quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Na FDL: nem seguranças nem jotinhas valeram a Coelho


A JSD tem tido ao longo dos anos muitos militantes e apoiantes na Faculdade de Direito de Lisboa. Ao estilo de juventude partidária dominante de que tem gozado naquela faculdade, organizou um ciclo de conferências onde membros do governo foram vender o seu peixe; em especial, impingir a reforma do Estado, dos tais 4 mil milhões que, na prática, deixaram os 'laranjas' a falar sozinhos - Portas, ardiloso e sinuoso, tem sabido contornar a questão na opinião pública.
Na sessão dos 'jotinhas laranjas', compareceu, em primeiro lugar, o ministro Álvaro dos Santos Pereira. Como tem aquele ar de 'melhoral'(*), que não faz bem mas também não faz mal, lá se safou em paz. Discursou sem ser perturbado e foi-se embora, tranquilo e contente, para o ministério.
O cabo dos trabalhos foi quando Passos Coelho e o seu batalhão de seguranças entraram nas instalações. Tinha à sua espera um numeroso grupo de estudantes que, mesmo não entoando o 'Grândola, Vila Morena', lhe cantou das boas, a contestar propinas, o projecto de Bolonha e a falta de medidas de acção social por parte do Ministério da Educação.
Coelho, que acredita em bruxas e interiorizou que a contestação apenas "está na moda" (sic), ouviu das boas dos estudantes que o esperavam à entrada e à saída da sala do evento.
Curiosa foi a interpretação do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, que esteve presente. Criticou os elementos da JSD, por não terem saído antes do primeiro-ministro da sala onde decorreu a conferência, para o proteger. Provavelmente, o conhecido professor pretendia uma espécie de simulacro de acto de 'guerra civil': 'laranjinhas' e opositores tudo embrulhado e à pancada. 
A vasta equipa policial demonstrou o interesse de guardar o primeiro-ministro, não actuando sobre estudantes - se a polícia se portar sempre assim...
(* 'Melhoral' era a marca de um antigo analgésico ou antipiréctico que penso já não existir no mercado). 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Passos de Coelho, o tempo e o prazo

Passos Coelho esteve de visita ao SISAB - Salão Internacional do Sector Alimentar Bebidas. Quer parecer-me que lhe deram qualquer coisa que o perturbou - e logo a ele que sempre gosta de se mostrar imperturbável.
Quanto aos cortes de 4 mil milhões, e porque a 'troika' está primeiro e à frente de qualquer português comum e pagante, só saberemos como, onde e quem vai sofrer com tamanha pancada, lá mais para diante. O Gaspar tem de falar com o etíope, o careca e o alemão; e então saberemos a quem e quando sairá a fava do bolo. Provavelmente a todos, excepto a banqueiros, amorins, belmiros, catrogas, cardonas, arnauts, mexias & Cias. 
Havemos de saber. De resto, e porque estudou a fundo a teoria de Newton e da dinâmica neoliberal, Passos Coelho confirmou que Portugal não pedirá nem mais dinheiro, nem tempo.
Quanto ao dinheiro, vai exigi-lo a nós e evitar passar pela humilhante figura de pedinte lá fora. Em relação ao resto, todavia, acrescentou:
“é provável que essa matéria [o plano de prazos de ajustamento do défice] esteja novamente em discussão”.
Prazo é prazo e tempo é tempo. São coisas bem distintas. Nós, de limitada massa encefálica, somos incapazes de uma reflexão metafísica que nos leve a ver a diferença entre uma coisa e a outra.
Quem tenha, por exemplo, de reprogramar o pagamento do empréstimo de habitação, não deve pedir mais tempo para pagar. Peça prazo, que, segundo o Coelho, não se mede em dias, horas, semanas, meses ou anos e não é tempo.
Agora fiquei com uma dúvida: deve dizer-se que Passos Coelho já nos governou durante um prazo arrastadamente longo ou há demasiado tempo?  

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Itália ingovernável? A probabilidade é alta

A RAI, televisão italiana, tem em divulgação ‘online’ as previsões consideradas muitos prováveis de se converterem em resultados definitivos. Segundo essas previsões, também citadas pelo ‘Público’, há grande probabilidade de se criar uma situação de ingovernabilidade do país; vejamos, então, os resultados previsionais:

Câmara de Deputados
Senado
Partido Democrático (centro esquerda):
29,68% (340 lugares)
Partido Democrático (centro esquerda):
31,62% (123 lugares)
P.Liberdade /Berlusconi
(centro direita):
28,98% (121 lugares)
P.Liberdade /Berlusconi
(centro direita):
30.64% (118 lugares)
Mov. 5 Estrelas (Grillo)25.53% (110 lugares) Mov. 5 Estrelas (Grillo)23.8% (53 lugares)
Escolha Cívica (Monti)10.57% (46 lugares) Escolha Cívica (Monti)9.14% (19 lugares)

Em consequência de apressada análise, é natural a perplexidade gerada pela diferença de votos entre as duas câmaras, envolvendo os mesmos partidos. Essa diferença resulta de particularidades da lei eleitoral italiana. Na Câmara de Deputados os lugares são distribuídos com base na votação nacional, ao passo que o número de eleitos para o Senado, por cada partido, é calculado por região a região.

