quarta-feira, 13 de março de 2013

Hollande, o Tozé 'franciú'

 
 
Uma das maiores fragilidades da Europa, e consequentemente de Portugal, reside na falta de qualidade e de capacidade dos líderes políticos. Não acredito em homens providenciais, mas a missão política deteriorou-se há muito, pelo facto do poder cair nas mãos de ineptos e insensíveis sociais.  
O lugar de estadistas de envergadura cultural e política foi usurpado, em vários países europeus, por personalidades cinzentas, de limitados saberes e experiências de vida. É assim que surgem os Coelhos, os Relvas, os Tozés Seguros, toda uma cambada formada nas jotas, que, para serem eleitos, fazem autênticas peregrinações pelo país - a ala esquerda do parlamento, por idiossincrasias ou sectarismo, também não tem revelado condições para se reformar e afirmar como alternativa.
Toda isto vem a propósito de Hollande que ganhou a preferência da maioria dos franceses para substituir, Nicolas Sarkozy, o parceiro moldável de Merkel.
O Der Spiegel, ilustrado por fotografia, confirma que Hollande perdeu o estado de graça dos franceses e precisa:
Hollande, lamento dizê-lo, é uma espécie de antecipação do Tozé 'franciú'. De facto, é triste e causa-me algum incómodo ver o Partido Socialista ser dominado para estes meninos da 'jota' e do aparelho que, com o estrito propósito de se ufanarem de chegar ao poder, relegando para papel secundário a necessidade de servir o País e o seu povo. Exactamente como Coelho com a ajuda do Relvas, correm todas as secções do partido para obter apoios. Hoje em Boticas, amanhã em Olhão.  
É por esta e por outras que, às mãos dos incapazes, Portugal está em processo de degradação contínua, não surpreendendo saber que cada vez mais jovens vendem ou cultivam droga por causa da crise
 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Klaus Regling, o propagandista alemão

Amanhã estará em Lisboa Klaus Regling, director executivo do FEEF e do MEF. Vem em missão de propaganda e promoção da política de austeridade que nos está a ser imposta. A leitura da entrevista concedida ao 'Público' é recomendável, para se perceber quem é e que ideias e interesses representa esta deplorável figura alemã, certamente muito próxima de Merkel e de Schäuble.
Lembremos os trabalhos, equipamentos e financiamentos de bancos do Norte da Europa a autoestradas, PPP, submarinos e, em 2004, 'Jogos Olímpicos' e Metro de Atenas para se ter uma ideia do processo de endividamento dos países periféricos; endividamento esse que, no total, comporta a parcela da dívida pública e, no caso português, outra no valor do dobro respeitante à dívida do sector privado, quase exclusivamente banca.
Será útil tomar em consideração que os subsídios europeus, os tais fundos filantrópicos, fixaram-se em 60% ou 70% das obras subvencionadas, motivo por que a verba complementar de investimento foi-se transformando em dívidas a níveis, de facto, insustentáveis.
Uma UE, e sobretudo uma 'Zona Euro', solidária e respeitadora da soberania dos Estados mais frágeis, deveria ter cuidada concepção e execução das políticas de ajuda,  respeitando a chamada coesão social, tão apregoada pelos primeiros dirigentes da CEE, entre eles Jacques Delors.

