ administrado por Passos, assim como pela golpada ‘Ongoing’, foi o porta-voz escolhido para anunciar ao País que os cortes das pensões de sobrevivência e de alargamento da CES serão efectivos a partir de Março próximo, no âmbito do OE. Contudo, as verbas correspondentes a Janeiro e Fevereiro apenas serão cortadas no 2.º semestre, após as eleições.
Trata-se, como é óbvio, de um golpe eleitoralista reles, próprio de gente sem escrúpulos. Cultiva a barbaridade de infligir desumanas punições a cidadãos mais próximos do fim da vida.
Graças à incompetência de António José Seguro e à incapacidade do BE para dar prioridade a projectos de reunificação em detrimento da divisão da esquerda, as últimas sondagens, em especial da Aximage / Correio da Manhã, foram um excelente tónico para a direita que, coligada, poderá vencer as eleições europeias em Maio.
Consequentemente, neste cenário, todos truques cruéis e infames servem para ampliar a probabilidade de vitória e ludibriar os menos preparados; em particular na província, as franjas de população manipuladas por pérfidos políticos e eclesiásticos conservadores; estes últimos a léguas do Papa Francisco ou de D. Januário Torgal Ferreira – sou agnóstico, volto a sublinhar.
Quando nos livraremos da actual canalhada governamental?