sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ANA, os erros de Gaspar conduzem à renegação da soberania

ANA
Anuncia o ‘Expresso’ que o contrato de concessão da ANA foi assinado hoje. Antes mesmo da hora-limite (17h) estabelecida para a entrega de propostas da privatização da empresa aeroportuária.
Vítor Gaspar, esse génio que falha objectivos atrás de objectivos orçamentais, prevê, com o contrato da concessão da ANA, a fixação do défice público em 5%.
Mais uma engenharia financeira, pelos vistos aceite pelo EUROSTAT e igualmente pela ‘troika’. Em 2011, o sinistro trio, FMI-CE-BCE, tinha jurado solenemente que, em termos de redução do défice através de receitas extraordinárias, o encaixe do ‘fundo de pensões da banca’ seria a última operação permitida. Não foi e mais, Gaspar falhou duplamente: concessionar a ANA e mesmo com esta  foi-lhe permitido que a meta inicial, 4,5% de défice, tenha sido incrementada para 5%, ou seja, um desvio da ordem dos 11,11%.
Como Cavaco, Gaspar e outros deuses menores, tipo Rosalino, são membros da congregação financeira nacional, neste caso o Banco de Portugal.  Pertencem ao poderoso grupo de personalidades, ou seja, a influente estrutura do ‘Inside Job’ nacional.
No léxico dos financeiros, existem apenas receitas, despesas, saldos, orçamentos e outros vocábulos e referências sintomáticas do género. Por alguma razão, de ignaros, carreiristas ou alienadores do interesse nacional, tornam  Portugal em excepção numa Europa de aeroportos públicos.
Desde sempre que, da soberania e a estratégia nacionais, os aeroportos constituem infra-estruturas do comunicação com o mundo, que o Estado jamais deve alienar, como entende, e bem, a estrondosa maioria dos outros Estados-membros da UE.
Todavia, a época actual é protagonizada por um Coelho, um Portas, um Gaspar e, para encerrar a roda, um Sr. Silva, especialista em deliberar em sentido contrário do que declara, e com ares de provinciana sobranceria.
Anda esta gente a exigir, com crescente dureza, sacrifícios atrás de sacrifícios aos portugueses… para acertarem as contas públicas com sortilégios de feiticeiros de aldeia.