sábado, 9 de março de 2013

Hasta siempre commandante


'Hasta siempre commandante' ainda é canção emblemática dedicada a Che Guevara. Publico-a ao jeito de homenagem póstuma a Hugo Chávez - este é o meu primeiro escrito dedicado ao falecido presidente da Venezuela.
No conceito de 'democracia iliberal' do ensaísta norte-americano, Fareed Zakaria, a democracia esgota-se no direito do povo a eleger os políticos. Estes, uma vez eleitos, com frequência desrespeitam aquilo que Zakkaria designa por 'constitucionalismo democrático'; ou seja, as regras fundamentais e disciplinadoras do exercício democrático do poder - a liberdade de expressão, o respeito pela propriedade privada e outros parâmetros de liberdades da vida em sociedade.
Por influência destes conceitos, e de um populismo que a imprensa ocidental denunciava insistentemente, nunca fui adepto incondicional de Chávez. É oportuno, contudo, reconhecer que o que se passou na Venezuela de Chávez, não é essencialmente diferente do que sucede na Rússia de Putin, igualmente eleito, na Índia, em Angola e em diversos países onde o homens do poder são eleitos - vamos esquecer os oligarcas da China, bem como os regimes da Arábia Saudita e dos Emiratos, onde os processos eleitorais são farsas ou nem sequer existem, além de direitos humanos negados.
Dominado pelas cenas de milhões de cidadãos que, de vários pontos da Venezuela, têm vindo dar o último adeus a Hugo Chávez, sou compelido a reconhecer que, afinal e a despeito das minhas reservas, as políticas do falecido presidente da Venezuela têm merecido o reconhecimento de numerosos extractos populacionais desprotegidos e mesmo de indigentes, que os seus antecessores de direita ostracizaram décadas a fio.

sexta-feira, 8 de março de 2013

O truca-truca de Natália Correia

Natália Correia

São José Lapa, conciliando as comemorações do Dia Internacional da Mulher no Parlamento com  homenagem à saudosa Natália Correia, declamou o célebre poema 'Truca-truca'.  
O episódio a que o poema se refere ocorreu em 1982, no debate sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (aborto, dito de forma mais prosaica). Um então obscuro deputado do CDS, João Morgado, adversário do projecto-lei do IVG e pai de um único filho, defendeu que "o acto sexual é para fazer filhos".
Com esta frase, o cretino deputado, caiu sem redes nem outros amparos nas mãos da criatividade e espontaneidade de Natália Correia. Sem delongas, e muito menos sem recurso a tecnologias, a poetisa puxou da esferográfica e de uma folha de papel para escrever de rajada o poema 'Truca-truca' ou 'Ficou capado o Morgado', a seguir reproduzido:

“Já que o coito, diz Morgado,
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca,
sendo só pai de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! – uma vez.
E se a função faz o órgão – diz o ditado –
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.”

A actriz São José Lapa prestou hoje, na AR, oportuna homenagem às mulheres, e a Natália Correia, quebrando o cinzentismo e estigmatizando puritanas deputadas, das leais falsas às desleais de dissimulada de aparente pureza. Morgados e outros amaneirados, é coisa que por lá também não falta.

A Arundhati Roy e às mulheres jamais esquecidas de o ser


É Dia Internacional da Mulher. Cumpro o ritual, homenageando sentidamente as mulheres.
Respeito a efeméride em memória das mulheres emanantes das saudades mais longas da minha vida – as minhas quatro bisavós; conheci-as todas. Jamais sairão da minha memória. Elas e todas as outras com quem urdi diferentes laços familiares ou de amizade. Pesam, sobretudo, os afectos naturais da família, essa célula social elástica. Ora se contrai, ora se dilata, cadenciado pelo ritmo de quem parte e de quem chega.
Às mulheres da minha vida, mas também a todas as outras jamais esquecidas de o ser – algumas, detentoras de poderes de obscena tirania, constituem um terceiro e abjecto grupo que me repugna – presto a minha homenagem através da combatente antiglobalização, Arundhati Roy. Uma mulher de elevado estatuto intelectual e ético. Nascida na Índia, país onde são correntes ignominiosas acções de violência e segregação de mulheres, a luta de Arundhati por um mundo justo adquire maior significado quanto à coragem de combater em meio adverso e que os homens dominam. Eis um trecho do seu livro ‘O Fim da Imaginação’:
"Os jovens trocistas e esganiçados que derrubaram o Babri Masjid são os mesmos cujas fotografias apareceram nos jornais nos dias que se seguiram aos testes nucleares. Estavam nas ruas, a celebrar a bomba nuclear indiana ao mesmo tempo que “condenavam a Cultura Ocidental” esvaziando grades de ‘Coca-Cola’ e ‘Pepsi’ nas sarjetas. A sua lógica deixa-me algo perplexa: a ‘Coca-Cola’ é Cultura Ocidental mas a bomba nuclear é uma velha tradição indiana? "  
A pergunta de Arundhati é provocadora e satírica, mas em simultâneo reflecte a visão que sustenta para os problemas universais da humanidade. Trata-se de um domínio de luta a juntar a tantos outros, alguns bens ancestrais, em que as mulheres têm de se empenhar. Muitas de vós superam os homens nas lutas por transformações sociais, digo-o com convicção e sem hipócrita adulação.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Belém Editora lança 'Roteiros VII'


