sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A devastação do País por Coelho, Portas, Gaspar & Cia.


Portugal, devido a políticas desastrosas iniciadas em 1987 pelo XI Governo Constitucional, de Cavaco Silva, e prosseguidas nos governos seguintes até Sócrates, transformou-se gradual e estrondosamente num País predador de subsídios e do tecido produtivo que era um património económico e social basilar.
CUF/Quimigal, Siderurgia, Covina, EDP, REN, empresas estruturais e estratégicas de sectores diversos, bancos e seguradoras esfumaram-se às mãos de governantes, a maioria em processos de alienação a capitais estrangeiros, total ou parcialmente, conducentes à dependência externa e, em múltiplos casos, ao encerramento da actividade nuclear em território nacional.
A compensação, se assim lhe poderemos chamar, foram as obras faraónicas: o CCB, a Expo, os Mercados Abastecedores, os Estádios de Futebol, as autoestradas e outras obras públicas. Tudo projectos geradores de avultado enriquecimento de consórcios, nomeadamente nas PPP’s onde se associaram os interesses espúrios de ‘empreiteiros e banqueiros’ - já nem citamos os casos dolosos do BPN e BPP. 
“Portugal teria de converter-se em país de serviços”, proclamava Cavaco, o extintor da agricultura e das pescas. Para reduzir uma história longa e complexa, diga-se que Sócrates foi o último coveiro do longo ciclo.
Pode agora perguntar-se: “quem e o que se segue a Sócrates”? Predestinados para a desgraça, coube aos Portugueses o governo de Coelho e Portas. Que sorte a nossa! E não fiquemos por  generalidades. Observe-se, mesmo de raspão, a página do ‘Público’ ‘on-line’ e tome-se em atenção o conteúdo das seguintes notícias
Infelizmente, e por motivos idênticos, outras notícias mereceriam destaque. Porém, estas são suficientes para ilustrar a ideia da fúria devastadora do País de Coelho, Portas, Gaspar & Cia. - outras destruições se anunciam.
No que se refere à notícia destacada no ponto 3, é bastante elucidativa da razão por que o Eurostat há dias anunciou a queda do desemprego em Portugal de 15,8% para 15,7% – o fenómeno da emigração desejada por Alexandre Mestre, Miguel Relvas e Passos Coelho, em mensagens que foram subindo sempre de tom hierárquico. Ao jeito de uma ópera bufa, só que dramática em vez de cómica.