segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Uma aula magma de Vítor Gaspar

Lio de Vtor Gaspar
 
Magma, no título, não é lapso. É mesmo magma = massa pastosa de materiais em fusão.
Para mero ensaio da exposição ao próximo Conselho de Estado, Vítor Gaspar pediu a um companheiro de governo e do BdP (será o Rosalino?) para explicar a alunos de ‘Introdução à Economia’, os modelos macroeconómicos e econométricos que serviram de base ao OGE de 2013.
Para quem tenha eventuais dificuldades, o ministro das Finanças, de voz calma e alargadamente pastosa, vai explicar tudo direitinho na ‘Comissão de Economia e Finanças’ da AR, em especial ao deputado Honório Novo e com particular devoção, miando ao gato deste último, o homónimo Gaspar.
Igualmente fará uma prolongada exposição à ‘troika’; ou seja,  ao etíope, que ficará branco, ao alemão que ingressará no mundo dos morenos e, por último, ao “careca” que passará a ter uma cabeleira farta, semelhante à do Paul McCartney nos anos 60.
A nós, cidadãos vulgares, não interessa perceber. Apenas temos de pagar, pagar, pagar… e é tudo.

TAP: A sinergia dos mensalões

Sinergy, em português, traduz-se por Sinergia. Segundo o ‘Ciberdúvidas’, em termos de significância, quer dizer:
“[…] sinergia tem o sentido genérico de «cooperação», «acção associada»…”
Quer isto dizer que, sob a cooperação e acção associada do famigerado ministro Relvas e do condenado José Dirceu, no processo do mensalão, haverá cumplicidade, a meu ver com indícios de atentado ao interesse nacional, na alienação do valioso activo estratégico nacional, designado TAP? 
Se atendermos – e não há razões para duvidar – à notícia do ‘Público’, fica-se ciente, sem dúvidas, que estamos perante uma acção contra o património estratégico nacional, em que Relvas, ao contrário da imaculada imagem propagandeada, revela indícios de interessado promotor do negócio.
A referência do ‘Público’ diz respeito ao texto do bloguer de ‘O Globo’, Ancelmo.com, a seguir reproduzido:
o globo 
O texto, daqui retirado, tem o seguinte conteúdo:
O amigo português
Quem está ajudando o empresário brasileiro-colombiano Germán Efromovich a comprar a TAP é o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares de Portugal, Miguel Relvas.
O ministro tem amigos influentes no Brasil — inclusive, Zé Dirceu. “
Com os casos ‘Tecnoforma’, ‘Foral’, TAP e RTP, poucas dúvidas me restam que, de Sócrates a Passos Coelho, de Jorge (também) Coelho a Miguel Relvas, a distância é milimétrica, variando, apenas, nos alvos em jogo.
O que, a muitos milhares dos cidadãos, causa enorme perplexidade é constatar que, independente do poder governamental necessariamente partidarizado, não haja uma voz ou acção de magistraturas soberanas contra manifestações de indícios de acções lesivas do interesse nacional. Nem Presidente da República, nem Ministério Público ou outra instância competente tem a ousadia de usar de poderes que a lei lhes confere, para julgar e provavelmente jugular os interesses dos protagonistas nacionais, autores destes atentados contra os supremos interesses do País.
Amanhã, os trabalhadores da TAP vão manifestar-se contra a nacionalização da companhia. Na “Rua”, o que causa ataques de psoríase e afrontamentos a D. Policarpo. Poderá ser infrutífero, mas será patriótico e consequentemente louvável. Estou ao lado deles.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Ó Passos: aguenta, aguenta

Ulrich: Declarações de Passos “são um insulto e não são verdade”.

