terça-feira, 27 de junho de 2017

Passos Coelho é um incapaz! Ainda há quem não perceba?


Vasco Pulido Valente, Paulo Portas e acólitos enganaram-se rotundamente. A "geringonça", afinal, não é o governo do PS e os aliados parlamentares, BE e PCP. É, esse sim, o PSD de Pedro Passos Coelho, desgovernado, desconjuntado e conduzido para a auto-mutilação por um líder incapaz e cego pelo poder a qualquer preço. No desastroso percurso, existem outros figurantes cúmplices do comportamento errático e desprovido de sentido - lembro-me, agora, que não tenho visto o inefável Zeca Mendonça, talvez por estar encoberto por um monte que é negro e outros obstáculos e marcos dispersos, desde a costa a sinuosos caminhos interiores.
A tragédia de Pedrogão Grande e concelhos vizinhos, na qual se registaram 64 vítimas mortais, teve a maior expressão de todas aquelas geradas, em cada ano, no Portugal interior, desertificado, florestal e esquecido, há décadas, pelo poder político.
Se a utilização da catástrofe no discurso com fins de disputa pelo poder já é, por si, atitude reprovável, inventar suicídios é inqualificável. Passos Coelho já demonstrara insistentemente ser um político incapaz. Agora, tratou-se de mais um episódio.
O PSD, nas suas mãos, anda à deriva. Teve o acesso à direcção do partido pelo empenho do amigo Miguel Relvas, agora escuso. Sócrates, de PEC em PEC até ao PEC fatal, abriu-lhe o caminho do poder que exerceu sob o alto patrocínio de Schäuble e da 'troika'. Ultrapassou as metas de austeridade dessa mesma 'troika', com o detestável zelo de castigar os pobres e a classe média do País de forma desmedida. 
Derrotado por nova maioria parlamentar, diabolizou, no estilo e na figura, a governação de António Costa e ficou no vazio em termos de estratégia para a governação - o corte de 600 milhões na Segurança Social foi a derradeira promessa que se lhe ouviu. 
Deixou o sector financeiro em situação calamitosa, também pelo contributo da amiga Maria Luís de Albuquerque e da indiferença da 'troika'. E continua a demonstrar incapacidade de mobilizar grande parte do eleitorado, por falta de ideias e de projecto alternativo e credível. É um incapaz, em quem a maioria dos portugueses, alguns figuras de proa do próprio partido, não deposita confiança. 
As autárquicas serão a prova de fogo que enfrentará e ontem, uma vez mais, andou bem juntinho a toda a incapacidade crónica de que padece. Desde Pedrogão Grande, onde o candidato 'laranja' João Marques o impulsionou para grave erro, até Odivelas, concelho a que concorrerá o desacreditado Fernando Seara. É verdade: onde anda Teresa Leal Coelho? Bom, fiquemos por aqui.