Com recurso às novas tecnologias de informação e comunicação, e tirando proveito  da combinação de avançados meios das redes sociais, ‘Facebook’, com as técnicas do ‘Marketing Comunicacional’, a Belém Editora está preparada para oferecer em breve a milhões de portugueses o lançamento da obra de profundidade e maturidade intelectuais incomensuráveis –  ‘Roteiros VII’.
O  referido livro, de natureza política e tecnocrática, tem o objectivo de proporcionar à sociedade portuguesa, de generais a praças, de médicos a maqueiros, de engenheiros a serventes, de administradores a amanuenses,   “como deve actuar um Presidente da República em tempos de grave crise económica e financeira, como aquela em que Portugal tem estado mergulhado nos últimos anos”.
Portanto, qualquer leitor, de doutorado a iletrado, lê ‘Roteiros VII’ e fica habilitado a ser Presidente da República… ah, mas atenção! É imperativo vivermos em ‘tempos de grave crise e económica e financeira, como aquela em que estamos mergulhados.' Caso contrário, tais 'roteiros' não auxiliam ninguém a conquistar o Palácio de Belém.
É evidente que, por exigência do autor e que a Belém Editora respeitou, o conteúdo do livro é omisso quanto à produção sistemática e plurianual de factores de crise – desindustrialização do País, obras faraónicas, PPP’s e outros desastres económicos e sociais – os quais, pela mão de primeiros-ministros desde 1985 até se esgotar o dinheiro, levaram à ruinosa situação com que nos confrontamos. Todos sabemos que foi assim. É um segredo devassado, mas é segredo.
As grandes obras literárias utilizam, de facto, o segredo ou o ‘suspense’, como instrumentos para fixar a atenção e o interesse dos leitores. Em ‘Roteiros VII’, como o título sugere, os caminhos foram seleccionados para poupar desnecessários esforços de grandes reflexões sobre as culpas da crise e  a incapacidade de bem governar.

(A Belém Editora esclarece que, quando foi redigido este documento não havia crise; motivo por  que não era previsto nem instituída a obrigação ou opção de edição de qualquer livro que, em em qualquer momento, se pode tornar em acto de pura vaidade e oportunismo).

