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sábado, 13 de setembro de 2014

Quem compra José Gomes Ferreira?

É verdade. Uma consultora de prestígio internacional realizou estudos laboriosos. O objectivo é predefinir com minúcia as condições precisas e rigorosas do ‘perfil de comprador’ a quem se pode impingir José Gomes Ferreira, o jornalista da SIC e assumido porta-voz para a comunicação social do governo de Coelho e Portas. 
De certo modo, o referido processo é uma réplica à ideia expressa pelo próprio Gomes Ferreira de que, uma vez vagos os lugares de Bento, Rato e Honório da Administração, é obrigatório encontrar para o Novo Banco uma equipa com duro 'perfil de vendedor', a fim de alienar o Novo Banco rapidamente; objectivo que os administradores auto-demitidos não têm capacidade para cumprir. Veja-se e escute-se:



Entre as alternativas de encontrar um comprador para José Gomes Ferreira ou um vendedor para o Novo Banco, ambos na condições de ideais, entendo que se deve priorizar a primeira. A dúvida é saber quem o compra. Qual o valor de mercado do Gomes Ferreira? Seria assim que Catroga colocaria a questão. E sinceramente, porque os 'Ridículos' se extinguiram há anos e na TV 'O governo sombra' já está preenchido por três humoristas de aviário, a cotação do Ferreira deve ser muito  baixa.
O jornalista da SIC, pelo que diz, conclui afinal - e deve estar melhor informado do que Cavaco - que o projecto do Novo Banco é apenas e tão só uma questão de venda do banco. Que o plano estratégico de que Bento, presidente da administração, e Carlos Costa, governador do BdP, começaram como ponto 1 da ordem de trabalhos, ao fim e ao cabo não tem sentido.
Na tese do jornalista, o que é conforme o interesse do sector bancário - não é bem a mesma coisa que o respeito pelo interesse nacional, dos contribuintes portugueses -  é conseguir, a tudo o custo, que o Novo Banco seja vendido rapidamente e a bom preço. Que idiotice? Como naqueloutra de Ferreira, há 3/4 meses, ter aconselhado os portugueses a conservarem as suas poupanças nos cofres do ex-BES, porque o banco estava bem almofadado - foi num'telejornal' da SIC com Clara de Sousa.
Gomes Ferreira, que nem economista é mas tem o arrojo de falar de matérias económicas e financeiras como sábio, aparentemente tem dificuldades em entender que a 'venda rápida', por interesse absurdo do governo e do Banco de Portugal, minimizará forçosamente o preço e colocará em causa muitos milhões adiantados por fundos do Estado que MLA negou virem a lesar os contribuintes - estou convicto de que, com a habilidade e os 'lobbies' ao seu serviço, os outros bancos serão relativamente prejudicados; mas apenas relativamente, sublinho; há que ter em conta os ingressos de novos clientes provenientes do ex-BES.
Uma vez injectados dinheiros públicos, a operação realizou-se forçosamente ao abrigo do Artigo 153.º-J508 Contribuições adicionais do Estado, da INTERVENÇÃO CORRECTIVA, ADMINISTRAÇÃO PROVISÓRIA E RESOLUÇÃO tornando óbvio que a contribuição dos empréstimos do Estado ao 'Fundo de Resolução', mais a mais na posição de largamente maioritários, é subentendido pelo governo que a ministra das finanças deve acelerar com o Banco de Portugal a alienação do Novo Banco.
No fundo, trata-se de muitos milhares de milhões que Gomes Ferreira não está em condições de calcular. E ignorando os custos patrimoniais inerentes à instituição a vender, é pura e simplesmente acto de loucos defender a venda a qualquer preço. 

domingo, 16 de março de 2014

Os contos de Pedro e do “economista político” do regime, José Gomes Ferreira

Pedro, no início de 1974, tinha dez anos de idade e estava em Angola. Também a sua Ministra da Justiça, Paula, aos quinze (em 1975, viajou da ex-colónia para Portugal). Custa a crer que, pelo menos em certas ocasiões, mesmo esporádicas, não se tenham encontrado no PSD do Campo Pequeno, conhecida rampa de lançamento de ‘políticos laranjas’.
A que propósito cito esta relação? Pedro e Paula não são amigos recentes. Conhecem-se há anos, facto que também pesou na escolha da segunda para o cargo de Ministra da Justiça do governo em funções, chefiado pelo primeiro.
Sucede que a manifestação de surpresa manifestada por Pedro, uma profunda hipocrisia, a propósito da prescrição da contra-ordenação do BdP, seja justificada apenas com Jardim Gonçalves. Se assim fosse, estaríamos bem melhor, nós portugueses, uma vez que os envolvidos em escandaleiras se limitariam a meia-dúzia de episódios e figuras públicas, sem significado monetário relevante.
Paulo Teixeira Pinto, ex-marido de Paula, a par de uma reforma substancial de dezenas de milhares de euros do BCP, também esteve metido na alhada. Sabia da existência das 17 sociedades ‘offshore’ na Ilha Caimão e a CMVM aplicou-lhe uma multa de 200 mil euros, por alegada falta à verdade. Não é crível que o agora surpreendido Pedro nada soubesse do caso BCP e tenha ficado perplexo – mais uma mentira a juntar a tantas outras que disseminou desde a campanha eleitoral que venceu.
É ainda estranho o facto de nunca ter tido a menor conversa sobre o tema com a Ministra da Justiça, Paula, e ainda mais estranho – ou talvez não! - ter sido atribuído a Paulo Teixeira Pinto o lugar de vogal do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, presidido pelo rubicundo e incontinente verbal Catroga – o órgão da sociedade luso-chinesa de energia, beneficiária de taxas que a própria ‘troika’ contesta, integra 23 elementos que, ao que foi revelado, se reúne uma ou duas vezes por mês, a troco de salários mensais milionários.
Quando José Gomes Ferreira da SIC, uma réplica do ‘João Coito’ do antigo regime, escreve uma carta a desancar uma geração de veteranos, a propósito de um ‘manifesto a propor a reestruturação da dívida sem ‘haircuts’' subscrito por 74 personalidades que, pela diversidade de pensamentos políticos, constituem um exemplo de consenso sem precedentes na nossa democracia, o triste e pseudo-economista JGF tem de ser preciso na identificação dos acusados – para além, é claro, dos 74. Uma geração são milhões de cidadãos, alguns dos quais, pela idade que hoje têm, foram submetidos a  uma vida de sacrifícios e sofrimentos penosos, num regime de tirania e pobreza que ele não conheceu.
Dito de outra forma, Catroga, a Dra. Cardona, Luís Filipe da Conceição Pereira, Paulo Teixeira Pinto, Jorge Braga de Macedo e outros que tais, por exemplo, fazem parte do grupo dos acusados? E Rendeiro do BPP? E Oliveira Costa, Dias Loureiro, Arlindo de Carvalho e outros do buraco BPN? E as políticas de desindustrialização executadas por Mira Amaral (CUF/Quimigal e outras desaparecidas), assim como as políticas agrícolas e pesqueiras de Cavaco? E os investimentos no CCB, na Expo98, nos mercados abastecedores, as auto-estradas de Joaquim Ferreira do Amaral, o negócio da Ponte Vasco da Gama, a 1.ª Parceria Público-Privada na Saúde com o Hospital Amadora-Sintra? Toda a ganga cavaquista, o chefe de regime de Gomes Ferreira, não entra neste ajustamento de contas?
Bom o melhor é ficarmos por aqui. Por enquanto!