quinta-feira, 7 de março de 2013

Belém Editora lança 'Roteiros VII'


Com recurso às novas tecnologias de informação e comunicação, e tirando proveito  da combinação de avançados meios das redes sociais, ‘Facebook’, com as técnicas do ‘Marketing Comunicacional’, a Belém Editora está preparada para oferecer em breve a milhões de portugueses o lançamento da obra de profundidade e maturidade intelectuais incomensuráveis –  ‘Roteiros VII’.
O  referido livro, de natureza política e tecnocrática, tem o objectivo de proporcionar à sociedade portuguesa, de generais a praças, de médicos a maqueiros, de engenheiros a serventes, de administradores a amanuenses,   “como deve actuar um Presidente da República em tempos de grave crise económica e financeira, como aquela em que Portugal tem estado mergulhado nos últimos anos”.
Portanto, qualquer leitor, de doutorado a iletrado, lê ‘Roteiros VII’ e fica habilitado a ser Presidente da República… ah, mas atenção! É imperativo vivermos em ‘tempos de grave crise e económica e financeira, como aquela em que estamos mergulhados.' Caso contrário, tais 'roteiros' não auxiliam ninguém a conquistar o Palácio de Belém.
É evidente que, por exigência do autor e que a Belém Editora respeitou, o conteúdo do livro é omisso quanto à produção sistemática e plurianual de factores de crise – desindustrialização do País, obras faraónicas, PPP’s e outros desastres económicos e sociais – os quais, pela mão de primeiros-ministros desde 1985 até se esgotar o dinheiro, levaram à ruinosa situação com que nos confrontamos. Todos sabemos que foi assim. É um segredo devassado, mas é segredo.
As grandes obras literárias utilizam, de facto, o segredo ou o ‘suspense’, como instrumentos para fixar a atenção e o interesse dos leitores. Em ‘Roteiros VII’, como o título sugere, os caminhos foram seleccionados para poupar desnecessários esforços de grandes reflexões sobre as culpas da crise e  a incapacidade de bem governar.

(A Belém Editora esclarece que, quando foi redigido este documento não havia crise; motivo por  que não era previsto nem instituída a obrigação ou opção de edição de qualquer livro que, em em qualquer momento, se pode tornar em acto de pura vaidade e oportunismo).