(Retirado do Jornal de Negócios – publicado hoje, às 18:12)
Fernando Ulrich, presidente do Banco BPI reage, assim, às afirmações do primeiro-ministro que defendeu hoje a necessidade de uma maior tributação das pensões mais elevadas.
“No caso das pensões a cargo de fundos de pensões, as declarações do primeiro-ministro são um insulto e não são verdade”, afirmou Fernando Ulrich ao Negócios.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje a necessidade de os reformados com pensões mais elevadas darem ao Estado um “contributo maior”, o que na sua opinião não viola a Constituição da República.
Tais pensões elevadas, segundo o primeiro-ministro, “não correspondem ao valor dos descontos que essas pessoas fizeram” ao longo da sua carreira contributiva”.
O primeiro-ministro disse que “há pessoas que estão reformadas e que têm reformas que são pagas por aqueles que estão hoje a trabalhar”, que “nunca terão” reformas desse nível. Os jovens que agora começam a trabalhar “vão ter pensões e reformas de acordo com toda a sua carreira contributiva”, frisou, sem nunca se referir directamente ao eventual pedido de fiscalização sucessiva do OE a efectuar pelo Presidente da República junto do Tribunal Constitucional.
Os fundos de pensões dos bancos, ao contrário da Segurança Social são fundos capitalizados. Ou seja quando os bancos transferiram os fundos para o Estado (o que aconteceu há um ano com o objectivo de baixar o défice orçamental) eles foram transferidos incluindo todas as responsabilidades.







Acima Dilma! Abaixo o “Acordo Ortográfico’!

Dilma RousseffSou um admirador de Dilma Rousseff. Motivado pela carreira de combatente de causas em defesa do progresso social e económico : viveu, ao vivo, o Maio de 68 em França, afrontou a ditadura militar brasileira a ponto de ficar prisioneira quase 4 anos, mas, depois de tanta luta e sacrifícios pessoais, saiu vencedora.
Atingiu, com o apoio maioritário do povo e de intelectuais, a Presidência da República do Brasil – Óscar Niemeyer, recentemente falecido, esteve com ela na campanha e assistiu esforçada mas entusiasticamente a um comício de campanha no Rio de Janeiro, acompanhado do sobrinho Chico Buarque.
Dilma, entretanto, tem feito várias limpezas dessa tenebrosa congregação, chamada “mensalão”.  
Mas, outras limpezas se seguem. Se estas notícias se confirmarem, Dilma está decidida a outra varredela: “adiar a plena aplicação do Acordo Ortográfico”.
Que por tempo indeterminado, necessariamente longo, até ficar arrumado definitivamente no candomblé do alheamento – é o meu desejo.
(Um saudação aos Nabais, sem ortigas e nabos; esta é planta crucífera que, neste cozinhado, se propunha crucificar a nossa escrita.)

O Coelho, o empobrecimento e os reformados

Pedro_Passos_Coelho_1Passos Coelho, a quem a actividade política, passada e actual, garante rendimentos imoralmente elevados, licenciou-se pela Lusíada em 2001, trabalhou na famigerada Tecnoforma, a tal do ‘Foral’ do Relvas, a partir de 2000. Tinha, então, 36/37 anos.
Prosseguiu a carreira profissional na LDN em 2001, tendo em 2004 ingressado na Fomentivest, de um conhecido, hábil e talentoso político-empresário. Sobretudo, um veterano de perfil de admirador caloroso e incondicional de jovens talentos – equivalentes ao tipo de modelo, que excluído o desprezo de valores e referências cruciais, se afirma, em especial, através  de aspectos físicos e porte de excelência.
Governando-se bem no domínio de cargos políticos, NATO incluída, Passos, de licenciatura e ingresso no mercado trabalho tardios, e impulsionado pela velha cunha, empolgou-se hoje, em Penela, para , entre outros disparates, afirmar:
Este acepção de “pensões mais elevadas”, por imprecisa, é própria do mais comuns dos ignorantes, porque transgride a regra do rigor e da mensagem inequívoca a que um estadista está vinculado. Tributar pensões de 1.350 € com uma taxa especial específica de 3,5%, mais 3,5% de sobretaxa de IRS e ainda o agravamento decorrente das novas tabelas do mesmo IRS – ‘troika’, lembre-se, estabelecia no memorando um agravamento de sobretaxa de 3,5 a 10% a partir de 1.500 € (ponto 1.11).
O elevado, o muito, o pouco, o bastante e outros termos do género estão excluídos da linguagem científica e, consequentemente, do rigor político.
Passos Coelho, submisso, por ignorância, ao incompetente e neoliberal Gaspar, nem se apercebe, como ignora espécie, da asneira de defender a constitucionalidade do OGE de 2013 em matéria de pensões e de outros domínios contrários à “Lei Fundamental” do País.
Como vão longe os tempos das ‘Doce’ e da leviana vida gozada, com dinheiros da política, até ser quase quarentão!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

