segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A desconstrução do triângulo Saraiva, Gradiva e Coelho

Há dias publiquei um ‘post’ a respeito do livro dos mexericos de José António Saraiva, da editora Gradiva e do, então anunciado, apresentador do livro Pedro Passos Coelho.
O citado ‘post’, em dias, ficou prejudicado. Desactualizou-se. Passos Coelho, depois da assumida estupidez de apresentar um livro que não lera, teve uma mágica intermitência dessa estupidez, convencendo o Arquitecto Saraiva, especializado em interiores de privacidade, a desobriga-lo da cerimónia, marcada para o ‘El Corte Inglés’ que, entretanto, já se desvinculou de abrigar o sórdido acto.
Sem um vértice e um dos lados, Coelho, o triângulo desfez-se. Restam dois segmentos de recta, de uma geometria mórbida: a Gradiva e Saraiva.
A editora, que até desfrutava de algum prestígio pelas publicações que acolhia, terá de viver com esta mácula, até que outros livros respeitadores dos cânones da literatura séria a demovam com o tempo.
Quanto a Saraiva, presumo não haver terapias que o livrem do absurdo comportamento mental. Na revista ‘Sábado’ li uma entrevista sua, de causar vómitos. O Arquitecto-jornalista faz afirmações que me causaram perplexidade e me levaram à conclusão, fácil, de que o homem está louco. Afirmou, por exemplo: “Este livro vai ser um clássico de literatura política”. Como quem diz: “Juntar-se-á à biografia de Churchill, aos livros André Malraux, George Orwell ou do ainda vivo e jovem Fareed Zakaria e a muitos mais actores ou estudiosos da actividade política que ficarão indelevelmente associados à História da Humanidade.
O mais ridículo dos objectivos de Saraiva é a declaração de que tem pretensões ao Nobel da Literatura. Nem consigo classificar esta anormalidade.