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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Com Avelino, o progresso regressa ao Marco

ídolo
Avelino, o génio
Marco de Canaveses é terra de gente célebre. Nasceram ali Cármen Miranda e Belmiro de Azevedo. Ela distinguiu-se a cantar e a sambar, em terras tropicais Ele, de telemóveis a arroz e bacalhau, serve milhares de lares portugueses.
Cármen tranformou-se em ídolo do Brasil:  “O que é que a baiana tem?”, cantava, enroupada com saias com corte de Candomblé, cingidas à cintura, e de blusa avara a suster o generoso peito – para Marco de Canaveses nem um simples verso.
Belmiro, a despeito de distanciamento, fez questão de demonstrar aos conterrâneos a imagem de homem de sucesso de negócios:  do telefone, da roupa, da Aspirina, da pizza, do arroz, da batata e do grelo, e não sei de que mais.  Belmiro está em diversas frentes. Sem ser visita frequente, ainda assim sempre superou a cantante, oferecendo a Marco de Canavezes um ‘Centro Comercial Continente’. Onde há oportunidade de negócio, ele aí está…
A ironia, porém, é a realidade do homem mais dedicado a Marco de Canavezes ter sido e ser um amarantino de pura cepa. Popularizou a terra nos noticiários das TV’s, ao pontapé e aos gritos, num campo de futebol; foi participante famoso do ‘big brother’ do ‘jet set’ e acabou derrotado na candidatura ao município da sua terra, Amarante.
Agora, para contrariar o ambiente deprimido do País e alegrar as gentes de Marco Canavezes, Avelino Ferreira Torres resolveu voltar a candidatar-se à presidência da Câmara Municipal.
É caso para dizer que um homem genial e o progresso estão de regresso ao Marco. É com esta gente que Portugal progride, tem ganhos de produtividade e se torna uma potência em competitividade. Não é Dr. Paulo Portas?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

TSU: dos trabalhadores aos industriais do calçado

 
O aumento de 7% da Taxa Social Única (TSU) sobre os salários já deu origem à categórica e generalizada rejeição dos trabalhadores. Mais de  700.000 cidadãos saíram à rua, em protesto, Sábado.
Curioso e raro fenómeno é a coincidência da contestação à redução da TSU aplicada ao trabalho por parte dos empregadores. Belmiro de Azevedo, cujo poder de análise não está ao alcance de míopes coelhos, foi dos primeiros a manifestar-se contra – e se ele gosta de ganhar dinheiro! Sabe, porém, que a medida lhe prejudica o negócio.
Agora, com formalidade e objectividade mais institucionais e respeitáveis, foram os industriais de calçado a garantir que a descida da TSU não cria benefícios para o sector e, portanto, não gera a criação de emprego que é objectivo reclamado pelo governo e pela ‘troika’.
 Um dos empresários, neste vídeo, chega mesmo a considerar que, nos custos de produção do calçado (matérias-primas, gastos gerais de fabrico e mão de obra directa e indirecta), os custos com pessoal representam apenas 10%. Isto significa que a quebra da TSU se limitaria a uma redução de 0,575% no total dos custos de produção (10%x 5,75% = 0,575%).
A economia se já é irrisória ao nível do custos de produção, em termos de preço final ainda mais insignificante se torna.
Trabalhei 26 anos em Comércio Internacional (Covina, Quimigal/DOS detergentes e produtos de higiene pessoal e Sociedade Nacional de Sabões). Recuso-me a acreditar que em alguma empresa haja quem desperdice uma oportunidade de exportação por não descer 0,3%, ou mesmo 3% que fossem, no preço de venda.
Entretanto, a ser levada por diante a medida, a lesão da Tesouraria da Segurança Social será duradoura, penosa e - quem sabe? – insanável.
Gaspar e Álvaro nunca viveram a experiência profissional em qualquer empresa industrial. Coelho foi empregado e administrador de empresas de Ângelo Correia. São incompetentes e socialmente insensíveis. Mais explicações para quê?    

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A intoxicação na informação

Estes tempos iniciais do governo PSD-CDS - já o esperava! - estão a ficar marcados por confrangedora submissão e falta de capacidade crítica às notícias da vida governativa. Ontem, ouvi o debate televisivo da SIC, mediado pela dócil Ana Lourenço, acerca do programa do XIX Governo. Salvo isoladissimos rasgos de Helena Garrido, a discussão foi entediante, por falta de profundidade de análise e imparcialidade.
O que se passa em televisão, em registos do género, é idêntico ao que sucede em jornais. O jornal "i", em título, exulta de contentamento: "Vem aí o choque liberal". O "Público" na edição 'on line', a toda a largura, faz alarde com a novidade: "Governo quer alterar feriados e diminuir pontes". Julgo perceber que o júbilo, na redacção do 'Público', se deve aos benefícios do Eng.º Belmiro nos negócios do 'Continente' - menos feriados menos gastos salariais e menos pontes mais compras. Para o ano, a festa com o Tony Carreira ainda será mais participada.
Tudo isto cheira a intoxicação, mas há ainda a contar com a desinformação. Vejam estes títulos:

Défice do OE no primeiro trimestre foi de 8,7% do PIB


Défice orçamental atinge 7,7% no primeiro trimestre

Afinal onde ficamos? 8,7% ou 7,7%? O 'Jornal de Negócios', obviamente, é que está certo.
Como se poderá ver no 'site' do INE, nas contas nacionais, o valor de 7,7%´, no final do 1.º trimestre de 2011, corresponde ao défice de uma anuidade, isto é comparado com o período hómologo de 2010. O objectivo, não esqueçamos, é atingir 5,9% de défice do PIB no final do ano de 2011. Os 8,7% do 'Diário de Notícias' referem-se à diminuição das necessidades de financiamento das Administrações Públicas, no 1.º trimestre deste ano, o que é coisa distinta.
Enfim, é o jornalismo que temos. E que provavelmente, não todos, merecemos.