RTP: ‘Holdnews’ e as ‘old news’

Da xenofobia à defesa legítima do interesse nacional vai um passo de  gigante. Conheço bem Angola, sem que – saliente-se – nunca lá tenha vivido. Sei como ao longo de anos funcionaram e funcionam os famosos "esquemas".
Conheço, pois, perfeitamente como alguns "esquemáticos" – angolanos, portugueses, judeus e de muitas outras nacionalidades – abocanharam os meios de fortunas pessoais.
A prova de que, em relação à RTP, não estou a reagir em obediência a pensamento xenófobo é, além do referido no primeiro parágrafo, considerar que a responsabilidade principal do desmando recai sobre alguns ou algum dos “patriotas” que referi neste ‘post’, em Agosto passado.
De um país, Angola, em que o controlo e a censura governamentais sobre a comunicação social, sobretudo na perseguição a adversários internos, e que, por exemplo, impede advogados de outras nacionalidades de exercer a profissão nas suas fronteiras, e muitos outros casos poderia invocar, recuso-me a ficar mudo e quedo quando os senhores da Holdnews decidem classificar de xenófobo  e dizer o que lhes vem à cabeça sobre quem crítica a alienação indevida do serviço público de televisão de Portugal. Ainda para mais através da venda de, apenas, 49%, ou seja, um valor relativo elevado mas  minoritário.
Tão preocupados com os “interesses das partes”, desses senhores, fico sensibilizado mas, pelo sim, pelo não,  aconselho os meus concidadãos a proteger “as partes baixas”. 

ANA, os erros de Gaspar conduzem à renegação da soberania

ANA
Anuncia o ‘Expresso’ que o contrato de concessão da ANA foi assinado hoje. Antes mesmo da hora-limite (17h) estabelecida para a entrega de propostas da privatização da empresa aeroportuária.
Vítor Gaspar, esse génio que falha objectivos atrás de objectivos orçamentais, prevê, com o contrato da concessão da ANA, a fixação do défice público em 5%.
Mais uma engenharia financeira, pelos vistos aceite pelo EUROSTAT e igualmente pela ‘troika’. Em 2011, o sinistro trio, FMI-CE-BCE, tinha jurado solenemente que, em termos de redução do défice através de receitas extraordinárias, o encaixe do ‘fundo de pensões da banca’ seria a última operação permitida. Não foi e mais, Gaspar falhou duplamente: concessionar a ANA e mesmo com esta  foi-lhe permitido que a meta inicial, 4,5% de défice, tenha sido incrementada para 5%, ou seja, um desvio da ordem dos 11,11%.
Como Cavaco, Gaspar e outros deuses menores, tipo Rosalino, são membros da congregação financeira nacional, neste caso o Banco de Portugal.  Pertencem ao poderoso grupo de personalidades, ou seja, a influente estrutura do ‘Inside Job’ nacional.
No léxico dos financeiros, existem apenas receitas, despesas, saldos, orçamentos e outros vocábulos e referências sintomáticas do género. Por alguma razão, de ignaros, carreiristas ou alienadores do interesse nacional, tornam  Portugal em excepção numa Europa de aeroportos públicos.
Desde sempre que, da soberania e a estratégia nacionais, os aeroportos constituem infra-estruturas do comunicação com o mundo, que o Estado jamais deve alienar, como entende, e bem, a estrondosa maioria dos outros Estados-membros da UE.
Todavia, a época actual é protagonizada por um Coelho, um Portas, um Gaspar e, para encerrar a roda, um Sr. Silva, especialista em deliberar em sentido contrário do que declara, e com ares de provinciana sobranceria.
Anda esta gente a exigir, com crescente dureza, sacrifícios atrás de sacrifícios aos portugueses… para acertarem as contas públicas com sortilégios de feiticeiros de aldeia. 
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

