segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Também escolheu empobrecer-nos

passos.coelhojpg"Quem escolheu (Franquelim Alves) não foi o CDS nem o PSD. Fui eu e o ministro da Economia. Espero que esse assunto morra depressa porque não tem nenhuma razão de ser", disse o arrogante e impreparado Coelho.
Também escolheu outras e outros, da Leal Coelho no Parlamento ao Relvas no governo. Tudo gente sem mácula. Deveria acrescentar.
Quase asseguro que foi buscar o nome de Franquelim aos ficheiros do PSD, tendo sido fundamental estar integrado na classe de ‘militante recrutável para a governação ou a gestão pública’. Já Barroso o tinha escolhido. É um 'boy' velho, mas um 'boy'.
O Álvaro conhecia-o do QREN e ponto final.
De pendurado na política que só começou a trabalhar aos 37 anos, este cidadão, Coelho, não está habilitado nem tem condições de civilidade e de ética para ser governante; quanto mais primeiro-ministro!
Apetece-me gritar-lhe:
 “Você também escolheu empobrecer-nos” 
e muitas outras coisas que, por respeito pelas próprias, prefiro calar.

Álvaro & Franquelim, sociedade de governantes Lda.

O Álvaro foi chamado de urgência AR, a fim de ser inquirido sobre a nomeação do secretário de Estado, Franquelim Alves.
Creio que, uma vez mais, este tipo de iniciativas da oposição estão, infelizmente, condenadas ao fracasso.
O Parlamento, de resto, em comissão de inquérito dirigida por Maria de Belém já consumiu horas de trabalho de não sei quantos deputados, sem que o povo português tenha visto o efeito prático de punir quem prevaricou na gestão de um grupo financeiro, ao ponto de sugarem 8 mil milhões de euros do erário público.
O que neste, como em outros casos, seria fundamental é dispor de um ‘sistema judicial’ eficiente e eficaz, capaz de, em três tempos, pôr os culpados na grelha. Os esforços de deputados teriam maior sentido se reclamassem do Ministério Público e Tribunais a aceleração de processos com danos desta ordem, envolvendo ou não figuras públicas. Não seria uma interferência no sistema, mas sim legítima exigência de maior celeridade.
O Álvaro virá de lá a sorrir, afirmando conhecer muito bem o ex-porta bandeira do MRPP e gestor de lugar assegurado nos ficheiros do PSD. De facto, conheço eu melhor o Franquelim do que o Álvaro, por mais que este jure ter constituído uma sociedade de governantes  muito sólida e especializada em métodos do empreendedorismo e da inovação… em que o desactualizado Franquelim não dará uma para a caixa.
Em suma, o sócio do Álvaro esteve à frente da SLN/BPN que nos custou um ror de dinheiro e, sem atributos para a função, vai continuar a alimentar-se do sorvedouro dos fundos públicos, não obstante um passado recente duvidoso; coisa a que, de resto, se habituou há anos.

O BPN é um fantasma, diz o Prof. Marcelo

O programa  Marcelo, na TVI,  repele-me. O homem é tendencioso, acérrimo defensor dos ‘laranjas’ e tem uma conduta que, profissional e deontologicamente, é mais do que reprovável na CS. 
Todavia, pelos jornais, e às vezes com o suporte de vídeos parciais, lá me apercebo de certas tiradas do ilustre professor.
Há tempos foi a desgraça de ter ficado com a boca em ‘O’. Nesse caso, diverti-me.
O ‘Público’ noticia que as histórias  do Prof. Marcelo, deste domingo, meteram fantasmas. Criticou a escolha de Passos Coelho do ajudante Franquelim, alegando ser  alguém que levanta o fantasma do BPN.
Um fantasma, diga-se, que acabará por custar 8 mil milhões de euros ao povo português. Não se trata, pois, de um conto de  humor. O custo é elevado, mas o sistema judicial, a passo de caracol, torná-lo-á eventualmente compensador para os arguidos. Basta arremessar o julgamento para um tempo de juízos virtuais – o tempo das prescrições.
O ajudante Franquelim, o Relvas, o próprio Coelho são todos “farinha do mesmo saco”. Cada um ergue os seus fantasmas, da SLN/BPN ao Foral. 
Em relação ao troféu que Franquelim escondeu mas foi erguido, permito-me lembrar que, segundo o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, pág. 1062, fantasma também pode significar:
Pessoa fictícia cujo nome é utilizado em operações fraudulentas como branqueamento de capitais e subornos…
O Franquelim e todos os outros acabarão por ser figuras fictícias. Tão fictícias como as irregularidades em investigação, dirão os senhores da justiça provavelmente… porque, além de fictícias, as figuras são inimputáveis.
Tenhamos presente que o Dias Loureiro, por exemplo, faz questão de continuar a comemorar em liberdade a Noite de Reveillon com o Arnaut, o Relvas, o Seara e outros do género que compareçam no Copacabana Palace.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ouçamos Verdi!

