terça-feira, 28 de janeiro de 2014

As maluqueiras do idiota Cunha

O blasfemo Cunha, idiota por fatal vocação e falta de decoro, serve-se de um tema actual, muito mediatizado e polémico, para publicar um título, ‘A maluqueira das praxes’, sem qualquer correspondência com o conteúdo do que escreve a seguir.
O truque tem barbas e consiste em estratagema ridículo. O objectivo é atrair leitores através da reles intrujice da dissonância entre título apelativo e o texto divergente.
Com a irracionalidade própria de quem imagina que todos que o lêem são dominados pela tolice, a construção do texto, do garoto Cunha, resultou numa espécie de peça acusatória contra o Mário Soares, por milhares de crimes que o homem cometeu.
Não sou soarista, nem filiado em qualquer partido. Todavia, sou intransigente defensor da verdade e é inaceitável que um rapazola que, em 1974, ou não tinha vindo ao mundo ou era pouco mais do que recém-nascido, sem possibilidade de conhecimento tangível da realidade deste País à época, nem testemunhar a chegada Salgueiro Maia e seus soldados ao Largo do Carmo, se permita concentrar num único político as causas de todos os males do País, esquecendo as governações de Cavaco, Guterres, Barroso e Sócrates. Em grande parte destes consulados, Mário Soares já não participava nas esferas decisivas do poder.
Uma coisa é certa, Soares lutou por esse direito e é livre de escrever o que pensa. Pode-se concordar, discordar, polemizar e contrariar com ética o que ele escreve e denuncia. Porém, quando o garoto Cunha desanca, sem conhecimento de causa, em Soares, forte e feio, renuncia ao cumprimento de regras de seriedade no debate dos problemas de Portugal e da Europa.
Sem entender, torna o debate subjectivo. Com efeito, enreda-se em torno de uma pessoa e não dos temas que Soares aborda, com irrefutável legitimidade. E esses temas – pobreza, desigualdade, crianças subalimentadas do Norte a Sul do País, extorsão de parte de pensões, reformas e salários, cortes no subsídio de desemprego, elevação das taxas moderadoras na saúde, desemprego, “enorme agravamento de impostos” e outros capítulos governamentais socialmente obscenos – constituem o desiderato de actos deliberados da política monetarista e anti-social do governo em funções, de que Vítor Cunha é comissário – de facto ou de direito? É a minha dúvida.
Se já não o fizeram, um dia destes Passos Coelho e Paulo Portas empenhar-se-ão em compensá-lo.