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sexta-feira, 8 de junho de 2012

A descredibilização das estruturas institucionais da UE

schengen‘O espaço e a cooperação Schengen’ tem sido, desde sempre, tema de controvérsia entre países europeus e no seio das suas sociedades. Recorde-se que o início do debate remonta a 1985, ano em que a totalidade dos ‘Estados-Membros’ não chegou a acordo. França,  Alemanha,  Bélgica, Luxemburgo e Holanda deliberaram, então, criar entre si um território sem fronteiras, denominado “espaço Schengen”, em honra da cidade luxemburguesa onde os primeiros acordos foram firmados.
Portugal e Espanha, saliente-se, só aderiram ao acordo em 25 de Junho de 1991; isto é, 5 anos depois do ingresso na UE.
Os protagonistas e peripécias do acontecimento provam a falsidade da tese de única responsabilização dos países do sul da Europa por acrescidos riscos de insegurança, exposta em comentários a esta notícia.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Merkel e Hollande em Berlim, à volta da Grécia

Arrancou em Berlim a era Merkel-Hollande. Do ponto de vista das emoções e afectos, fotógrafos e operadores de câmara tiveram de se contentar com imagens mais frugais. Aos sorrisos, beijos e até uma certa sensualidade do casal ‘Merkozy’, sucede agora a sobriedade institucional do ‘Merkande’  - fusão onomástica, acrónimo identificador ou aquilo que se queira chamar, em respeito pela substituição do elemento masculino do par.
Ao que se percebe das notícias de diversas fontes, 'Público', 'El País' e 'Le Monde' e ainda esta última, em encontro frio e de mútuo respeito, Merkel e Hollande escolheram a Grécia como tema principal das conversações. Ambos garantiram defender o objectivo de manter aquele país na ‘Zona Euro’. Curiosamente, a longilínea e sorridente Lagarde, directora-geral do FMI,   admite a "saída ordenada" da Grécia do euro. Krugman, por seu turno, vai ainda mais longe. Vaticina a saída do euro da Grécia e dos restantes países; ou seja, a extinção da moeda europeia. Krugman, no entanto, é um comentador muito volátil, como testemunhámos em Lisboa.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O doce eixo franco-alemão


Eis uma magnífica representação da 'doçura do eixo franco-alemão'. O que esta imagem sugere? Paixão, amor ardente, deslumbrado afecto? Se calhar um pouco de tudo isto ou algo de diferente, de bastante diferente. O par encontrou-se em Berlim para chegar a uma posição comum sobre o resgate da dívida grega e as medidas eficazes (?) para o problema das dívidas soberanas e de sustentabilidade do euro. O que será?
Doce na imagem, este diabólico dueto sob a capa da prepotência (dela) e da cretinice (dele) poderá estar a comprometer a continuidade da UE, o que transcende a zona euro e afectará com gravidade a vida dos povos da velha Europa.
Do próprio Barroso já chegam apelos lancinantes; mas também na imprensa internacional, o 'Le Monde' por exemplo, existem reptos para que Merkel e Sarkozy estejam à altura na cimeira que se iniciará esta manhã.
Oxalá estejam, mas não faço prognósticos. Como no futebol, resultados só no fim dos jogos!