terça-feira, 14 de maio de 2013

Os assassinos mundiais da produção de vestuário

A tragédia do Bangladesh é inequívoca demonstração de que, no actual capitalismo selvagem, os crimes contra humanidade são cometidos por empregadores sobre gente miserável. Sem exclusão de qualquer sector. Beneficiam da conivente passividade da OIT - Organização Internacional do Trabalho e dessa central do comércio internacional iníquo para os países mais pobres, designada OMC - Organização Mundial de Comércio.
Antes da tragédia física que ceifou mais de um milhar de vidas em Daca, milhões de trabalhadores do Bangladesh viviam e vivem na miséria, que é igualmente trágica, ao serem pagos a 29 euros mensais - agora os grandes assassinos mundiais da indústria têxtil propõem-se promover a melhoria de salários para 78 euros mensais e das condições de trabalho.
O 'The New York Times', neste artigo, faz a decomposição histórica da indústria das 'T-Shirts'. O artigo é antecipado pelas seguintes interrogações na primeira página:
A tragédia do último mês na fábrica poderá custar ao país milhões de empregos. Ou pode justamente fazer aumentar o preço de uma 'T-Shirt'? 
Ignoro se uma ou questão têm resposta única e certa. Ou se existem uma pilha de outras perguntas e respostas que obrigatoriamente desembocassem na imposição de regulação exigente e punitiva à espanhola INDITEX (Zara, Pull & Bear, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Oysho, Zara Home y Uterqüe), à sueca H&M, à C&A e outras, a funcionar no desumano modelo do capitalismo apátrida e global, a ser deliberadamente encerradas em qualquer lugar do mundo, do Bangladesh à China 'neocomunista', territórios eleitos para neo-esclavagismo.
A terminar uma pequena nota: Ortega, dono da INDITEX, é o 3.º homem mais rico do mundo. É descrito como homem discreto, que evita a imprensa e comportamento misterioso. Coincidentemente este sempre foi o tipo de vida próprio do mafioso. O mafioso a sério, que mata, enriquece e permanece impune.