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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Execução orçamental e da consolidação de uma sociedade injusta

Execução é, de facto, palavra de grande diversidade de significâncias.
Poderemos usá-la para descrever acções do assassínio legal em determinados pontos do universo, como certos estados dos EUA. Ao relatar determinada pena de morte, diz-se: o George B. foi executado na prisão X do Texas, condenado por 18 homicídios.
Mas também, na polivalência do executar, podemos deslocarmo-nos para áreas susceptíveis de deslumbramento: as execuções do pintor Amadeu Sousa Cardozo, integradas nos movimentos do cubismo, do futurismo e do expressionismo, atingiram uma repercussão mundial aquém do que seria justo. Com a qualidade das execuções literárias de sua autoria, Camões e Pessoa tornaram-se duas grandes figuras da poesia mundial.
Descendo ao mundo mais frugal, também se afirma que o pedreiro, o carpinteiro, o marceneiro, o ladrilhador e até os serventes destes todos executaram trabalhos de qualidade.
No meio de tudo isto, da excelência à banalidade, também há quem execute ‘às três pancadas’, ou seja, com muita imperfeição. Ou então aqueles que executam aparentemente bem, com a habilidade de fazer o medíocre parecer uma obra-prima.
Com a pulsão dos “enormes impostos” de Gaspar, Maria Luís de Albuquerque é uma destas últimas executantes hábeis, na arte de ‘vender gato por lebre’. Certamente ela, o Pedro, o Portas e as respectivas ‘entourages’ vibraram horas incontáveis de felicidade com a notícia:
 “Mais 10% de impostos conduzem a excedente orçamental em Janeiro”
Se, mesmo ligeiramente, lermos o relatório da execução orçamental de Janeiro-2014 da DGO, percebemos o porquê do resultado final que, em Janeiro, por lógica do tratamento das ‘ contas públicas’, é sempre mais favorável do que nos meses restantes.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A devastação do País por Coelho, Portas, Gaspar & Cia.


Portugal, devido a políticas desastrosas iniciadas em 1987 pelo XI Governo Constitucional, de Cavaco Silva, e prosseguidas nos governos seguintes até Sócrates, transformou-se gradual e estrondosamente num País predador de subsídios e do tecido produtivo que era um património económico e social basilar.
CUF/Quimigal, Siderurgia, Covina, EDP, REN, empresas estruturais e estratégicas de sectores diversos, bancos e seguradoras esfumaram-se às mãos de governantes, a maioria em processos de alienação a capitais estrangeiros, total ou parcialmente, conducentes à dependência externa e, em múltiplos casos, ao encerramento da actividade nuclear em território nacional.
A compensação, se assim lhe poderemos chamar, foram as obras faraónicas: o CCB, a Expo, os Mercados Abastecedores, os Estádios de Futebol, as autoestradas e outras obras públicas. Tudo projectos geradores de avultado enriquecimento de consórcios, nomeadamente nas PPP’s onde se associaram os interesses espúrios de ‘empreiteiros e banqueiros’ - já nem citamos os casos dolosos do BPN e BPP. 
“Portugal teria de converter-se em país de serviços”, proclamava Cavaco, o extintor da agricultura e das pescas. Para reduzir uma história longa e complexa, diga-se que Sócrates foi o último coveiro do longo ciclo.
Pode agora perguntar-se: “quem e o que se segue a Sócrates”? Predestinados para a desgraça, coube aos Portugueses o governo de Coelho e Portas. Que sorte a nossa! E não fiquemos por  generalidades. Observe-se, mesmo de raspão, a página do ‘Público’ ‘on-line’ e tome-se em atenção o conteúdo das seguintes notícias
Infelizmente, e por motivos idênticos, outras notícias mereceriam destaque. Porém, estas são suficientes para ilustrar a ideia da fúria devastadora do País de Coelho, Portas, Gaspar & Cia. - outras destruições se anunciam.
No que se refere à notícia destacada no ponto 3, é bastante elucidativa da razão por que o Eurostat há dias anunciou a queda do desemprego em Portugal de 15,8% para 15,7% – o fenómeno da emigração desejada por Alexandre Mestre, Miguel Relvas e Passos Coelho, em mensagens que foram subindo sempre de tom hierárquico. Ao jeito de uma ópera bufa, só que dramática em vez de cómica.