Mostrar mensagens com a etiqueta Marcelo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marcelo. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Santana Lopes, um romântico à presidência!

No pós-25 de Abril, e descontando aqueles militares de faxina revolucionária antecessores dos eleitos, na Presidência da República, órgão supremo da soberania nacional, os portugueses já colocaram um militar (Ramalho Eanes), dois advogados (Mário Soares e Jorge Sampaio), e um economista (Cavaco Silva, o actual PR) – curiosamente é nos tempos de um economista, ex-Professor de Finanças Públicas e ex-quadro do Banco de Portugal, que a maior crise financeira do País, de há muitas décadas, nos castiga asperamente e está para durar. Paradoxos da vida.
Santana Lopes, um advogado especialista em defender-se a si próprio e em atacar quem se lhe atravesse no caminho, começou há bastante tempo a manifestar a ambição de suceder a Cavaco. Antes cedo do que tarde, os primeiros alvos a abater, em discurso, têm sido Marcelo Rebelo de Sousa, Rui Rio e o seu “amigo de estimação”, José Manuel, com quem as contas jamais serão saldadas. Trata-se de um conjunto de teoremas e outras leis de um cálculo algébrico muito complexo e insolúvel.
Santana, nessas divagações de quem anda por aí, a saborear o milagroso elixir que o tornarão Presidente da República, encontrou alguém disponível a auxiliá-lo; no caso, um militante do PSD, Paulo Vieira da Silva, admirador de Santana desde que usava fraldas ‘Dodot’. O generoso apoiante resolveu criar uma página no ‘facebook’; a 2.ª porque a 1.ª lançada por outra gente em Janeiro teve apenas 130 ‘likes’. Ignoro se Pedro Passos Coelho, que já lhe expressou apoio no Coliseu, também participou nestes 130 ‘likes’.
É relevante os portugueses saberem que Santana Lopes teve um mandato de presidente do ‘Sporting’ atribulado, com queixas do promotor-financiador Roquette; por outro lado, ainda está por calcular o tempo exacto em que exerceu o mandato de presidente da CML; no lugar de PM durou pouco e, se Sampaio tem sido mais rigoroso, nem teria lá chegado sem ser eleito.
O homem é, portanto, assim: imprevisível, inconsequente, pouco fiável nas promessas, bem-falante e sabe extrair da política o que de melhor esta oferece: dinheiro, cargos, honrarias e prazeres.
Porém, para reanimação do ‘jet set’ que tem andado tão prostrado, as próximas eleições presidenciais é a oportunidade ideal para ter um ‘romântico em Belém’. No Palácio, é garantido, as festas serão quase como as sessões do velho ‘Olímpia’; i.e., contínuas. Iniciam-se ao fim de tarde e terminam ao fim da madrugada. O fenómeno terá esta particularidade inédita no exercício presidencial, digna de ‘slogans’:
  •        “Com Santana em Belém, os momentos de romantismo começam e acabam sempre no fim!”;
  •    “Se quer viver bem, apoie a ida do romântico Santana para Belém!”

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

PSD - Congresso da Tristeza e da Alegria

congresso fotografia
A Laura contou uma anedota
A larga distância, o primeiro foi Marcelo, o comediante. Aterrou da Madeira, chegou à 2.ª circular e, de súbito, falou ao ‘Zequinha dos Recados’ e disse-lhe: – ouve Zeca eu vou de imediato para aí, para o congresso . – De si para si, pensou já que me chamam catavento, mudo de rumo e intenções ainda a ritmo mais rápido do que imaginam.
Passado pouco tempo – qual Cascais, qual ca(ra)pucho! – lá estava ele, Marcelo, a estrela da tarde. Irrompia o brilho naquela sala de tristes e estereotipados discursos, de Marco António Costa a Montenegro. Menezes até foi comovente,  Rangel não chegou a aquecer o ambiente e Morais Sarmento, como convém, deu uma no cravo, outra na ferradura, acabando nos braços do Coelho. O Lopes também começou pela tristeza e não acabou propriamente em beleza –  o fim-de-tarde, o início de noite, o dia  de Sábado seriam de Marcelo. Dará um PR divertido, cheio de imprevistos. O inverso do Cavaco dos lugares-comuns.
Quando no Domingo se começava a regressar ao taciturno, àquele ambiente “piegas” e frívolo que tanto irrita Passos Coelho, este pensou: – ao menos nas despedidas, tenho de aquecer isto para as câmaras e flashes. – Do pensamento passou à acção: - Laura conta aí uma anedota! Como a imagem demonstra, ela própria, a Dona Albuquerque e uma maioria dos que estavam à volta riram-se ou pelo menos sorriam (o chefe mandou, atenção!).
A loja da social-democracia que abrira as portas na 6.ª ao fim do dia, encerrava no Domingo em ambiente de alegria. - Que pena não termos cá o Relvas - disse Coelho para o “Zequinha dos Recados’. – Em compensação está na lista para o CN – retorquiu este.
Hoje, 2.ª feira, a social-democracia fica arrumada e regressamos ao  País melhorado, silenciosamente, para que o povo não se aperceba na vida de todos os dias – sublime doutrina de Montenegro.