segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Vitória de DILMA e 16 anos do PT na Presidência do Brasil

DILMA REELEITA

O acto eleitoral visou a escolha do Presidente da República do Brasil para um mandato de 4 anos. Com 99,86% dos votos contados, o desfecho, favorável a Dilma Roussef, registou os seguintes valores:


Sem se afastar das previsões das últimas sondagens publicadas pelo jornal ‘Folha de São Paulo’, a vantagem de Dilma situou-se na ordem dos 3,28%. Trata-se de uma margem limitada. No fundo, a reflectir um Brasil dividido em duas partes iguais.
Nos últimos tempos, Dilma sentiu a política do PT na Presidência muito contestada nas ruas, em especial em São Paulo – a estrondosa derrota na capital económica do Brasil é sintomática. 
Terá de ser determinada na mudança de estilo e de alguns companheiros nada aconselháveis em cargos e gabinetes da presidência. Ser-lhe-á exigível aprofundar as políticas sociais dirigidas ao avanço do programa de erradicação de pobreza e melhoria das condições de vida da classe média. Terá igualmente de demarcar-se com clareza dos escândalos de corrupção, caso da Petrobras e outros, demonstrando não ser minimamente conivente com atentados contra o interesse nacional.
Dilma, creio, tem condições para trilhar estes caminhos e triunfar. A oportunidade de desmistificar e contra-atacar o torpe ataque da revista ‘Veja’, se aproveitada, levará o povo brasileiro, em mais vasta maioria do que na votação, a apoiar o próximo e último mandato de  Dilma que, forçosamente, impõe a colaboração de governantes probos e de qualidade político-profissional inquestionável.
De facto, somente uma política rigorosa, paradigmática e de um Estado capaz de intervir em benefício dos mais desfavorecidos saberá silenciar os “Aécios” e outros eventuais ‘bons vivants’ que, por cá, também existem e têm as suas ‘santanetes’ e os mimetistas desse estilo social.
Uma nota final: o Cunha do ‘Blasfémias’ divertiu-se ao descobrir que determinado jornal usara uma “versão margarina para barrar das eleições brasileiras” (sic). Através da vitória de Dilma, espero que, com Becel, Planta ou Vaqueiro, o Cunha tenha aprendido que “há barrar e barrar, há rir e amuar” (Obrigado, Alexandre O’Neill).