terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A anedota do Banco de Portugal sobre Salgado (BES)

A propósito deste salgado caso, publiquei já este ‘post’. Tive dúvidas, e ainda as mantenho, de um banqueiro ter efectuado três alterações de declaração de IRS, por se ter “esquecido” de 8,5 milhões de rendimentos relacionados com aplicações no estrangeiro.
Aproveitei para lembrar que Salgado e outros banqueiros que por aí gravitam são responsáveis pela dívida externa privada (mais do dobro da pública), segundo dados recentes publicados pelo FMI – ver gráfico no ‘post’ citado. Esta parcela maioritária da dívida total ao estrangeiro é um tema pouco focado, muito menos dissecado, na comunicação social portuguesa – apesar de lesiva para a vida dos portugueses.
Mas, regressando às dúvidas sobre a idoneidade de Salgado, parece que não estou só no papel de céptico. Veja-se o que o ‘Público’ diz sobre a opinião de quadros do BdP:
Sem transformar o transparente em opaco, é a velha história do conluio entre a banca e o poder político – conluio materialmente oneroso para o povo, repita-se.
E saltando de conluio em conluio, fiquemos agora a aguardar o que sucederá a José Maria Ricciardi e Morais Pires, ambos do grupo BES e envolvidos em processo crime de mercado (insider trading). No limite, sairão do tribunal condenados a 1 ano de pena suspensa e à obrigação de indemnizar o Estado em meia-dúzia de euros.
Este é o Portugal dos Grandes!