domingo, 4 de novembro de 2012

Proposta de Merkel: um holocausto quinquenal

angela merkelO ‘Expresso’ publicou o seguinte título:
Na mente da chancelarina alemã, uma ex-cidadã da Alemanha de Leste, não se trata de um pedido é uma ordem. Certamente está estimulada pela imposição desse rumo à debilitada Europa do Sul.
Gostem ou detestem os defensores da União Soviética, os factos históricos, relatados com rigor, sem sofismas, provam que a RDA foi erigida com base nas torcionárias estruturas nazis. A polícia secreta da RDA, Stasi, foi estruturada e funcionou sempre sob os comandos e padrões de homens recrutados nas SS de Hitler. Jony Judt prova-o, de forma eloquente, em ‘Pós-Guerra – História da Europa desde 1945”.
A formação e a cultura de cada cidadão tem, na génese, os traços dos regimes políticos e sociais em que foi educado e como se preparou para a vida em sociedade.
A ideia da austeridade de cinco 5 anos para a Europa – excepto a Alemanha e três ou quatro aliados próximos – é produto do modelo autoritário e desumano em que a sinistra mulher se formou.
Ao ignorar deliberadamente as ajudas de que, no triste passado, a Alemanha beneficiou (o acordo de Londres de 1953), e apesar de dirigir o país campeão de transgressões de dívidas do séc. XX (é o ‘Der Spiegel’ que o divulgou através de entrevista ao historiador Ritschl), Merkel demonstra o espírito ditatorial, para não dizermos fascista, que, integrando a fundo o seu código genético e de correligionários sinistros como Schauble e outros; evidencia, sobretudo, que a Alemanha, como tantos políticos do pós-guerra temiam, jamais poderá usufruir do papel de nação livre de vigilância, soberana e pacífica. Por sua exclusiva responsabilidade.
Teimar numa austeridade que está a condenar à pobreza, à miséria  e até à morte muitos dos 9 milhões de espanhóis, gregos e portugueses, de vidas no mínimo precárias, e mais do que o dobro desses em outras regiões europeias, é um crime contra a humanidade.
O Dr. Sampaio, a propósito do holocausto, afirmou há dias na Gulbenkian:
“O genocídio não foi um acidente da História”
Completamente de acordo. Com efeito, Dr. Jorge Sampaio, a História da Sociedade Humana, como as ruas e estradas, são cenários de repetidos e graves acidentes.
A D. Merkel aposta firme em mais um tipo de holocausto: o massacre de milhões de vidas, de cidadãos de todas as idades, que ela quer condenar ao sofrimento, e se possível à morte, nos próximos cinco anos.
Oxalá o povo português, com representação significativa, a receba em 12 de Novembro com enorme contestação. Infelizmente, por maior que seja, nunca terá a dimensão e as consequências que a reles chancelarina merece.