Mostrar mensagens com a etiqueta Assunção Cristas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Assunção Cristas. Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de setembro de 2016

Investimento e Crescimento

Passos Coelho, há dias, criticou a quebra de investimento público do actual governo. A queda é um facto. Todavia, deveria lembrar-se das privatizações de empresas lucrativas e susceptíveis de criar liquidez para reinvestimento – recorde-se apenas a alienação pelo Estado dos CTT, da ANA e da EDP, transformadas em património estrangeiro e com reflexos negativos no défice externo.
Coelho, como sabemos, é um economista altamente qualificado, tornando-se, por isso, mais absurda a crítica formulada. Ou é a alta qualificação que é absurda?
Assunção Cristas revela-se preocupada com a subida da dívida pública externa e a falta de investimento. Confesso também a minha inquietude. Contudo, da ministra de um governo em permanente endividamento, a observação é estranha. Depois de 2010 (Sócrates), esse governo chegou a 2015 com um agravamento de 79,1 mil milhões de euros (de 94% evoluiu para 128,7% do PIB).
Quanto ao investimento, Coelho e Cristas sabem – ou deveriam saber – que durante o mandato do governo, que ele liderou e ela integrou como ministra, houve uma redução de 5,5% de Formação Bruta de Capital Fixo (Investimento).
O governo actual continua a tendência de queda, mas tem diversos motivos para a justificar:
  • Encerrou em 2015 o QREN (fundos estruturais da EU) que permitiu ao executivo anterior atenuar a intensidade da queda;
  • O programa subsequente de fundos estruturais, Portugal 2020, se bem aproveitado, poderá proporcionar o relançamento do investimento público e privado;
  • A herança legada a António Costa e ao País por Coelho, no sector bancário (Banif, Novo Banco e CGD), é demasiado pesada - o Banco de Portugal, sob o comando de Carlos Costa, tem fortes responsabilidades neste descalabro;
  • Os cortes salariais e o brutal aumento de impostos, da autoria dessa figura sorridente e oportunista chamada Vítor Gaspar, traduziram-se em acentuados decréscimos de consumo e poupanças, assim como em pesado impacto de insolvências e desemprego.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Os atentados ao património cultural das cidades portuguesas

Sou lisboeta. Da Rua dos Sapateiros à da Madalena, as transversais da Vitória à Conceição, e outras zonas próximas da Praça da Figueira e imediações da Avenida, têm sido objecto de degradação da baixa lisboeta – uma imagem de sofrimento para quem ama os símbolos históricos da cidade.
Coimbra, Lisboa, Porto e outras cidades e vilas constituem o traço histórico com o passado da vida de populações. Há patrimónios humanistas materializados em edificações e lojas, algumas centenárias, em condenável extinção.
As autoridades, sejam do poder central ou local, têm a obrigação da preservação desse património. Todavia, cedem, submissos, a interesses financistas estrangeiros. Normalmente à ganância de corruptos e, nos tempos que correm, oriundos de países emergentes.
Os símbolos do passado e os ícones históricos ficaram à mercê do dinheiro da imundice. Mudança facilitada pelos vistos ‘gold’ e outros instrumentos, de que se ufana o político mais demagógico e desonesto intelectualmente – só? - da democracia, Paulo Portas – e Passos Coelho, um homem sem vínculos de raiz ao País, é precioso avalista da sanha destruidora.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O humor de Palmeirim é um brinde ao cão, ao gato e um gozo à Assunção


Verdade! O País necessita de momentos de ruptura com a tristeza. Estamos doentiamente sóbrios, introvertidos, incapazes de cultivar a anedota, a crítica social e mordaz que é histórica no humor português. Do cinema ao teatro, da rádio à televisão, mesmo na imprensa escrita.
Terá a rarefacção de humoristas portugueses alguma relação de causa e efeito com o ambiente tenso e denso em que a crise nos envolve? Talvez, mas ainda se destacam uns tantos com piada, capazes de nos fazer rir – o que não é fácil, diga-se.
Vasco Palmeirim, da Rádio Comercial, é um deles. Se políticos se espalham em declarações, dão o dito por não dito ou coisa do género, oferecem a generosa inspiração aos autores humorísticos. Como na tradição da velha ‘revista à portuguesa’, aqui está a resposta de Palmeirim à ideia de Assunção Cristas de limitar a dois cães e (ou?, ainda não percebi) quatro gatos os animais domésticos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ora viva a Dra. Cristas!

