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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Quem elegeu Draghi?

DraghiAs medidas não podem ser mitigadas, porque a soberania portuguesa foi decepada – assim deve ser considerado o episódio com Draghi no Parlamento Europeu.
Os portugueses, espanhóis, gregos, irlandeses, italianos e outros não elegeram Draghi. 
A escolha da presidência do BCE, fosse Draghi ou outro o nomeado pelos líderes europeus e o ECOFIN, não foi,  pois, objecto de sufrágio pelas populações dos países que integram a Zona Euro. O mesmo sucedia com o antecessor Trichet. Há neste processo um manifesto défice de democracia. Sobretudo, porque o eleito, transcendendo os poderes, influi de forma decisiva e nefasta na vida dos povos.
A perguntas fundamentadas da deputada Elisa Ferreira, o cúmplice na ardilosa manipulação das contas públicas gregas, ao serviço da Goldman Sachs, respondeu secamente:
Na linha do que dizem certos estudiosos da ciência política, a democracia serve para eleger governos. Porém, os actos e as opções de governação são impostas por órgãos ou actores exteriores ao processo democrático, e por vezes externos aos próprios países, sem que, portanto, se respeite a regra do sufrágio popular.
A uma União Europeia vocacionada para a coesão económica e social que me impingiram, e a uma Zona Euro sem as âncoras da união económica e fiscal, rejeito pertencer. Ainda por cima com Constâncio, Gaspar, Coelho e Portas a desempenhar o papel de criadagem servil do todo poderoso italiano.
Sair do euro não é um ímpeto irracional de revolta. Corresponde, isso sim, ao objectivo sensato de evitar a Portugal e aos portugueses o bloqueio total eminente da economia do País. Ainda no Sábado último, o Prof. João Ferreira do Amaral, denunciou justificadamente na Fundação Calouste Gulbenkian, os riscos e o caminho do bloqueio que estamos a percorrer.
Não elegi Mário Draghi e quero-o fora daqui. Como português e patriota, tenho esse direito, ao qual limitadas mentes teimam em classificar de utopia.  

domingo, 26 de junho de 2011

Soros pensa como Amaral

O Prof. João Ferreira do Amaral defende a saída ordenada do euro de Portugal e de outros países europeus. Em debate restrito promovido pelo 'Expresso', Vítor Bento decretou com altivez: "Não há saídas ordenadas do euro. Se houver saída é a mais desordenada possível..." - não invocou uma razão sequer para sustentar o que disse, sublinhe-se.
Agora é o famoso George Soros a declarar em Viena:
  1. "A União Europeia está à beira de um colapso económico que começa na Grécia, mas que pode facilmente espalhar-se";
  2. "É provavelmente inevitável a criação de um mecanismo que permita a saída do euro das economias mais frágeis da União Europeia".
Soros vem assim ao encontro do Prof. João Ferreira do Amaral que, neste desempate com Vítor Bento, ganha um apoio de monta.
Pelo conhecimento profundo e domínio  das condições económico-financeiras de uma UE muito fragilizada, é legítimo considerar que a tese de Soros,e logicamente a do Prof. Amaral, é bem capaz de ganhar vencimento. 
Vítor Bento comece a rever a posição assumida. Nestas coisas da Economia e das Finanças, nem a fé nem o fetiche servem de fundamento ao pensamento rigoroso.