Desta forma, no Senado, os 39,30% de lugares do Partido Democrático ou 37,70% do Povo da Liberdade de Berlusconi são ambos insuficientes para a formação do governo. Por sua vez, a grande vedeta da noite foi o ex-comediante Grillo que já, declarou, não estar disposto a fazer acordos e menos ainda coligações.

Por sua vez, o grande derrotado da noite foi o ainda primeiro-ministro Mario Monti, tecnocrata, não eleito e escolhido por Bruxelas por pressão de Merkel e Sarkozy, para substituir Berlusconi que, afinal, não estão desacreditado quanto se imaginava nos círculos políticos europeus.

Além de humilhante, a escassa votação de Monti ainda terá de ser interpretada como uma mensagem: o povo italiano, tal como o espanhol, o grego, o português e mesmo o irlandês, esgotou a capacidade de conviver com uma economia em recessão e sob um regime de severa austeridade que, nos países Europeus afectados, não estão a resolver as contas públicas e o défice orçamental – talvez a Irlanda mereça ser estudada à parte, porque a ajuda da ‘troika’ (110 mil milhões de euros) foi direitinha para a banca, sem que, no entanto, se evitasse o encerramento do Anglo Irish Bank e a perda de poupanças de cidadãos.

Mais uma vez, as receitas do FMI resultam em problemas mais complexos e, pelos vistos, o inflexível Oli Rhen, em Bruxelas, segue pelo mesmo caminho

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Os caminhos do caos

Fonte: 'Público'
Os caminhos do caos, iniciados pelo governo anterior, são o trajecto eleito e firme da actual governação. Passos Coelho, sob a batuta do bancário Gaspar, não desiste da profunda destruição que idealizou para o País.

Recusou-se, pois, a inverter o sentido da caminhada. A pobreza e a catástrofe social são chagas de que a sua governação não abdica. É uma patológica obsessão.

O desemprego dispara, o défice derrapa, a dívida cresce e o crescimento encolhe. Porém, o afundamento e desestruturação social, segundo doentias convicções do PM, são fenómenos normais. Ainda agora, em Viena, minimizou o descontentamento popular. Será por ignorância ou idiotice? Provavelmente uma mistura dos dois males.

Na fé imensa de que o PAEF nos transportará ao paraíso, a cretinice leva-o a entender que 1.200.000 de desempregados é um registo social de somenos, recuperável no âmbito do projecto neoliberal que ele próprio nem sabe do que se trata. Havemos de desfrutar, dizem ele e Gaspar, de um momento regenerador, daqui a 5, 10, 20 ou 30 anos. Teremos, então, níveis de investimento avassaladores na absorção de mão-de-obra de todas as qualificações e especialidades.

As medidas de cortes de 800 milhões, de que a ‘troika’, em detrimento do povo português, terá o privilégio de conhecer em antestreia, será a fruta amarga em cima do bolo de carne de cavalo com que Gaspar e Coelho intoxicarão os portugueses em 2013. Na sequência de tão perversas oferendas com que nos têm brindado.

Os funcionários públicos serão os eleitos para a nova etapa da desgraça; desgraça esta que já começou com os professores – veja-se a abjecta desproporção entre o batalhão de candidatos, 23.000, e o número de vagas, 607, oferecidas pelo ministério do ex-esquerdista Crato.

É este género de gente, flutuante em função de cargos e tachos, que, quilómetros em acima de quilómetros, assume os poderes de nos fazer percorrer apressadamente o caminho do caos. Canalhice!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Gaspar: de firme passou a inseguro

GasparDe ministro sábio, versado em complexas técnicas de matérias financeiras e macroeconómicas, e ainda proclamado competente na regularização das contas públicas, Gaspar revelou-se até à pouco um tecnocrata firme, não hesitando mesmo em usar o humor – que só poderia ser negro – para lançar farpas à oposição; e, sobretudo, provocações aos cidadãos pelas medidas austeras, brutais, desumanas com que, ao longo do tempo, foi dizimando as frágeis condições de vida de milhões de portugueses.

