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quarta-feira, 5 de março de 2014

O “descaraBento”!

A vida recomenda-nos reforçada prudência em relação a quem, na monotonia no discurso, se revela sempre circunspecto, artificialmente racional e, sobretudo, resistente a reacções emotivas; isto, por muito polémico que seja o tema em debate. Este é caso do calvíssimo Vítor Bento, um independente próximo do PSD, maçónico e "Conselheiro de Estado", seleccionado por Cavaco Silva para substituir o arguido do caso BPN, Dias Loureiro.
Vítor Bento, presidente da SIBS, com argumentos próprios de quem, sem cuidar de respeitar o racional, na AR, no estilo monocórdico que lhe é peculiar, defendeu a penalização dos utilizadores das caixas multibancos (ATM), nos seguintes termos:
Sugeriu inclusivamente a aplicação do Imposto de Selo a essas operações, tendo, a seu lado, o coro dos representantes da Unicre e da Mastercard, também presentes na sessão. Em uníssono, rebelaram-se contra o projecto do PS de fazer baixar as comissões cobradas aos comerciantes, nos pagamentos pelo MB. Claro que o “descaraBento” – contracção das palavras descaramento e Bento – teve imediata e forte oposição da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e da Confederação das Pequenas e Médias Empresas.

domingo, 26 de junho de 2011

Soros pensa como Amaral

O Prof. João Ferreira do Amaral defende a saída ordenada do euro de Portugal e de outros países europeus. Em debate restrito promovido pelo 'Expresso', Vítor Bento decretou com altivez: "Não há saídas ordenadas do euro. Se houver saída é a mais desordenada possível..." - não invocou uma razão sequer para sustentar o que disse, sublinhe-se.
Agora é o famoso George Soros a declarar em Viena:
  1. "A União Europeia está à beira de um colapso económico que começa na Grécia, mas que pode facilmente espalhar-se";
  2. "É provavelmente inevitável a criação de um mecanismo que permita a saída do euro das economias mais frágeis da União Europeia".
Soros vem assim ao encontro do Prof. João Ferreira do Amaral que, neste desempate com Vítor Bento, ganha um apoio de monta.
Pelo conhecimento profundo e domínio  das condições económico-financeiras de uma UE muito fragilizada, é legítimo considerar que a tese de Soros,e logicamente a do Prof. Amaral, é bem capaz de ganhar vencimento. 
Vítor Bento comece a rever a posição assumida. Nestas coisas da Economia e das Finanças, nem a fé nem o fetiche servem de fundamento ao pensamento rigoroso.