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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ah! O Viegas foi penhorado!

À volta deste governo, em pouco tempo, começam a gravitar polémicas atrás de polémicas sobre pessoas.
Primeiro, foi a asneira do convite, por Passos Coelho, de Fernando Nobre para presidir à AR. Teve o desfecho sabido. Depois, tão depressa quanto chegou, foi Bernardo Bairrão a ser vetado para Secretário de Estado da Administração Interna - ainda deu tempo para o homem se despedir da TVI e pouco mais. Agora é a vez de Francisco José Viegas ser alvo de penhora pelas Finanças de Cascais, devido a uma dívida fiscal de 41.863 euros, segundo o jornal "i". O título da notícia diz: "O Fisco penhorou Secretário de Estado da Cultura". O  homem, pelos vistos, foi penhorado.
Este tipo de notícias de gente socialmente notável e da política faz-me sempre lembrar a intemporal frase de Eça de Queiroz em 'Os Maias': "Isto não é um país, é um local sujo e mal frequentado". Será que Eça continua certo? 

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Não há almoços grátis



A nomeação de Secretários de Estado, à semelhança do algodão, não engana. Os militantes do 'aparelho' têm de ser compensados. No PSD, como em outros partidos.
Com Teresa Morais e Marco António Costa, o XIX Governo ficará fortalecido, defenderão os laranjas.
Na tradicional filantropia portuguesa, do perú de Natal ofertado ao senhor doutor à distribuição de cargos políticos, é regra incontornável impor a retribuição, de qualquer espécie,  como reconhecimento pelos serviços prestados. Neste caso, na refrega eleitoral. Se são capazes ou não, é  secundário.
Somos um povo de brandos costumes e de perene paternalismo.  Como isto não bastasse, somos estigmatizados pelo princípio de que  'não há almoços grátis'. Se a escolha de alguns ministros é merecedora de, pelo menos, haver o benefício da dúvida, a selecção de boa parte dos Secretários de Estado demonstra ser mais clara: são meras nomeações políticas, feitas sem critério de exigência e capacidade para os lugares que lhes foram atribuídos. Os nomes de Teresa de Morais e Marco António Costa são bem elucidativos.
Talvez que  a 'cooperação activa' do PR e a 'cooperação positiva' de Barroso os ajudem a desembaraçar das incumbências governativas.  Talvez, sublinho. A probabilidade de dar certo é baixa. O País e a crise mereceriam soluções mais rigorosas.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Supercalifragilisticexpialidocious Catroga!

Sabem o que é que o homem estava a afirmar quando captaram esta imagem? Sabem não sabem? Eu também, mas não repito. Já ontem aqui o descrevi como 'especialista capilar da púbis'. Chega!
Embora o 'Expresso' anuncie a recusa de Catroga e Vítor Bento para integrar o novo governo,  há, todavia, notícias  de que Passos Coelho escolheu Catroga para superministro da Economia; ou seja, integrando o tradicional âmbito do citado ministério e ainda as Obras Públicas, Transportes, Telecomunicações e Emprego - bolas que até cansa proferir o nome de tal ministério!
Cá para mim, acho que, caso Eduardo Catroga aceite e à semelhança do ministério, deveria atribuir-se um epíteto especial a este homem que, pelos vistos, só se entende com coisas grandes. Por isso, recorri à velha canção de Julie Andrews, no 'Mary Poppins', e escolhi 'Supercalifragilisticexpialidocious'.
Já sabem, quando o virem ao vivo, chamem-lhe Sr. Supercalifragilisticexpialidocious. Não custa, repitam comigo: 'super-califragilis-ticex-pialidocious'. É fácil. O difícil virá depois, quando o senil Catroga tomar medidas para uma 'austeridade' a que ele nunca se subordinou. E a que jamais se subordinará.