quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Da China a Portugal, Cidinha é a deputada imprescindível


Segundo o ‘Público’, o presidente Hunt Jintao abriu o 18.º congresso do PCC com duras críticas a políticos chineses. Uma das acintosas frases iniciais foi a seguinte:
Como norma incontornável das ditaduras, e notar-se-á esse princípio político ao longo do discurso, as preocupações centraram-se na mentalidade colectivista do ‘partido’ e do ‘Estado’. Das condições de vida, maioritariamente precárias, de mais de mil milhões de cidadãos nem uma referência.
Portugal tem um regime político diferente, mas, no domínio da corrupção, apenas os valores envolvidos podem distinguir Dias Loureiro e outros produtos nacionais de Wen Jiabao, há dias denunciado pelo 'The New York Times'. Só que, ao contrário do presidente Jintao, o nosso PR nunca falará tão explicitamente de tal tema. Lá saberá por que razões.
O aproveitamento de benefícios ilícitos por exercer ou ter exercido lugares políticos define e consubstancia a corrupção e está tudo dito. Corrupção é crime.
Há, porém, quem tenha a coragem de a denunciar e combater com frontalidade e determinação. É o caso da política brasileira Cidinha Campos, deputada do PDT (Partido Democrático Trabalhista, partido de Dilma Rousseff antes de ingressar no PT a convite de Lula).
Da China a Portugal, o mundo carece de figuras frontais e corajosas como Cidinha Campos. São imprescindíveis, mas necessariamente multiplicadas por um elevado factor ‘n’ a tender para infinito.
Arrumaríamos de vez com “os que mamam à grande” fluxos de enriquecimento ilícito, lesivos do interesse nacional e muito mais fluídos do que o leite.