quarta-feira, 6 de março de 2013

Gaspar é o nr. 1 e o povo português a cobaia

Que autoridade, até o sob o ponto de vista democrático, tem Vítor Gaspar para impor ao povo português uma austeridade tão severa? Os programas do PSD e do CDS que o povo sufragou nas eleições de 2011 não propunham o regime de medidas draconianas, de que os portugueses estão a ser vítimas. Com efeitos sociais terríveis, como o desemprego, a perda de habitação, a pobreza, em alguns casos extrema, e até a miséria.
O primeiro-ministro, desonesto e imparável na mentira, fez promessas bem distintas, como é do conhecimento público. Afirmou não agravar impostos nem cortar subsídios de férias ou de Natal (isto, lembre-se, a uma jovem aluna da Escola do Forte da Casa, na Póvoa de Santa Iria).
Tem a desfaçatez de defender desde a 1.ª hora - com aquiescência floreada e retocada de Portas - um Ministro de Finanças que, mês após mês e em sucessivos indicadores, se revelou incumpridor das metas por ele próprio traçadas - do PIB ao défice, da dívida pública externa às receitas fiscais e da Segurança Social.
Agora, em vez de se bater pelo alargamento no tempo do corte de 4 mil milhões, recusa adiar a dura medida para além de 2014.
Contraditoriamente -  CDS vai acabar por aderir, porque a atracção do poder para Portas é um fetiche - a deputada centrista, Cecília Meireles, após a visita da 'troika' à AR, afirmou:
"alguma abertura da troika", quer em relação ao prazo para reduzir o défice, quer nos cortes de despesa.
Não é que deposite qualquer esperança no sinistro trio do etíope, do careca e do alemão, mas há uma outra oportunidade para perguntar: 'afinal que governo é este em que, dois partidos coligados, um diz defender uma medida e o outro, sobre a mesma matéria, defende o contrário?'
Gaspar é uma reedição de Salazar. Gaspar é o nr. 1 e o povo português a cobaia. Estamos lixados!
 

terça-feira, 5 de março de 2013

Ministério Público: acusações contra desconhecidos?

 
Fonte: 'Público'
 
Segundo o 'Público', e também confirmado pelo DN, a PGR anunciou terem sido deduzidas acusações contra cinco (5) arguidos no processo 'dossier BPN'. Os crimes em causa são: burla qualificada, abuso de confiança e fraude fiscal qualificada.
A informação da Procuradoria-Geral da República deixa-me algo perplexo acerca das regras da segurança da informação: a confidencialidade, a integridade, a disponibilidade e a autenticidade terão de ser cumpridas na íntegra, mais a mais tratando-se de um caso que, segundo contas e dispêndios até agora anunciados, já lesou o Estado - ou os contribuintes portugueses, dito de outra forma - em mais de 4 mil milhões de euros; e o gasto ainda aumentará.
Se a informação, por regulação jurídica, é confidencial tem de ser, a meu ver, confidencial integralmente. E então a PGR nada anunciava.
Se, ao invés, pode ser tornada pública, omitir os nomes dos arguidos é abstrusa protecção daqueles que, embora inocentes até definitiva deliberação em tribunal, têm de ser denunciados como suspeitos. 
O critério da meia-informação tem consequências em relação eventuais nomes possíveis, tanto na comunicação social, como na opinião pública.
O 'Jornal de Negócios', citando a SIC, dá como certo que, entre os arguidos, estará Arlindo de Carvalho, o que não é surpreendente. Mas então quem são os outros três e a tal sociedade também envolvida no processo? A Santa Casa pode lançar uma modalidade de 'raspadinha' com arguidos prováveis e, no fim, quem tiver a solução certa ganhará uns euros.
Outro aspecto igualmente intrigante da notícia é anunciar que este processo diz respeito a cerca de 15,386 milhões de euros; uma ninharia quando é dito, por diversas fontes, que no fim o BPN pode vir a custar ao Estado, pelo menos, mais de 6 mil milhões de euros.
Não há uma mulher meia-grávida; ou está grávida ou não está. Também a PGR não deveria divulgar meia-informação; ou dá a informação íntegra ou, se este não é o momento, programa de forma a dá-la com celeridade e na íntegra ao povo pagante dos golpes, divulgando o nome dos alegados golpistas.
O Ministério Público, parece, dá a imagem de estar a incorrer em acusações contra desconhecidos; não obstante saber os nomes completos de quem se trata. É intolerável.
 
