Mostrar mensagens com a etiqueta as limitações de Seguro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta as limitações de Seguro. Mostrar todas as mensagens

sábado, 8 de fevereiro de 2014

São José Almeida, outra lição

Detesto a palavra fã, mesmo em relação aos meus ídolos do cinema, música ou teatro. Prefiro admirador. São José Lopes, articulista do ‘Público’, pelas qualidades de isenção, objectividade, verdade e defesa de uma sociedade mais justa, merece-me muita admiração.
Na edição deste Sábado, São José Lopes, com elevação mas sem complacência com as inferioridades venham de onde vierem, publica o texto ‘Não é só uma gripe’, título inspirado em infeliz declaração de Marcelo de Rebelo de Sousa – semelhantes a tantas outras com que o prolixo e contraditório comentador nos presenteia aos Domingos.
Da orientação neoliberal do governo de Passos e Portas à inanidade de Seguro, o artigo é, de facto, digno de leitura. Para reforçar a minha opinião, escolhi um parágrafo, como poderia ter optado por qualquer outro. Ei-lo:
 “O que é facto é que apesar da actividade política que ocupa os socialistas a imagem que passa para a opinião pública é a de que Seguro não existe como líder, que não tem ideias para o país e que não se impõe como uma alternativa clara de Governo à actual coligação PSD-CDS. Exemplo desta imagem foi a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa na TVI, no domingo em que, a propósito de um SMS que recebeu do líder do PS esclarecendo que não aparecera em público durante uma semana porque estivera com gripe, o antigo líder do PSD aconselhou Seguro, em tom jocoso, a não “engripar” em Maio, quando da saída da troika e das eleições europeias.”
Este é mera passagem do filme, já que a leitura integral da história, essa sim, é fortemente recomendável. 
(Adenda; Por lamentável erro, chamei-lhe São José Lopes, em vez de São José Almeida. As minhas desculpas.)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Promulgação do OGE: reacções dos partidos

PSD e CDS
Curiosamente no principal partido do governo, PSD, há reacções opostas ao processo e deliberação da presidência.
Teresa Leal Coelho (TSC) exultou de grande contentamento com a colaboração institucional do PR. O “enorme conforto para o governo” e “a validação da Lei Orçamental por Cavaco” são duas expressões que lhe agitaram a alma de euforia. A alma, o corpo e os gestos. Nem sei mesmo se, ao estilo do ‘encantador de serpentes’, não cometeu o milagre de fazer dançar o cachecol, longo do pescoço aos joelhos, acessório que raramente dispensa na invernia.
Todavia, dentro do PSD, há quem tivesse antecipado uma posição bem dura contra Cavaco Silva. Trata-se, nem mais nem menos, do Prof. Bacelar Gouveia, constitucionalista da FDL, concorrente anunciado à presidência da Distrital de Lisboa do PSD. Veja-se e ouça-se o que pensa e diz:
 
(Do CDS nem vale a pena falar. Digo apenas que tem as fechaduras e as dobradiças das portas bastante emperradas e vergadas pelo duo Gaspar e Coelho – Gaspar não é, obviamente, o gato de Honório Novo. Nuno Magalhães, líder parlamentar, limitou-se a afirmações superficiais).

PS

Do Largo do Rato, coube ao porta-voz, João Ribeiro, fazer o papel de idiota útil, como comprovam as embrulhadas palavras do discurso insípido e inconclusivo do jovem socialista; muito cauteloso ao referir-se ao PR, lá afirmou a medo:
Os deputados do PS assumirão as suas responsabilidades e pedirão a fiscalização sucessiva do OE"
A comunicação, no fundo, integra-se na estratégia de Seguro; primeiro, na manutenção na liderança do PS e, depois, no objectivo de chegar a primeiro-ministro.
Não é em vão que Seguro percorre Portugal de lés a lés, a fim de em todas as secções do PS, mesmo as mais recônditas, angariar apoio ao seu projecto de poder; projecto bem distinto das necessidades reais de liderança de um País em crise, de amputada soberania e inserido num espaço “colectivo” dominado por um único “parceiro”, a Alemanha de Angela Merkel; coadjuvada, diga-se, por homens da Goldman Sachs; caso de Draghi na presidência do BCE e outras ramificações pela Zona Euro.
Os socialistas devem ser prudentes, mas céleres em encontrar uma liderança sólida e credível.

BE e PCP

Do BE e PCP, as críticas à promulgação do OGE inserem-se no processo de contestações manifestadas desde a 1.ª hora de gestação da proposta orçamental de Gaspar (este é que é o n.º 1) e dos secundarizados Coelho e Portas. Das declarações de inconstitucionalidade ao compromisso de acção conjunta de requerer a fiscalização sucessiva do TC, tudo era previsível e lógico, dentro do posicionamento político da ala esquerda do Parlamento.
---------------------------------------
Sou, por norma, optimista.  No caso da crise portuguesa e até porque o atoleiro tem dimensão internacional, tenho, ainda assim, a esperança que saia de cena quem está em cena e se encontrem os verdadeiros talentos vocacionadas para a acção política eficaz. Trata-se de uma expectativa alta, tanto mais que contamos com um PR de baixo perfil, como sabemos.