De súbito, e fruto de incompetência demonstrada por múltiplos objectivos falhados, o ministro de finanças adoptou um comportamento humilde e advertiu:
Nunca antes lhe ouvíramos abjuração do género. É o pressentimento de que vai falhar e de pantufas, no silêncio dos objectivos frustrados, começa a preparar-nos para outro castigo: 800 milhões de euros de austeridade adicional em 2013 que mais não são do que a primeira etapa do corte dos tais 4 mil milhões com que ele e a ‘troika’ estão obcecados.
Segundo o ‘Jornal de Negócios’, ficamos a saber que a dívida pública portuguesa, em 2012, se fixou em 122,5%, portanto acima das estimativas de Gaspar e da dita ‘troika’.
Desaire após desaire, o ministro das finanças teima em piorar a situação do País. E o PR a olhar…para o lado. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Portugueses, felizes mas em fuga


POP, Portal da Opinião Pública, segundo notícia do ‘Público’, divulga dados interessantes sobre o perfil e comportamento dos portugueses no seio da UE. O estudo chega à conclusão de que não somos dos mais infelizes no espaço unitário – unitário uma ova!, reclama uma voz caída nem eu sei donde.
Primeira conclusão: não sermos dos mais infelizes não significa sermos felizes. O estudo, de resto, concentra-se em atitudes e comportamentos dos últimos 20 anos, período demasiado longo que reflecte assimetrias em texturas e condutas sociais – o tempo de euforia, com o paradigma sublime da Expo 98, está aparentemente compreendido na análise e, no tempo e no modo, está a léguas da crise que hoje sentimos.
Mas a comprovar que somos, de facto, infelizes, embora menos do que poucos outros, realçamos os seguintes indicadores:
  • numa escala de 1 a 10, quando questionados (em Dezembro de 2010) sobre a sua felicidade, os portugueses ficaram com uma pontuação média de 6,7, sendo que 10 é "extremamente feliz". (Estamos mais próximos do suficiente menos do que do bom);
  • Quanto às expectativas sobre a economia do país, numa escala de 1 a 3 (o 3 representa a ideia de que vai melhorar), os portugueses estão actualmente no ponto 1,3, o mesmo nível dos gregos. (Esclarecedor ao quanto ao nível da nossa felicidade).
De tão pouco infelizes, por que razão será que, em crescendo e em massa, os portugueses fogem sua terra; fuga de que o vídeo no início reproduzido é um exemplo, de reduzida representatividade. São mais, muitos mais os que emigram para outros destinos dos que apenas para o Reino Unido.  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O governo deve ir para a rua ou sair à rua?

A rejeição e vaias, com que, quase diariamente, os membros do governo são recebidos em locais públicos, deveriam levar o PM, conselheiros, e a dupla de ministros de Estado, Gaspar e Portas, a reflectir na situação a que se chegou na relação entre o poder e parte maioritária da população.
Crentes numa condescendência popular virtual e apenas existente nas acéfalas cabeças que encimam o tronco, deveriam reflectir com a pouca ou muita inteligência que a natureza lhes deu, se a participação em acontecimentos públicos é recomendável – Miguel Relvas, que é no governo o estigma do desaforo e da insensatez, em menos de 24 horas, teve em Gaia (Clube dos Pensadores) e em Lisboa (ISCTE) duas recepções que ao mais comum dos cidadãos faria corar de vergonha. Todavia, insistiu e, em dois consecutivos exercícios, fez questão de demonstrar ter imensa paixão por actos de masoquismo.
Do lado de quem contesta o poder, os reclamantes da demissão do governo estão em contínua expansão. Trata-se de gente de todas idades, incluindo muitos jovens, para quem, ao contrário de Relvas, o sofrimento não é prazer, porque castiga e dói demais no dia-a-dia e na perspectiva de um futuro negro, sem esperança.
Há, nisto tudo, uma diferença de interpretação abismal entre o que uns querem e outros fazem – quem protesta quer a demissão, o dogmático “ir para rua!”, do governo; este, por sua vez, entende que ainda tem credibilidade para sair à rua, gozando de imaginária complacência do povo para a catastrófica crise que está a instalar no País.
“Ide para rua e rapidamente!”, digo também eu a Passos, Portas & Cia.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Quem elegeu Draghi?

