sexta-feira, 7 de abril de 2017

Tropecei na hipócrisia

A dona hipócrisia surgiu, de súbito, à minha frente. Inesperada e cruelmente. Baixou os olhos que outrora reluziram. De ar sisudo, no passado sorridente, mostrou ser a mulher, falsa, que deveras mente.
E ela lá foi, passo aqui, passo acolá, no caminho distinto do meu. Ainda bem que assim foi, penso, pois a hipócrisia é companhia que dispenso.
Senti o alívio de ver pelas costas a "amiga" que não me viu e que, maldosamente, isso fingiu. Lá prosseguiu ela por ali e eu afortunadamente por aqui, no percurso da honra e verdadeira amizade que sempre preferi. 
Não lhe devo um cêntimo, nem sequer um tostão, e se a reencontrar, dir-lhe-ei apenas: "Dona hipócrisia, não quero saber quem é!, porque já a conheço profundamente e de si espero tudo o que de pior há em gente reles."