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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Acordai! Ide à Concentração a Belém!

, 21_Setembro
Sei que é mais difícil comparecer – 6.ª feira, 18 horas, fim do dia de trabalho… enfim, uma série de factores inibidores da presença.
Todavia, há muitos, a maioria por desgraça das políticas dos últimos anos, no desemprego e outros, por disponibilidade natural da situação de reformados ou pensionistas, que podem e devem estar presentes.
Sejamos consistentes com o grande movimento popular do passado Sábado.
Há em todo o país, locais com presenças confirmadas – os Aliados, no Porto, por exemplo. Todavia, será sobretudo à vista dos Conselheiros do Estado e do PR, na frente do Palácio de Belém, que os cidadãos deverão comparecer no maior número possível.
Estão confirmadas cerca de 10.000 presenças em Belém, diz o ‘Público’. Serão necessários mais, muitos mais. A luta não pode esmorecer e que sejamos mais milhares a cantar o ‘Acordai’ com Ana Pinto e Mónica Monteiro. Isto, a despeito de Cavaco garantir que já está ultrapassada a crise política. O Sr. Presidente omite, porém, que a crise social e ecnómica subsiste e atinge milhões de portugueses, devido às políticas de austeridade. Está aqui a razão da nossa luta.
ACORDAI! IDE À CONCENTRAÇÃO A BELÉM!

sábado, 15 de setembro de 2012

O povo sairá à rua, oxalá!

A História das Sociedades Humanas está pejada de exemplos em que, de forma voluntária e independente de partidos e movimentos institucionais ou orgânicos, o povo se agitou e agigantou em lutas bem sucedidas, para derrubar governos, regimes e eliminar formas de organização de opressão política, económica e social.
O País, depois de mais de três décadas de poderes exercidos por corruptos, ineptos e insensíveis a direitos sociais, muitas das ocasiões em  desrespeito pela própria CRP, o País, dizia, vive uma das épocas mais duras e complexas da história recente.
Vexado por organismos internacionais espúrios, FMI e UE à cabeça, tendo em risco, também por culpa própria, a soberania e a capacidade de protecção de interesses nacionais estratégicos, chegou a hora de gritar BASTA!
Todavia, limitar a manifestação ao grito, embora legítimo, é necessário mas não suficiente. Há sempre objectivos na vida e o desafio que hoje impende sobre o povo português é transformar em fortes as mais fracas das forças e lutar até conseguir que a ‘troika’ se lixe mesmo e recuperar as nossas vidas – dignas, justas e socialmente respeitadas.
O poder que nos governa, de Coelho e Portas, excede, no pior, tudo quanto de mau já vivemos em democracia. E, às mãos de impudentes figuras multicoloridas, temos a experiência de quotidianos e crescentes sofrimentos que se derramam da pobreza à miséria.
Se não actuarmos e não obtivermos o efectivo apoio de quem nos é essencial, Portugal, como a Grécia e Espanha, contrairá por décadas uma endemia socioeconómica que, desgraçadamente, será a penosa e demorada herança das gerações futuras. A vida deles também está em causa.
Militares, médicos, enfermeiros, pedreiros, pintores, serralheiros, mecânicos, empregados do comércio, administrativos, trabalhadores e reformados da função pública, pensionistas do sector privado, desempregados, precários, enfim todos, mesmo todos, como expressão autêntica e legítima de um povo, devemos sair à rua. Em força no protesto e na persistência na obtenção de resultados.
Diz o jornal, o povo esta tarde sairá em massa à rua. Oxalá! Mas, será necessário prosseguir a luta.