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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A utilidade de ler Pulido Valente

Trata-se de um homem culto. Sem dúvida. Enfrenta o defeito de se fazer a mares encapelados. Ora, aderna a estibordo, ora a bombordo, em navegação estonteante. Todavia, nas ocasiões, mais raras, em que se deixa levar pelo mar calmo da razão, sem destilados rancores, é um autor de prosa útil e esteticamente agradável.
Sem cerimónia e no jeito frontal, despedaça Seguro, em certeira análise, na crónica publicada no ‘Público’, de que destaco o seguinte texto:
Creio que, recorrendo às fundamentações invocadas, é impossível deixar de chamar a Seguro, aquilo que, de facto, ele é e sempre foi: um inepto de graves limitações intelectuais e culturais, dotado de uma ambição infinita de ser primeiro-ministro de Portugal.
Com as características de personalidade que o marcam, a golpada, o populismo e a falta de honestidade são, entre outros factores negativos, os trunfos com que se propõe prejudicar gravemente a democracia e o hemiciclo da esquerda na AR. Que desapareça e depressa! E que leve mais uns quantos com ele!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Vasculho Pulido Valente falou ao 'i'... hi, hi, hi, hi!


O Jornal 'i' também não sai bem desta fotografia, onde se vê a figura triste de Vasco Correia Guedes - ou Vasco Pulido Valente, escolha-se - com uma nuvem de fumo, um olho aberto e outro meio-fechado, a decorar a ébria declaração:

"Não devemos nada aos capitães de Abril"
Quem deve mesmo muito à falta de decência é o dito Correia Guedes, o director, o entrevistador que recolheu as declarações e o paginador do 'i'.  

Tratando-se de uma anedota pegada, o melhor, em homenagem aos referidos figurantes, é dedicar-lhes uma 'cançãozinha': 


domingo, 9 de março de 2014

Quando Pulido Valente decide acertar

Usufruo de direitos elementares reconhecidos à generalidade dos cidadãos; embora, neste momento e como sucede com centenas de milhares de outros, parte de direitos fundamentais tenham sido desrespeitados pelo actual governo.
No dia-a-dia da vida, tenho o direito de criticar opiniões de quem discordo, assim como de louvar quem escreve e me merece concordância – Pulido Valente, pelos tons desarmónicos de certos textos, é um autor de artigos de opinião com quem mais tenho tido e manifestado divergências, recorrendo eu próprio a um sarcasmo talvez excessivo.
Todavia, e sempre em respeito por tudo o que integra os meus princípios e convicções e, em especial, uma experiência de vida bem-sucedida, mas marcada pela dureza e por adversidades como tantas outras, sobretudo as máculas profundas do despotismo do regime de Salazar e Caetano. Pulido Valente, na edição do ‘Público’, denuncia essa tirania sob o título ‘O empobrecimento’.
Com efeito, desta feita Pulido Valente decidiu acertar em cheio na ‘mouche’, não lhe escapando a política do falso e ignorante, Passos Coelho, e da corja que o acompanha. Sem a menor relutância, trago o artigo de Pulido Valente à conversa, destacando parcelas do texto que reflectem a vida de carências e sacrifícios que o povo português conheceu durante décadas – Passos Coelho, com a infância em Angola e regressado no início da adolescência ao lugar de colonos nababos que consideravam “África é aqui” é, de facto, um néscio na matéria.
Eis, pois, alguns trechos de ‘O empobrecimento’ que destaco:
1.º §:
“O primeiro-ministro anunciou que Portugal não voltará tão cedo, se voltar, à relativa prosperidade de 2011. Outras personagens que o apoiam e o aprovam prevêem tranquilamente o empobrecimento progressivo do país. Nenhuma delas parece ter vivido os tempos de fome e desespero que duraram muito mais de 40 anos, durante a República, Salazar e Caetano.”
2.º §:
“Com 30 anos no “25 de Abril”, não me esqueci depressa do que era a vida nessa altura. Não falo da esquálida miséria do campo, que numa região rica a uns quilómetros de Lisboa, em que as pessoas trabalhavam o dia inteiro, envelheciam depressa e morriam de qualquer maneira, sem diagnóstico e sem assistência. Como não falo da província – do Minho ao Algarve – onde o horror se tinha tornado a normalidade. Na falta de uma experiência directa, seria um impudor.
3.º § parte:
“O Portugal de hoje não conseguiria nunca perceber o Portugal de 1950 ou de 1960. Agora, até se glorifica o crescimento da economia e a estabilidade financeira do regime. O primeiro-ministro com certeza nunca se deu ao trabalho de imaginar aquilo a que a pobreza haveria condenado um rapazinho de Trás-os-Montes com uma mediana boa voz. Nem lhe descreveram o deserto que foi Lisboa nessa época de chumbo, onde ir ao café ou a um cinema de “reposição” tomavam as proporções de um acontecimento...”
Se Pulido Valente escrevesse sempre assim, i.e., nunca abandonasse o lado do rigor e da verdade para enveredar pelo repulsa e ofensa gratuitas a Pacheco Pereira e outros intelectuais, nunca teria da minha parte a mais ténue das críticas. Todavia, há muitos escritos em que opta pelo disparate e pela incoerência. É pena.