A aberração

O MAMAOT, o multifacetado ministério da Dra. Cristas, chumbou o abjecto projecto do Terminal de Alcântara. Decidido sem o menor respeito pela cidade de Lisboa e com muitas dúvidas de negociata a privilegiar a Mota-Engil, o projecto mereceu grandes reservas a vários sectores de opinião. Será oportuno lembrar a luta da arquitecta Helena Roseta pela anulação do negócio em 2009.
Sou muito crítico do governo actual, em função de dúvidas e certezas quanto ao desfecho das políticas de austeridade e alienações de património do Estado por valores irrisórios. Congratulo-me, contudo, com a medida de Secretário de Estado, Pedro Afonso Paulo, ao travar a construção de uma megalómana estrutura de contentores, junto ao Tejo e num dos locais mais emblemáticos da paisagem lisboeta.
O Dr. Jorge Coelho, socialista?, viu o nebuloso negócio desfeito. Ainda bem. Ora viva a Dra. Cristas! Assim, houvesse outros motivos para saudar o governo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Viva Cristas, Viva o MAMAOT




A campanha 'air cool', inspirada no exemplo japonês, é um dos projectos mais ambiciosos do MAMAOT e do governo, para a economia energética.

Eles, de calça e casaco, ficam dispensados da gravata. A elas, segundo notícias de divulgação restrita, foi recomendado que, como roupa íntima, usem apenas 'fio dental'.

Esta iniciativa faz parte de um programa profundo e rigidamente sequencial, da autoria do gabinete da ministra Assunção Cristas. Os focos de acção terão, pois, de seguir impreterivelmente a seguinte ordem:

1.º Ordenamento do ambiente "in door"
2.º Ordenamento do Território
3.º Ambiente
4.º Mar
5.º Agricultura

A sequência referida, repete-se, é de cumprimento imperativo, uma vez que corresponde ao esforço orientado de estudos e preparação da Senhora Ministra, cujo âmbito vai da lâmpada economizadora de 5 watts ao grelo de couve; passando, claro, pelos 'green' de golfe, o caneiro de Alcântara e as tecas de chicharro. 

No final da legislatura, serão lançadas as primeiras espécies do choco com espinha e do boi mirandês sem chifres. Para o projecto, está prevista a  cativação de uns tantos milhões, do fundos europeus do programa 'mar molhado e terra seca'.






sexta-feira, 17 de junho de 2011

Yé, Yé, Yé, a Cristas é que é!






Mistério e suspense usam-se, normalmente, em histórias bem construídas. Quando se vivem momentos de formar novo governo, cada órgão de comunicação social corre desesperadamente para o lugar de pioneiro na divulgação dos nomes ditos ministeriáveis. Sempre em ambiente de mistério e suspense. 
Jamais encarei a sério este tipo de competição. De Eduardo Catroga a Vítor Bento, de Sevinate Pinto a Maria de Céu Machado, só para citar uma parte, vários nomes vieram a público, dos diversos que não se confirmaram. E, então, se as notícias são falsas, o melhor é jogar com elas. Fi-lo  neste caso e nestoutro. Talvez tenha sido mordaz. Todavia, se o fiz em relação a Catroga, confesso-me satisfeito; tal é o conceito de ridículo, senil e capaz da mais desbragada linguagem em que tenho esse homem. E, pelos vistos, não apenas eu. A liderança do PSD também o mandou calar e afastar para férias.
Porque não aceitou ou não foi convidado, aqui há mistério, Eduardo Catroga não integrará, afinal, a equipa do XIX Governo Constitucional - o possível de Passos Coelho, segundo o jornal 'i'
Do meu lado, senti alguma frustração: " a quem atribuir o cognome de 'Supercalifragilisticexpialidocious' entre os nomeados?" De súbito, encontrei a solução: Assunção Cristas. A jovem centrista sobraçará a pasta do Ministério da Agricultura, do Ambiente, do Mar e do Ordenamento. É obra! Porém, Paulo Portas, desta feita, poderá ir tranquilo tomar posse em Belém, pois o Mar não lhe causará surpresa.
Sublinho que com Cristas em vez de Catroga, ganhei com a troca. E de contentamento grito"Yé, Yé, Yé, a Cristas é que é! - é o quê? Veremos mais tarde. Porque da governação e do severo programa com que os portugueses serão contemplados, falarei depois. Bem a sério.