terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A venda da TAP, crime lesa interesse de Portugal

Se a TAP for vendida a Efromovich ou a qualquer outro, judeu, cristão ou muçulmano, Passos Coelho, sob a permissão de Cavaco Silva, cometerá um autêntico crime lesivo do interesse estratégico nacional.
Efromovich, como a imprensa brasileira já anunciava em 18 de Outubro passado, era o restante candidato, do lote inicial de 13, à compra da companhia aérea portuguesa, em operação então titulada pela Avianca.
O judeu-colombiano-brasileiro confirma no vídeo, de facto, ser o único. Obviamente sem  concorrência, conta apenas com a aprovação ou rejeição da “proposta agressiva”, palavras suas, do governo para comprar ou não a TAP.
Se o governo, vezes excessivas, não tomou à letra o ‘Memorando de Entendimento’ da ‘troika’ para prejudicar os portugueses – retirada de subsídios, aumento antecipado da aplicação do IVA de 23% à energia eléctrica, nível de corte de pensões acima do estabelecido no memorando; enfim, se o governo já teve possibilidades de não cumprir à risca as directivas do sinistro trio (FMI-CE-BCE), também o poderá e deverá fazer neste caso.
Entretanto, lembro as declarações do secretário de estado, Sérgio Monteiro:
Embora os argumentos invocados pelo governante se pactuem por uma perspectiva meramente financeira; sem ponta de lucidez para entender o que a TAP vale para os mais de 5.000.000 portugueses espalhados pelo mundo, nem reflectir nos benefícios económicos indirectos do  elevado valor da plataforma europeia líder nas ligações ao hemisfério sul; mesmo sem esta lucidez, repito, parece haver a probabilidade da TAP continuar a ser património nacional.
A não ser que o secretário de Estado venha a ser contrariado por algum ministro amigo de gente do mensalão, ou de quem circule por  perto. De facto, com o currículo de Efromovich e os conflitos de milhões com a Petrobras, o actual governo, de várias vocações, entre elas, realça-se a capacidade de algum governante fazer negócios em Angola e Brasil – e não é o Paulinho, bem vestidinho, de gravata diplomaticamente armada e com o andar de modelo e, nos últimos tempos, de passo apressado, a desfilar em hóteis de luxo e outros salões da política mundial. 
A TAP, é sabido, já enriqueceu alguns; mas, se há dinheiro dos contribuintes para a banca, por que razão não poderá ser repartido pela transportadora aérea? Ou umas vezes a UE impõe axiomas, outras decide em função de interesses parcelares?