FMI: um era louro, outro é moreno e ambos neoliberais por sentimento pessoal e profissional


“O FMI não aprendeu depressa com os erros cometidos na Ásia Oriental. Com pequenas variações, tentou repetidamente a estratégia das grandes operações de salvamento. O insucesso na Rússia, Brasil e Argentina mostra que é necessária uma estratégia alternativa…”
(Joseph Stiglitz em ‘Globalização-A Grande Desilusão’, pág. 181) 
Da funesta ‘troika’, o 1.º chefe de missão em Portugal foi o louro Poul Thomson, hoje empenhado a submergir a Grécia a milhares de km’s na profundidade da desgraça – Thomson, de nacionalidade dinamarquesa, prestou-se a promover a privatização da EDP, sem considerar que o capital da poderosa DONG ser detido em 76,49% pelo Estado dinamarquês.
Do lado do moreno - etíope que, se patriótico e solidário, deveria empenhar-se nas soluções económicas e sociais para evitar a morte, por fome, de milhares (ou milhões?) de crianças do seu país - tivemos uma conferência na Ordem dos Economistas. Eis alguns extractos das declarações:
O programa português tem tido fortes progressos…”
“Portugal é um dos países que gasta mais em pensões, mas tem uma das maiores proporções de idosos em risco de pobreza Há ganhos de eficiência que podemos fazer aqui.”
“Há riscos para o programa e para a economia…”
No elogio dos “fortes progressos”, relativizou, e apenas aflorou superficialmente, os problemas de quebras do PIB, o crescimento exponencial do desemprego (16,3%) e o acréscimo, acima do programado, do endividamento (actualmente acima de 120% do PIB).
Os riscos de falha do programa são tudo menos riscos. São certezas e Selassie convença-se de que o desfecho em termos de ‘recuperação económica’ é uma miragem.
Ainda assim, o etíope é mais previdente do que o incompetente António Borges, um ex-FMI e Goldman Sachs. Borges considerava há dias que “o ajustamento da economia está feito”. 
Selassie, mais realista, lembra que “um terço do ajustamento ainda está por fazer.”
O que ambos não falam – porque ignoram – é da solução de relançamento da Economia Portuguesa, no tempo e no modo como absorverá parte de mais de um milhão desempregados, em que sectores e com que investimentos.
O equilíbrio das ‘contas externas’, e porque estas funcionam em ordem sistémica, não passa de mera falácia. A queda do poder de compra e o aumento da pobreza, através da redução do ‘Consumo Privado’, têm contribuído para a diminuição drástica das importações. Tal como a falta de investimento que, em Portugal e em sete países da UE em recessão, é poupança compulsiva da importação de bens de formação bruta de capital fixo.
Sem D. Policarpo, jesuítas e membros da ‘opus dei’, oremos os restantes…mesmo os agnósticos e sem fés religiosas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A venda da TAP, crime lesa interesse de Portugal