domingo, 12 de maio de 2013

Um bom artigo de Vasco Pulido Valente

A maioria das vezes estou em desacordo com Vasco Pulido Valente. Já o manifestei de forma activa e, em alguns casos, sem a mínima cordialidade. Antes pelo contrário.
Contudo, discutida ou combatida a opinião sobre um tema, não tenho a menor relutância de, por caminho oposto, elogiar quem exprime pensamentos certos. Nestes casos, a minha concordância reflectem, acima de tudo a preocupação pela situação grave a que Portugal chegou, constituindo uma espécie de patologia política, económica e social progressiva de fim é invisível, muito para lá do sórdido horizonte com que temos pela frente.
Ler aqui o artigo de VPV, "Uma nova era".    

domingo, 1 de julho de 2012

O cuspo

Vasco Pulido Valente‘O susto’ é o artigo de Vasco Pulido Valente no ‘Público’. O conhecido intelectual volta a expelir vapores de ira e bafio. Os promotores do ‘Congresso Democrático das Alternativas’, a realizar em 5 de Outubro próximo, são os visados.
Declaro não integrar a organização do evento ou o núcleo de subscritores do respectivo manifesto.
O estilo do filósofo-historiador é recorrente na desbragada humilhação e insulto a quem, na hora, lhe vem à mente. Não dignifica, antes prejudica, a imagem do jornal. Na qualidade de leitor-assinante, expresso total desacordo.
Basta lembrar-nos da fala enrolada, pastosa, a passos imperceptível, na TVI, para imaginar que, se o homenzinho escreve no estado com que comunicava com Manuela Moura Guedes, então estamos esclarecidos, quanto à causa das prestações no ‘Público’. 
De entre outras coisas, VPV a propósito da participação de militares de Abril escreve:
Há muitos "militares de Abril" (como eles próprios se anunciam), que devem andar pelos 70 anos, com 35 de frustração e anonimato…”
VPV nasceu a 21 de Novembro de 1941. Tem exactamente 70 anos e, a despeito de idade idêntica aos por si criticados,  parece que ainda  é investigador coordenador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. De resto, viveu grande parte da vida à custa de dinheiros públicos; ou seja, também à custa de contribuintes, como eu, que sempre trabalhámos no sector privado e tivemos dois subsídios eliminados. Para sempre? Quem sabe?
Imagino que, por ingestões agressivas, VPV tenha danificado o véu palatino e sofra de patologia de salivação excessiva. No caso, até dá jeito. Altera-se o título do artigo para ‘O cuspo’.