Sem perda de tempo, também, li o texto da declaração, cujas ideias principais, respeitando a ordem da exposição, passo a sintetizar:
- As autoridades estão a implementar o programa mais rápido do que esperado; o aumento do desemprego surgiu como preocupação premente; amplo apoio político e social é contributo para a adaptação bem-sucedida.
- Graças à exportação, o crescimento (?) pode resultar melhor do que esperado (-3% no aumento do PIB em 2012 em vez dos -3,25% previstos); a taxa do desemprego em 2013 fixar-se-á próxima dos 16%; as tensões na zona euro continuam a nublar o horizonte macroeconómico português.
- O défice de 4,5% do PIB permanece possível, não tendo havido, durante a avaliação, discussões de medidas fiscais; reformas nas empresas estatais e PPP's estão no bom caminho.
- Proteger o sistema bancário que continua a beneficiar de um apoio excepcional do Eurosistema; recapitalização dos bancos.
- Há progressos nas reformas para aumentar o crescimento a longo prazo; a agenda de reformas estruturais do programa irá criar as condições para um crescimento sustentável em empregos produtivos a médio prazo.
- O aumento do desemprego exige uma acção política determinante; foi agravado pela rigidez do mercado de trabalho de longa data em Portugal; a recente aprovação do código de trabalho revisto deve atenuar a perda de postos de trabalho; no entanto, outras acções destinadas a melhorar o mercado trabalho são urgentes; congratulamo-nos com a iniciativa do governo, em 2013, diminuir os encargos sociais visando sectores específicos da força de trabalho.