sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O sucesso da saúde orçamental de Paulo Macedo

Provavelmente, o 1.º governante Gaspar e o 2.º, a larga distância, Coelho, convocarão o bancário Macedo, para comemorar as economias na despesa pública de saúde dos Portugueses.
Pouco interessa se o acto é banhado a champanhe ou a laranjada; a euforia estará presente e será sonante, certamente. O feito do Macedo merece estátua ou busto; economizou o dobro do valor exigido pela ‘troika’, segundo a OCDE – em 2011, as despesas de saúde caíram 5,2%, contra uma subida de 0,7% no seio das países que integram a organização.
Entendido o contributo de gastos com o pessoal e a redução do preço dos medicamentos, é necessário tornar bem claro o que o ‘Público’ divulga sobre os gastos  pessoais dos cidadãos (‘pocket money’) em cuidados de saúde:
Significa isto que a saúde, como um serviço ou produto de luxo, se transfigurou de direito de cidadania e universal em bem acessível aos que têm posses para pagar cuidados médicos. 
A OCDE também sublinha que os números publicados não permitem medir o impacte da redução nas condições de qualidade e resultados dos serviços públicos de saúde prestados às populações. De certeza, no caso português, e pelo que assisto em farmácias, centros de saúde e serviços de urgência hospitalar, o saldo será, inevitavelmente, negativo para os milhões de portugueses pobres, novos e velhos, sem dinheiro para medicamentos, consultas de cuidados primários ou em serviços de emergência.
O País que somos, e em degeneração pela deliberada política do governo, pode reflectir-se, além do mais, em números que a PORDATA publicava esta tarde, às 16h10:
  • Óbitos (hoje): 190;
  • Nascimentos (hoje): 178
  • Saldo migratório (hoje): – 86
Daqui por uns instantes, amanhã, depois, depois e depois, os valores serão piores. É este o País que tecnocratas e um impreparado PM, sem ponta de humanidade, reservam às gerações futuras.