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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ó Alexandre, emprega lá estes, por favor

pingo_doceOs blasfemos estão em incontido delírio. Um rodopiou extenuado pela diversão, até à apoplexia final.  O sucesso da promoção Pingo Doce, no 1.º. Maio, cativou-lhe a emoção . Diz que não estamos perante a concertação social, mas está certo do mérito e humor da jornada de marketing da insígnia do Alexandre,  ‘O Grande Merceeiro’: “Isto é de facto hilariante”. Riu-se horas a fio, com gargalhadas soltas e sonoras, a pontos de ser encaminhado de urgência para o HSM, devido a imobilização dos maxilares. Coitado, paralisou o riso de  boca aberta, ao deglutir sofregamente o êxito de uma jornada de  civismo e ética indescritíveis. A que não faltaram confrontos verbais e físicos entre populares, mediados pelas forças da PSP, sempre dóceis e generosas (no ‘porradum’). As bebidas alcoólicas foram dos produtos que mais depressa se esgotaram das prateleiras e, portanto, é natural que os ânimos se tivessem volatilizado em acaloradas exaltações.
Outro, utilizando o mesmo epíteto, 1.º Maio Subversivo, foi mais parcimonioso. Limitou-se a publicar o logótipo da insígnia. 
Confesso que ainda estava na expectativa de ler uma terceira. Mas, ao que consta, a mulherzinha, serva do trabalho doméstico, esteve de serviço como cliente activa da promoção. Coitada, no meio empurrões e apalpações anónimas e incómodas, lá conseguiu retirar do linear das carnes as costeletas, o bife, o lombo, a robusta salsicha alemã e demais enchidos; depois, nos frescos, aviou-se com tomates e agriões. E assim continuou, percorrendo a loja até encher o ‘chariot’. Sem que se safasse de mil e um encontrões; mas fazia parte do desafio à helénica figura.
Um feriado é por norma um dia diferente dos demais e a vida é assim. Uns teclam comodamente algures num local sossegado, outra dá o corpo ao manifesto na promoção do Pingo Doce.
Ó Alexandre, faz de conta que é o Medina que te suplica, arranja lá uns empregos para este trio. Nem que seja na Holanda, na Polónia ou na Colômbia. As  ‘cofee shops’ holandesas vão ser interditas a estrangeiros, mas há sempre um lugar para ganzar, no futuro, um 1.º de Maio tão histórico e entusiástico na vida deles.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O que é que este gajo merece?





Pronunciadas no Dia do Trabalhador, na presença e com os aplausos de falsos ou pérfidos trabalhadores, autodenominados social-democratas (Arménio Santos e Pedro Pinto, por exemplo, estavam lá) as palavras infames de Passos Coelho foram:

Teremos de estar preparados para nos próximos dois ou três anos viver com níveis de desemprego a que não estávamos habituados, porque ele não vai baixar imediatamente
Este “bon vivant’ da política e da vida social, que se deu ao luxo de começar a trabalhar aos 37 anos e ter emprego assegurado, quando quis, junto do amigo Ângelo Correia, com a naturalidade e a insensibilidade nefastas de ampliar o caos social em que o país vive, sim este podre ‘bon vivant’, barítono das canções da “Doce”, o que merece ? Um corte ainda mais radical do que os preços da abjecta promoção do “Pingo Doce”. As lojas desta insígnia replicaram na perfeição os pontos de retalho dos tempos de Brejnev na URSS, em dias de prateleiras cheias.
Construindo uma sintonia entre o PM e a cadeia PG, penso que talvez mereça a sorte do prepotente e corrupto ditador soviético. Ou pior ainda. Quando ? O tempo exacto chegará. Porque é exacto e proibitivo não acreditar.