segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ivanka à mesa do G20

Ivanka Trump na mesa do G20, entre May e Xi Jiping
O episódio de Ivanka Trump se sentar à mesa dos líderes do G20 causou uma onda de diversas críticas, piadas e comentários.
A atitude de Ivanka até acaba por ser natural, em função do tipo de personalidade grosseira, ignorante, e recheada de embustes do pai Donald.
No entanto, é de sublinhar que, se de Trump tudo de mau se espera, já no que diz respeito ao G20, e sem nunca se aguardar grande coisa, o magno grupo agora ficou ainda mais desacreditado. 
Saliento que este G20 em Hamburgo foi óptimo para Trump negociar, na próxima Polónia, a venda de 7 mil milhões de armas ao governo de extrema-direita no poder, mas, acima de tudo, a reunião magna dos 20 países criou a oportunidade de ouro de, pela primeira vez, o Presidente dos EUA se avistar com Putin em reunião de cerca de 2h30m, quando a duração prevista era de meia-hora. Superiormente inteligente, o Presidente da Rússia vai extrair benefícios da superficialidade do grosseiro e básico Trump. Esta hipótese já está a causar apreensões entre sectores de opinião norte-americanos.
Regressando ao incidente 'Ivanka à mesa do G20', e optando pelo lado lúdico do caso, cismo no que seria dito e escrito em certa comunicação social, incluindo parte da portuguesa, se os protagonistas fossem a filha do Presidente do México e o pai; ou da África do Sul, da Argentina ou de outros países do Hemisfério Sul e da Ásia - o Brasil é caso especial, porque a Temer bastaria levar a mulher, que tem idade para ser sua filha.
Mas, no aspecto lúdico do ridículo acontecimento, existem algumas críticas bem humoradas no 'The New York Times'. Destaco duas:
  1. O actor Ike Barinholtz escreveu no 'twitter': "Isto é uma coisa totalmente normal para países normais como a Arábia Saudita ou Westeros."
  2. Ted Lieu, democrata da Califórnia, transmitiu na mesma rede social a seguinte mensagem: "Baseado no exemplo de Ivanka, vou perguntar ao Presidente da Câmara, Ryan [republicano] se o meu filho pode sentar-se no meu lugar na próxima reunião da Comissão de Negócios Estrangeiros do Congresso."
Valha-nos, pois, algum humor neste desastrado percurso dos grandes líderes e, consequentemente, da humanidade.