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domingo, 15 de julho de 2012

Jardim – diga lá Dr. Menezes, por favor

JardimMenezes
O PM, recolhido na coelheira de Massamá, faz de conta que não ouve nem entende. Afinal, sempre se trata de Miguel Relvas, o amigão, que lhe arranjou maçónicas sedes e apoios de “candidatação”. Do Campo Grande ao ‘Franjinhas’, a Lusófona cedeu do melhor para as panelinhas.
O tema do momento é a licenciatura do Relvas. De distendidas equivalências e ser ‘soutor’ num instante, resta a suspeita se o homem tem uma inteligência fulminante – há quem diga que, do Miguel, o secundário é outro falso fim de itinerário.
As vozes dentro e fora do partido estão em alvoroço, uma espécie de ruído de agrilhoar os ouvidos e estrangular o pescoço.  Jardim, sem ponta de reverência, reivindica agora quatro licenciaturas por equivalência. Umas vez que não se trata do Firmino, que é pequenino, que dirá Menezes sobre tais ambições de quem no partido ‘laranja’ tem poder e cultiva fricções? 
A resposta do autarca de Gaia, creio, será o silêncio, porque sabe que gente de envergadura é coisa dura. A despeito da minha e outras provocações, ficará mudo o Menezes, porque, espertalhão, só fala às vezes. Se errar por precipitação, chora, esconde-se, foge e apanha o comboio ou o avião. Como há anos em Lisboa no Coliseu, onde disparatou, chorou e despediu-se: “Então lá vou eu!”.
A Madeira ainda é ainda mais meridional e ficar calado não lhe parecerá mal.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Sobre Relvas, que pensa Crato?

publico_4-_7_2012_pt
Grande parte do espaço da 1.ª página do ‘Público’ de hoje é dedicado a homens do PSD.
O grande destaque vai para Miguel Relvas, mas Macário Correia foi alvo de perda de mandato por decisão do Supremo Tribunal Administrativo. De Macário, deixo apenas a notícia.
A Universidade Lusófona, para beneficiar Relvas, valeu-se do Decreto-Lei n.º 74/2006, o qual, ao invocar a Lei n.º 49/2005 de 30 de Agosto, diz:
[..]A criação de condições para que todos os cidadãos
possam ter acesso à aprendizagem ao longo da
vida, modificando as condições de acesso ao
ensino superior para os que nele não ingressaram
na idade de referência, atribuindo aos estabelecimentos
de ensino superior a responsabilidade
pela sua selecção e criando
condições para o
reconhecimento da experiência profissional
; […]
Esta das “condições para o reconhecimento da experiência profissional” é mesmo uma camisinha feita à medida de amigos; se então forem políticos, não fazem mesmo rugas no peito, nem pregas no colarinho. Como dizia o velho ‘slogan’ da Camisaria Moderna, no Rossio.
Com este episódio, Relvas conseguiu mesmo bater o processo de “licenciatura” de Sócrates. Este, ao menos, ainda era bacharel em engenharia por Coimbra. Relvas tinha apenas completado uma disciplina de Direito, quando entrou na Autónoma.
O DL 74/2006 foi concebido pelo ministério de Mariano Gago. Teve um dia mau, com certeza. Até é um homem de inteligência e cultura comprovadas.
Também o é o actual ministro Crato, mas deste gostaria de saber o que pensa deste caso e de medidas para que, de futuro, não haja novas réplicas.