Mostrar mensagens com a etiqueta Alberto João Jardim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alberto João Jardim. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Democracia ao ar livre

deputados_Madeira
Alberto João Jardim conseguiu o inimaginável: unir os oito partidos da oposição ao PSD, do PT de Coelho ao CDS, para subscrever um ‘pacto pela democracia’, em plena via pública. Que eu saiba, trata-se de um episódio original, insólito e insusceptível de se repetir em qualquer outra região da UE do século XXI.
O presidente Cavaco Silva – o Sr. Silva de idos tempos – já havia sido compelido a receber no hotel os membros da oposição do Parlamento Regional. Que fará ele agora, já que os autores do pacto pretendem reclamar-lhe directamente decisões contra a prepotência de Jardim e o grupo de amigalhaços do poder, dos negócios e das palhaçadas, incondicionais subservientes do chefe Jardim.
E quanto ao “PSD do Contenente”? que diz Passos? Espero mesmo que seja Passos a falar. O Relvas emudeceu e está em exercícios de musculação. Vai regressar mais forte. Talvez mais gordo. Com políticos, a significância das palavras é frequentemente volátil.   

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Jardim a desbaratar o nosso dinheiro

De Alberto João Jardim, como político e homem,  nada surpreende.  Destemperado e boçal no comportamento e sem o menor respeito por compromissos políticos sobretudo com o poder central, tudo se pode esperar, do pior claro, da vida pública de Jardim.
No entanto, como o homem é do PSD, partido dominante da coligação e há um enxame de anteriores dirigentes ‘laranja’ lhe acham imensa piada, até o Sr. Silva e o Prof.Marcelo, o político madeirense persegue a marcha imparável da indisciplina, da prepotência e do total desrespeito pelo interesse nacional. Agiu sempre com um grande à-vontade, certo da conivência e dos receios de quem o deveria punir. É um dos nossos inimputáveis.
Agora, nas barbinhas do troca-tintas Coelho e do pastoso Gaspar, AJJ vai emprestar – ou esbanjar? – 259 milhões de euros, de fundos públicos a 5 sociedades de desenvolvimento (?) regional, todas em situação de falência técnica, dizem o Tribunal de Contas e a Inspecção-Geral de Finanças.
Acrescente-se que a referida verba provem do financiamento de 2012, no âmbito do Programa de Ajustamento Financeiro.
Caso para lhe dizer: “Ó filho ajusta, ajusta que os funcionários públicos no activo e reformados, e ainda os pensionistas da privada, com os restantes portugueses, pagam e o Gaspar de ti tem medo…desbarata lá o nosso dinheiro!”.
Ah, esquecia-me: “A culpa é sempre do Sócrates, de maneira que estás à vontade, Alberto João…” 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dívidas ocultas e o segredo de Estado

Cavaco e Jardim olham para o horizonte do défice

Informações do 'Público' asseguram que o Presidente da República, Cavaco Silva, e a Procuradoria-geral da República (PGR), no final de Julho, eram conhecedores das dívidas ocultas da Madeira.
Com os homens do poder laranja, no Continente como nas Ilhas, o PR usa uma larga bitola de complacência e discrição; em contraste, por exemplo, com o duro discurso que fez na tomada de posse, na AR, em Março deste ano. Não se eximiu de pedir um sobressalto cívico dos portugueses, acenando à juventude então revoltada. Usou um estilo inabitual no perfil de tecnocrata circunspecto e de sorrisos geométricos.
No caso das 'dívidas ocultas' pelo governo de Alberto João Jardim, Cavaco Silva opta por ser tolerante. Trata do caso como fosse "segredo de Estado", classificação que, de todo, não é aplicável às dívidas madeirenses. Trata-se de dívida pública, integrada nas contas públicas nacionais e, assim, o que é público é público, não se abrigando sob o conceito de segredo de Estado. Até porque, cedo ou tarde, os portugueses viriam a saber a verdade.
A gravidade do caso justifica que, esta tarde, Presidente e Primeiro-Ministro tomem uma atitude de firme condenação pública de Jardim, promovendo a aplicação da lei no arquipélago da Madeira; em coerência, de resto, com a reclamação de punição judicial defendida em jantares de campanha eleitoral por Pedro Passos Coelho.  

Jardim inspirado em S. Tomás de Aquino

De início, Alberto João Jardim negou com veemência a ocultação de dívidas públicas antigas, pelo governo madeirense. Agora, admite que, por causa da lei de finanças regionais de José Sócrates, terá optado por continuar grandes obras sem manifestar as despesas ao Estado central - "esconder o jogo" é a expressão do desconcertante político para os 1.133 milhões de euros não contabilizados - escudando-se com o 'princípio de legítima defesa'.
A despeito de se poder esperar tudo de Jardim, interroguei-me a mim próprio sobre a razão que teria levado o político madeirense, de um dia para o outro, da negação à confissão clara das irregularidades, afinal cometidas pelo seu governo de forma consciente e deliberada. Pensei, pensei e intuí uma razão, para mim plausível: Alberto João foi aconselhado pelo Bispo do Funchal.
Na 6.ª feira, ao final do dia, imagino eu, o político confessou a maldade a D. António Carrilho. Este ouviu-o com paciência divina, reflectiu e no final rematou": - Alberto João, meu santo filho, confessas ao povo e vais invocar o 'princípio de legítima defesa', sagrada herança moral do bendito São Tomás de Aquino .-
Alegre, saltitante e a cantarolar, Jardim deixou a diocese com a chave para solucionar o problema: a 'teoria do duplo efeito'. Inspirado por São Tomás, no fim-de-semana exultou as virtudes das obras feitas - efeito bom - com a ocultação da despesa - efeito mau.
As energias do truculento político, mais uma vez, robusteceram-se e o jardinismo continuará, menos mas ainda assim pujante para lá das eleições regionais. Graças a São Tomás de Aquino, ao senhor Bispo e a uma maioria de eleitores madeirenses; estes habituados há mais de 30 anos a viver com o reforço de dinheiros que, descoberto ou oculto, o “colonialista Contenente” vai financiando. Não são os principais culpados. Na classe política portuguesa em geral, e em especial no PSD dos actuais PR e Governo, é que se encontram os responsáveis máximos dos desmandos de Jardim. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Quem coloca a barreira é o Jardim

Alberto João Jardim avança a barreira do défice

Ofereçam Madeira de vez ao Jardim! A ele, ao Jaime Ramos e a todos afilhados e acólitos do tirano poder ilhéu. Preferível a doação a sermos nós, os portugueses do Continente, a pagar favas e contas do descabelado político laranja.
Como a imagem ilustra, é de Jardim o poder de colocar as barreiras e definir limites. Ele manda e quem paga somos todos nós. Esta notícia, de grosseira ocultação e trafulhice nas contas públicas da Ilha da Madeira, refere-se a centenas de milhões de euros gastos e não manifestados nas finanças do Estado.
O poder laranja assobia para o lado, como é habitual. Passos Coelho ainda vai dar uma ajudinha à reeleição do artista. Mas, quanto a acção judicial, nada se passará. O Tribunal de Contas não tem poder sancionatório e, de resto, o Alberto João é inimputável. Este tipo de casos, em Portugal, resolve-se com paciência e dinheiro; porém, a larga maioria dos portugueses já não tem uma coisa, nem outra.