sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O processo de degradação da União Europeia

Taxas de Desemprego na UE – Setembro 2012 
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Fonte: Eurostat
A Eurostat publicou os dados mais recentes do desemprego na União Europeia, reportados a Setembro de 2012. A evolução, como se previa, foi negativa – consultar aqui siglas dos países.
Sob a direcção de um conjunto de crápulas e incompetentes no poder (Merkel e Hollande são exemplos dos dois grupos), submetidos à oposição (?) de políticos sem estofo nem conhecimentos para ser alternativa nos chamados – ironia das ironias! – ‘partidos do arco do poder’, o Velho Continente está condenado a estiolar, reforçando o já degenerado tecido de uma pobreza crescente nos países do Sul, mas de que outros lá mais acima, França para começar, não se eximirão.
A globalização é a extensa desculpa de todos os males. Tornou-se em jargão dos líderes europeus. O objectivo é fazer esquecer a falta de controlo sobre os interesses europeus, perante o decidido despertar de um conjunto de países, ditos emergentes, de que a China é o expoente máximo – as companhias internacionais de origem americana e europeia, fortalezas apátridas do capitalismo, ajudaram à festa.
O sistema financeiro internacional, com a incondicional concessão de benefícios à banca e operadores financeiros – em paraísos fiscais ou fora deles – também lançaram fogo de artifício e, contraditoriamente, são as entidades que ainda hoje sorvem, com insaciável avidez, os dinheiros dos contribuintes, cada vez mais pobres e explorados – lembre-se os 60,26% reservados à banca nacional dos 78 mil milhões de euros do financiamento da “troika”. Quem pagará? O exército do “aguenta, aguenta”, claro.
Com as políticas de Coelho e Gaspar, facilitadas pela pusilanimidade e limitações de Seguro, o País, na estatísticas da Eurostat, viu subir a taxa de desemprego para 16,3% – a terceira mais alta da UE e a segunda de países “ajudados” pela ‘troika’. Estamos exactamente no lugar de Paulo Portas no governo. Para evitar gastos, até pode usar-se o mesmo pódio.
Sem que sirva de falaciosa justificação, constata-se que a Europa, seja ao nível dos 27 ou dos 17 países que integram a ‘Zona Euro’ não está melhor na ascensão do desemprego - 10,7% e 11,7% , respectivamente.
Bem melhor, neste domínio, estão os EUA, 7,9%, e Japão, 4,2%. Porque será? Como sabemos, não sujeitos à germanófila prepotência de Merkel, nem aos ditames da nefasta ‘troika’ do FMI – CE – BCE.
É nesta Europa, cada vez mais atrasada dos países emergentes, dos EUA e até, calcule-se!, do crónico Japão em crise, que concentro o meu descrédito, bem como nos políticos que rodam pelo poder. É dos livros: os crápulas não cedem à vergonha, nem os ignorantes se tornam subitamente sábios.