Mostrar mensagens com a etiqueta Américo Amorim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Américo Amorim. Mostrar todas as mensagens

domingo, 28 de agosto de 2011

Angola: Os filhos da pátria?

Esta notícia, no texto global, é já de si um ignóbil exercício de elegia a um dos homens mais corruptos do mundo. É o pai da dita "princesa Isabel", sócia de predilecção e proveito do "trabalhador Amorim".
Em nome de um ideário progressista e humanitário do MPLA, José Eduardo dos Santos, grande aliado do PSD, capturou e monopolizou o poder político em proveito próprio e do grupo dos servis colaboradores que lhes estão subordinados, tornando-se num dos indivíduos mais ricos deste mundo. Para um humilde cidadão da Sambizanga, ascender ao trono dos homens detentores das maiores fortunas mundiais é um incomensurável sucesso. Ainda que à custa de vidas, sofrimento e sangue dos opositores - ATENÇÃO: nem estou a referir-me aos opositores da UNITA.
Num pavilhão de Tires, juntaram-se hoje 200 apoiantes - uma multidão! - para comemorar o 69.º aniversário de José Eduardo dos Santos. No folclore da festa, o Embaixador da RPA em Angola, entre o mais, disse:

"Este aniversário é um momento de particular satisfação para todos os filhos da pátria...

Pergunto: "Satisfação para todos os filhos da pátria...ou para alguns filhos da p...?


(Obs.: O PSD é citado em função dos inequívocos e reais apoios de Cavaco Silva, Durão Barroso e outros elementos da máquina cavaquista a José Eduardo Santos; e acredito que Passos Coelho, Paula Teixeira da Cruz e Miguel Relvas também não andam longe da reverência ao ignominioso estadista)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O trabalhador Amorim

Do repto lançado por Warren Buffet, estendeu-se certo consenso entre multimilionários, dos EUA à Europa, no sentido de aceitarem taxas de imposto agravadas sobre os altos rendimentos auferidos.
Em Portugal, diga-se, também alguns empresários detentores de fortunas consideráveis, se manifestaram favoráveis a dar igual contributo - Filipe Botton, José Roquette e Henrique Neto integram o grupo dos disponíveis. Todavia, Amorim, o homem tido como o mais rico de Portugal, eriçou-se contra a ideia, argumentando: - Eu não me considero rico. - e acrescentou - Sou trabalhador -.
Sinceramente, deixou-me perplexo a desfaçatez de Américo Amorim. Seria preferível ter ficado calado, a ofender tão ostensivamente milhões de trabalhadores que auferem parcos salários; ou que inclusivamente precisam de trabalhar e não encontram meios de o fazer.
Américo Amorim, até pelas ligações, tão estreitas quanto deploráveis, com o despótico e corrupto regime angolano, tem, de facto, um património de vários milhares de milhões de euros; parte dos quais resultantes de participações em empresas estratégicas para o País - a GALP, por exemplo onde é co-accionista com a filha do 6.º homem mais poderoso da economia portuguesa.
Há anos, uma traficante minhota detida em Tires, em reportagem da RTP, declarava que quem lhe cuidava do dinheiro era o Sr. Amorim. Isto revela o perfil do 'trabalhador multi-especializado' de dinheiros, limpos (poucos) e sujos (muitos). Terá carteira profissional registada algures? Talvez numa qualquer Sicília.
Que um dia condenem este trabalhador a trabalhos forçados é o mínimo que se pede. Ah! E levem com ele o Mira Imoral, igualmente trabalhador de sete costados, como o Patrão, e até banqueiro do povo - com o dinheiro do povo, entenda-se!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

BPN: Dúvidas dos deputados do PSD e CDS

 
Afinal, parece que as condições que levaram o governo a preferir o BIC na venda do BPN também merecem dúvidas aos deputados dos partidos da coligação, PSD e CDS. Os dois grupos parlamentares decidiram, em conjunto, ouvir explicações sobre o negócio da Secretária de Estado do Tesouro, Maria Luísa Albuquerque.
Resta agora saber se os referidos grupos de deputados estão mesmo interessados em esclarecer seriamente dúvidas ou se, porventura, estão a ensaiar uma espécie de fogo-fátuo para iludir a opinião pública.
Está, pois, na consciência desses parlamentares quererem ou não abordar o problema com seriedade, competindo à oposição, acima de tudo ao PS, actuar activamente no apuramento da verdade. Não apenas em relação à venda, mas igualmente no julgamento daquilo que Maria de Belém designou por "todos os actos criminosos que foram cometidos".
O esclarecimento desta transacção a favor do BIC, de Amorim, Isabel dos Santos e outros membros cleptómanos da nomenclatura do poder angolano, sob a batuta do ignominioso Mira 'Imoral', o esclarecimento, dizíamos, é devido, sobretudo, aos contribuintes portugueses; porém, as alegações do histórico Montepio Geral, cujo presidente reclama nem ter sido chamado à mesa das negociações, e ainda a exigência do grupo NEI obrigam também a que o governo deixe bem claro que, para os restantes candidatos, a preferência dada ao BIC se justifica à luz do interesse público. Pelos vistos, há fortes razões para duvidar.
(Volto a insistir: PS, PSD e CDS, subscritores do memorando com a troika, ao aceitar que, no ponto 2.10, ficasse explícito que a venda do BPN não estava condicionada por um preço mínimo, cometeram um acto de enorme incompetência; essa condição apenas serve os interesses dos eventuais compradores, limitando seriamente os objectivos de receita de quem vende, ou seja, do Estado Português) Tudo isto é fruto dos políticos que temos…