Se a TAP for vendida a Efromovich ou a qualquer outro, judeu, cristão ou muçulmano, Passos Coelho, sob a permissão de Cavaco Silva, cometerá um autêntico crime lesivo do interesse estratégico nacional.
Efromovich, como a imprensa brasileira já anunciava em 18 de Outubro passado, era o restante candidato, do lote inicial de 13, à compra da companhia aérea portuguesa, em operação então titulada pela Avianca.
O judeu-colombiano-brasileiro confirma no vídeo, de facto, ser o único. Obviamente sem  concorrência, conta apenas com a aprovação ou rejeição da “proposta agressiva”, palavras suas, do governo para comprar ou não a TAP.
Se o governo, vezes excessivas, não tomou à letra o ‘Memorando de Entendimento’ da ‘troika’ para prejudicar os portugueses – retirada de subsídios, aumento antecipado da aplicação do IVA de 23% à energia eléctrica, nível de corte de pensões acima do estabelecido no memorando; enfim, se o governo já teve possibilidades de não cumprir à risca as directivas do sinistro trio (FMI-CE-BCE), também o poderá e deverá fazer neste caso.
Entretanto, lembro as declarações do secretário de estado, Sérgio Monteiro:
Embora os argumentos invocados pelo governante se pactuem por uma perspectiva meramente financeira; sem ponta de lucidez para entender o que a TAP vale para os mais de 5.000.000 portugueses espalhados pelo mundo, nem reflectir nos benefícios económicos indirectos do  elevado valor da plataforma europeia líder nas ligações ao hemisfério sul; mesmo sem esta lucidez, repito, parece haver a probabilidade da TAP continuar a ser património nacional.
A não ser que o secretário de Estado venha a ser contrariado por algum ministro amigo de gente do mensalão, ou de quem circule por  perto. De facto, com o currículo de Efromovich e os conflitos de milhões com a Petrobras, o actual governo, de várias vocações, entre elas, realça-se a capacidade de algum governante fazer negócios em Angola e Brasil – e não é o Paulinho, bem vestidinho, de gravata diplomaticamente armada e com o andar de modelo e, nos últimos tempos, de passo apressado, a desfilar em hóteis de luxo e outros salões da política mundial. 
A TAP, é sabido, já enriqueceu alguns; mas, se há dinheiro dos contribuintes para a banca, por que razão não poderá ser repartido pela transportadora aérea? Ou umas vezes a UE impõe axiomas, outras decide em função de interesses parcelares?

Comissão Europeia: do Nobel à novela do corte das despesas

Gaspar, na (obs)escurido
Gaspar na (obs)escuridão aprovada pela CE
A Comissão Europeia, a querer fazer jus à quota-parte do Nobel da Paz (podre) ridícula e insensatamente atribuído à UE em 2012, demonstra desmesurado empenho na pacificação das sociedades, à custa de pobreza e miséria, e de torpes políticas de finanças públicas.
Essa obra genial das contas públicas, designada por PEC – Pacto de Estabilidade e Crescimento, bem como a componente indissociável da ‘consolidação orçamental’ constituem actos de inaudito pacifismo; tão abstruso, de resto, que já arrastou para os caminhos da indigência muitos dos cerca de 30 milhões de desempregados na UE. Sem considerar outros grupos demográficos: idosos da Grécia, Portugal e Espanha, por exemplo, a viver em paz e na solidão da morbilidade induzida.
A despeito dos idealismos de fundadores e de outras personalidades posteriores, Jacques Delors por exemplo, é visível que para a actual CE – e para essa obscura e desumana figura chamada Vítor Gaspar – o que conta são tão somente as contas. Os cidadãos não!, é óbvio.
Assim, o ex-MRPP Barroso e companheiros da comissão – sim, comissão, sem insinuações a propósito de comissões, submarinos e de tesouros afundados em mares nunca dantes investigados – Barroso e companheiros, repito, manifestam apoio aos ‘cortes das despesas’ no processo orçamental de Portugal para 2013. Isto, argumentam, “devido aos riscos associados ao forte ajustamento efectuado do lado da receita…”
A CE e os ‘Gaspares’, o português é condutor falhado na pista das finanças públicas, ainda não perceberam que nós, cidadãos, já percebemos que certos cortes são meros ‘impostos disfarçados’, dos tais que empolam receitas.
Os cortes excepcionais a que reformados e pensionistas vão estar sujeitos em 2013, por exemplo, e que excedem os parâmetros da ‘troika’ (Memorando de Entendimento, no ponto 1.11) serão desembolsos mensais por apropriação do Estado de valores substanciais,  ou seja, um autêntico imposto retido pelo Estado.
Também evitam tornar claro que este tipo de medidas, a par da condescendência da UE com a banca (Deutsch Bank, HSBC e a intrujice à volta da taxa ‘Libor’ e por aí fora…), estão a criar uma Europa subdesenvolvida, de indigentes e fugitivos que vão procurar noutras paragens condições consignas e próprias de um Estado Social que o governo e a ‘troika’ estão apostados em destruir.