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sexta-feira, 4 de maio de 2012

‘Pingo Doce’: Soares dos Santos encornado

alexandre soares dos santos
Soares de Santos, o encornado
Alexandre Soares dos Santos, segundo o ‘Sol’, não teve conhecimento da operação de promoção do ‘Pingo Doce’ no 1.º de Maio.
À semelhança de Henrique Granadeiro há uns tempos, na PT, foi encornado. Neste caso, os traidores foram os ‘marketers’ do ‘Pingo Doce’.
Porém, os malandros têm sempre sorte. O tio Alexandre é compreensivo, não o repugna ser corno  - nestas circunstâncias, entenda-se - e acabará por premiar toda a equipa de marketing do PD. Até o Estado português, ao que se anuncia, será contemplado com uma verba de 15.000 a 30.000 “euritos” de coima, porque isto de fazer ‘dumping’ em Portugal é muito económico. Mesmo em negócio de milhões. Somos muito competitivos.
Walmart, Tesco, Sainsbury, Safeway e outros, venham até cá e aprendam. Têm é de pedir desregulação total aos governos dos países onde têm lojas.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dissequemos a operação ‘Pingo Doce’

fotoPDA singular, porque original e arrojada, operação de promoção no 1.º Maio dos supermercados ‘Pingo Doce’, da Jerónimo Martins, pode ser analisada em diversas vertentes. Dessa diversidade, destaco os capítulos principais:
1) Acção de marketing:
A JM, em bem conseguida operação de marketing, centrada na redução drástica da variável preço, disponibilizou aos consumidores que, no 1.º de Maio, adquirissem, pelo menos, € 100,00 um desconto equivalente a 50%. Sem restrições ou exclusões das inúmeras classes de produtos, dos alimentares a bens não duráveis – dito de outro modo, da margarina ao micro-ondas, passando pela cerveja e o vinho, o ‘Pindo Doce’, nas condições referidas, concedeu um valioso desconto de 50%. A acção de marketing, uma vez colocada no terreno, revestia-se da probabilidade do enorme sucesso registado, ainda que com os conflitos e o ambiente de guerrilha vivido nas lojas.

Ó Alexandre, emprega lá estes, por favor

pingo_doceOs blasfemos estão em incontido delírio. Um rodopiou extenuado pela diversão, até à apoplexia final.  O sucesso da promoção Pingo Doce, no 1.º. Maio, cativou-lhe a emoção . Diz que não estamos perante a concertação social, mas está certo do mérito e humor da jornada de marketing da insígnia do Alexandre,  ‘O Grande Merceeiro’: “Isto é de facto hilariante”. Riu-se horas a fio, com gargalhadas soltas e sonoras, a pontos de ser encaminhado de urgência para o HSM, devido a imobilização dos maxilares. Coitado, paralisou o riso de  boca aberta, ao deglutir sofregamente o êxito de uma jornada de  civismo e ética indescritíveis. A que não faltaram confrontos verbais e físicos entre populares, mediados pelas forças da PSP, sempre dóceis e generosas (no ‘porradum’). As bebidas alcoólicas foram dos produtos que mais depressa se esgotaram das prateleiras e, portanto, é natural que os ânimos se tivessem volatilizado em acaloradas exaltações.
Outro, utilizando o mesmo epíteto, 1.º Maio Subversivo, foi mais parcimonioso. Limitou-se a publicar o logótipo da insígnia. 
Confesso que ainda estava na expectativa de ler uma terceira. Mas, ao que consta, a mulherzinha, serva do trabalho doméstico, esteve de serviço como cliente activa da promoção. Coitada, no meio empurrões e apalpações anónimas e incómodas, lá conseguiu retirar do linear das carnes as costeletas, o bife, o lombo, a robusta salsicha alemã e demais enchidos; depois, nos frescos, aviou-se com tomates e agriões. E assim continuou, percorrendo a loja até encher o ‘chariot’. Sem que se safasse de mil e um encontrões; mas fazia parte do desafio à helénica figura.
Um feriado é por norma um dia diferente dos demais e a vida é assim. Uns teclam comodamente algures num local sossegado, outra dá o corpo ao manifesto na promoção do Pingo Doce.
Ó Alexandre, faz de conta que é o Medina que te suplica, arranja lá uns empregos para este trio. Nem que seja na Holanda, na Polónia ou na Colômbia. As  ‘cofee shops’ holandesas vão ser interditas a estrangeiros, mas há sempre um lugar para ganzar, no futuro, um 1.º de Maio tão histórico e entusiástico na vida deles.