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quarta-feira, 5 de março de 2014

O “descaraBento”!

A vida recomenda-nos reforçada prudência em relação a quem, na monotonia no discurso, se revela sempre circunspecto, artificialmente racional e, sobretudo, resistente a reacções emotivas; isto, por muito polémico que seja o tema em debate. Este é caso do calvíssimo Vítor Bento, um independente próximo do PSD, maçónico e "Conselheiro de Estado", seleccionado por Cavaco Silva para substituir o arguido do caso BPN, Dias Loureiro.
Vítor Bento, presidente da SIBS, com argumentos próprios de quem, sem cuidar de respeitar o racional, na AR, no estilo monocórdico que lhe é peculiar, defendeu a penalização dos utilizadores das caixas multibancos (ATM), nos seguintes termos:
Sugeriu inclusivamente a aplicação do Imposto de Selo a essas operações, tendo, a seu lado, o coro dos representantes da Unicre e da Mastercard, também presentes na sessão. Em uníssono, rebelaram-se contra o projecto do PS de fazer baixar as comissões cobradas aos comerciantes, nos pagamentos pelo MB. Claro que o “descaraBento” – contracção das palavras descaramento e Bento – teve imediata e forte oposição da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e da Confederação das Pequenas e Médias Empresas.