Execução é, de facto, palavra de grande diversidade de significâncias.
Poderemos usá-la para descrever
acções do assassínio legal em determinados pontos do universo, como certos estados
dos EUA. Ao relatar determinada pena de morte, diz-se: o George B. foi
executado na prisão X do Texas, condenado por 18 homicídios.
Mas também, na polivalência do
executar, podemos deslocarmo-nos para áreas susceptíveis de deslumbramento: as
execuções do pintor Amadeu Sousa Cardozo, integradas nos movimentos do cubismo,
do futurismo e do expressionismo, atingiram uma repercussão mundial aquém do
que seria justo. Com a qualidade das execuções literárias de sua autoria,
Camões e Pessoa tornaram-se duas grandes figuras da poesia mundial.
Descendo ao mundo mais frugal,
também se afirma que o pedreiro, o carpinteiro, o marceneiro, o ladrilhador e
até os serventes destes todos executaram trabalhos de qualidade.
No meio de tudo isto, da excelência à banalidade, também há quem execute ‘às três pancadas’, ou seja,
com muita imperfeição. Ou então aqueles que executam aparentemente bem, com a
habilidade de fazer o medíocre parecer uma obra-prima.
Com a pulsão dos “enormes
impostos” de Gaspar, Maria Luís de Albuquerque é uma destas últimas executantes
hábeis, na arte de ‘vender gato por lebre’. Certamente ela, o Pedro, o Portas e
as respectivas ‘entourages’ vibraram horas incontáveis de felicidade com a notícia:
“Mais 10% de impostos conduzem a excedente orçamental em Janeiro”
Se, mesmo ligeiramente, lermos o
relatório da execução orçamental de Janeiro-2014 da DGO, percebemos o
porquê do resultado final que, em Janeiro, por lógica do tratamento das ‘
contas públicas’, é sempre mais favorável do que nos meses restantes.