DraghiAs medidas não podem ser mitigadas, porque a soberania portuguesa foi decepada – assim deve ser considerado o episódio com Draghi no Parlamento Europeu.
Os portugueses, espanhóis, gregos, irlandeses, italianos e outros não elegeram Draghi. 
A escolha da presidência do BCE, fosse Draghi ou outro o nomeado pelos líderes europeus e o ECOFIN, não foi,  pois, objecto de sufrágio pelas populações dos países que integram a Zona Euro. O mesmo sucedia com o antecessor Trichet. Há neste processo um manifesto défice de democracia. Sobretudo, porque o eleito, transcendendo os poderes, influi de forma decisiva e nefasta na vida dos povos.
A perguntas fundamentadas da deputada Elisa Ferreira, o cúmplice na ardilosa manipulação das contas públicas gregas, ao serviço da Goldman Sachs, respondeu secamente:
Na linha do que dizem certos estudiosos da ciência política, a democracia serve para eleger governos. Porém, os actos e as opções de governação são impostas por órgãos ou actores exteriores ao processo democrático, e por vezes externos aos próprios países, sem que, portanto, se respeite a regra do sufrágio popular.
A uma União Europeia vocacionada para a coesão económica e social que me impingiram, e a uma Zona Euro sem as âncoras da união económica e fiscal, rejeito pertencer. Ainda por cima com Constâncio, Gaspar, Coelho e Portas a desempenhar o papel de criadagem servil do todo poderoso italiano.
Sair do euro não é um ímpeto irracional de revolta. Corresponde, isso sim, ao objectivo sensato de evitar a Portugal e aos portugueses o bloqueio total eminente da economia do País. Ainda no Sábado último, o Prof. João Ferreira do Amaral, denunciou justificadamente na Fundação Calouste Gulbenkian, os riscos e o caminho do bloqueio que estamos a percorrer.
Não elegi Mário Draghi e quero-o fora daqui. Como português e patriota, tenho esse direito, ao qual limitadas mentes teimam em classificar de utopia.  

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Zeca Afonso silencia Passos Coelho



 
A presidente da AR, Assunção Esteves, bem se esforçou no apelo ao silêncio do público da Galeria, quando este cantou 'Grândola, Vila Morena', de Zeca Afonso. Passos Coelho tinha iniciado o discurso, mas foi ele a silenciar-se. Hipocritamente ou não, teve o bom senso de elogiar a forma de interrupção.

Passos Coelho, dá a ideia, perdeu o fulgor de há algum tempo. Começa a entender o crescente descontentamento popular com a dureza, sem precedentes em tempos democráticos, das medidas do seu governo: desemprego altíssimo, em especial entre os jovens (40%); queda dos salários desde 2011 (-16,1% no último trimestre de 2012), redução de subsídios e penalização agravada sobre os restantes rendimentos de reformados e pensionistas (alvos do agravamento de impostos especiais e elevados – CES), economia em queda, banca beneficiária de ajudas estatais mas incapaz de financiar a economia.

Enfim, o rol dos nossos males é tão extenso que as situações referidas são apenas parte, pequena parte, a que se pode juntar muito mais e uma dívida externa brutal dos sectores público e privado.

Na Europa, da Itália à França, da Espanha à Holanda, de Portugal à Irlanda – citar a Grécia já se tornou em ‘soundbyte’ desrespeitoso – começa a compreender-se que as políticas de austeridade fazem mergulhar os povos do Velho Continente nas piores condições socioeconómicas do pós-guerra. A Europa, mesmo à custa da cegueira neoliberal de dizimar salários e condições contratuais de trabalho historicamenge equilibradas, começou a meter-se num túnel sem luz, nem saída – a menos que os políticos europeus, Alemanha à cabeça, tenham a lucidez de retornar a políticas sociais justas e avançadas. Esta súmula da Presseurop reflecte como a maré do descontentamento alarga os domínios da inundação, ou seja, do sufoco de milhões de europeus.




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

De rastos, vendemos os restos

Do ‘memorando de entendimento’ da ‘troika’, firmado pelos três partidos, ditos do ‘arco do poder’, na pg. 14, consta:
“ 3.31. O Governo acelerará o programa de privatizações. O plano existente para o período que decorre até 2013 abrange (Aeroportos de Portugal, TAP e a CP Carga), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal) e seguros (Caixa Seguros), bem como uma série de empresas de menor dimensão.”
Desde os tempos de Cavaco, que o Estado Português alienou um largo conjunto de empresas. Se em alguns casos é aceitável, em outros nem tanto.
Todavia, a alienação febril causou e, nas últimas joias da coroa causará também, o domínio de capitais estrangeiros, o que equivale à perda de centros de poder; e parte desta perda traduz-se no desmantelamento de centros produtivos em território nacional.
Na saga das privatizações, em que o actual governo é lídimo actor, seguem-se agora os restantes 4,144% de participação na EDP, em complemento dos 21,35% alienados à chinesa ‘Three Gorges’.
A EDP, é preciso dizê-lo, era uma empresa que libertava lucros para o Estado, constituindo com a REN, igualmente privatizada, duas empresas estratégicas para o País.
Com esta desenfreada venda de activos, de que resulta a saída de remunerações de capitais investidos para o estrangeiro, pensa Vítor Gaspar, homem da banca sem ligação profissional ao sector produtivo, que Portugal terá parcerias de desenvolvimento. Está redondamente enganado. Se de rastos estamos, com a venda dos restos ainda mais de rastos ficaremos.
(Poul Thomsem, substituído por Selassié na ‘troika’, como dinamarquês tem a sorte da maior companhia de energia do seu país, a Dong, ser participada em 79,96% pelo Estado – porque é considerada estratégica)