(Adenda: na edição de hoje, 06-03-2013, o 'Público' cita Arlindo Carvalho e mais oito arguidos. Continuo na minha: estranha forma de informação do Ministério Público - já não basta o ritmo que está a decorrer o processo principal que é outra vergonha).


segunda-feira, 4 de março de 2013

O 'Público' em queda de qualidade

O 'Público', de que sou assinante, é um jornal em nítida queda de qualidade, nos últimos tempos. Haverá algum fenómeno que explique a deterioração de um dos jornais diários de referência, até agora existentes em Portugal?- o outro é o DN e a oferta fica limitada a dois.
Depois da péssima reportagem e da peça jornalística sobre os 180 mil manifestantes no Terreiro do Paço (?!), o jornal faz destaque com uma notícia com um título que nos chama ignorantes; diz assim:


Peixe transaccionado em lota caiu 7% em volume, mas aumentou em valor
Quem selecciona este tipo de destaques para o jornal 'online'? No fundo, não percebeu que está a chamar estúpidos aos leitores - aos que estiveram na manifestação de Lisboa e à grande maioria de  leitores que sabem que diminuir a oferta de um bem aumenta o preço e o inverso sucede e também é verdadeiro; a mesma ideia se pode ter com as flutuações da procura que causam a variação do preço.
Sugiro que procurem ser mais exigentes ao nível da qualidade das notícias, para estarem em sintonia com a qualidade de alguns autores de artigos de opinião, entre os quais destaco a São José de Almeida e o Miguel Esteves Cardoso.
As notícias criticadas estão ao nível do Vasco Pulido Valente quando está naqueles dias que são mais do que os outros.  

sábado, 2 de março de 2013

Gritemos nas ruas; "Que se lixe a troika... e o governo!"


O povo está desesperado, mas não perdeu a esperança e a confiança na luta. Hoje, na minha cidade, Lisboa, vamos sair à rua em massa. Temos de lutar, desdenharemos a opinião dos acomodados, daqueles que tem das manifestações a imagem dum ritual folclórico; do velho tonto que ainda tem uma fotografia de Salazar na carteira e que concorda com os cortes da pouca reforma que aufere - venham mais - diz o pateta para todo o café ouvir.
Ninguém o ouve. O que verdadeiramente é importante e dramático para aqueles frequentadores do café do bairro é terem dois filhos desempregados há mais de 2 anos; sofrerem a incontinência do choro nocturno e pela calada da noite a fome dos netos, mitigada pela sua ajuda e ainda da escola que frequentam. Ali ao lado, um sexagenário cardíaco, e com reforma reduzida, queixa-se de ter aguardar oito meses para ter uma consulta da especialidade no hospital; às vezes, com dificuldades respiratórias lá vai ao Banco com a ajuda monetária do filho. Sempre tem de pagar à cabeça 20 euros, mas se fizer análises e exames de imagiologia, a conta chega aos 50 euros.
Lembram no café os que partiram para trabalhar no estrangeiro; as famílias desagregadas, os filhos que a toda a hora perguntam se o pai está bem, lá tão longe. A mãe diz-lhes que sim, embora as coisas não sejam bem aquilo que lhe prometeram.
Este café é um quadro do vivo de um Portugal inteiro, que uma 'troika' diabólica e irresponsáveis garotos, golpistas e tecnocratas humilha sem compaixão nem respeito. Agora, são mais 4 mil milhões de cortes, o desemprego dispara, as lojinhas do bairro, uma a uma, vão fechando.
Por isso, daqui a uma hora lá estarei no Marquês de Pombal, com milhares de cidadãos que, comigo, sofrem de um país doente e de um governo de severa maldade e irresponsável.
Mas o tonto do velho lá continua, a provocar quem não lhe liga. De súbito, as palavras que lhe ouvi trouxeram-me à memória o João Proença da UGT. Longe do povo, já afirmou que aquela central não adere ao protesto.
Também pouco interessa que ele não vá. Vamos estar lá muitos, muitos mesmo, e alguns até filiados em sindicatos da UGT, todos a gritar: "Que se lize a troika e o governo".
Alguma vez a absurda personagem de Belém há-de ouvir-nos e afastar este tenebroso governo.