Canção de Beber
Do senso comum, emana a ideia de que “se bebe para comemorar ou para esquecer”.
Da vida de cidadão, infelizmente, nos tempos correntes nada tenho para comemorar. E esquecer é coisa que este governo não me deixa, seja através das notícias que leio, ouço e vejo, seja ao observar, no final de cada mês, o processo de roubo contínuo a que eu e milhões estamos submetidos. Aguenta!, diz a cabotino do banqueiro.
Ao escutar Verdi, mesmo na ‘Canção de Beber’, a coisa muda de figura. A música, a boa música, dizima tudo o que de feio, porco e mau se passa à nossa volta. Pelo menos, nos instantes em que a saboreamos… a menos que, de súbito, salte um coelho da cartola, armado em barítono a cantar em falsete. Mas, neste espaço, em que por enquanto mando, não o deixo entrar e então… ouçamos Verdi.

Familiares e Parentes

FIO
Uma amiga minha, Luísa de nome e carioca de gema, enviou-me este  notável conjunto de imagem e mensagem.
Também penso que as pessoas de família, as autênticas, são quem sempre estão preocupadas connosco. O resto é apenas parente, ou seja, gente que nos coloca nos polos da distância e da indiferença.
O grave, ‘mais do que chato pra burro’ como dizem no Brasil, é que à medida que o tempo avança, cada vez temos menos familiares e mais parentes. Olhem, à portuguesa, reclamo: ‘Parentes que os pariram!”.

Blasfemos passaram para a oposição

Levou tempo mas sucedeu. A ensaísta Matos e o inconsequente Miranda passaram a integrar a oposição.
Depois de tantas mentiras, aleivosias e de medidas de empobrecimento, custe o que custar, os dois distintos e prolixos blasfemos, finalmente, alinharam na contestação ao governo.
Para o surpreendente fenómeno de cirurgia de transsexualidade política, bastou que, na remodelação de ajudantes, tivesse sido criada a Secretaria de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar. Uma medida quase inócua, face aos dislates de Relvas e à desumanidade de Cristas na ‘Lei do Arrendamento’; ou ainda os torpes ataques sociais aos rendimentos legítimos de milhões de portugueses pelo inefável Gaspar.
Nesta dança de cadeiras de ajudantes, esqueceram-se, todavia, do ex-administrador da SLI/BPN Franquelim Alves, um espécimen que, pela natureza do protoplasma que transporta nas células, deveria, a esta hora, estar sentado perante um Juiz a justificar a inocência num caso  de que o Estado Português saiu lesado em 8 mil milhões de euros.
Aos poucos, e tendo começado por criticar o fácil, talvez se passem um dia, de alma íntegra, para a defesa da ética e da responsabilidade no mais relevante da acção política.

O PS à deriva

Justamente no tempo de necessidade de um PS esclarecido, assertivo e capaz de libertar os portugueses das amarras das políticas anti-sociais do governo de Gaspar, Coelho e Portas – sempre por esta ordem - justamente neste tempo, repito, é quando as incompetências, as fragilidades e as incapacidades de liderar e credibilizar o partido ‘rosa’ se manifestam.
Saem, em catadupa, da boca e da acção de quem por caminhos erráticos renuncia a obrigações de lealdade e transparência ao povo português, em projecto de alternativa ao nefasto governo actual.
António Costa, beneficiário à partida de confiança generalizada para afastar o impreparado e limitado Seguro da liderança, optou por comportamento de renegado.  Justificar-se-ia agora manter-se calado; ou seja, que evitasse conceder entrevistas, com afirmações que mais agravam o débito de credibilidade que lhe está imputado:
Há alguma dúvida de que Seguro, produto manufacturado nas ‘jotas’ como Coelho na JSD, é, na realidade, um palrador superficial, sem ideias de  rumo para o futuro do País  – o único a preocupá-lo é chegar a primeiro-ministro, claro.
Seguro, ainda para mais suportado pelo senador Soares, usa o estratagema de todas as semanas percorrer as secções do PS, do Minho ao Algarve, para replicar a receita que lhe rendeu o cargo de Secretário-Geral do PS.
A continuar esta saga, Relvas fez o mesmo por Passos Coelho, os portugueses correm o risco de vir a ter um primeiro-ministro excepcionalmente habilitado para ouvir o ‘militante do copo e do courato’ e destituído de ideias, atributos e conhecimentos capazes de servirem de solução aos problemas do País.
Com tal adversário de tão baixo nível político e intelectual, muita gente ainda não entende por que razão Costa ‘ficou nas covas’ na reunião da ‘Comissão Política’, vindo agora a rebobinar um filme repelente. 
É o PS à deriva.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

As autoridades espanholas vão contratar a Pantone Inc.

Rajoy_dinheiro negro
Fonte: El País
O diário espanhol não dá descanso ao PP e consequentemente ao actual presidente do governo de Espanha. Nos documentos acima reproduzidos, entre o mais, é notório o registo de uma verba do mesmo valor, 21 milhões de pesetas, nas contabilidades de Bárcenas, ex-tesoureiro do partido, e do PP Galego – os dois registos estão datados de 5 de Maio de 1999.
Rajoy confessa nunca ter recebido “dinheiro negro”. Das declarações do político também se poderá depreender que lá receber dinheiro recebeu; todavia, não era negro.
Qual, então, a cor do dinheiro alegadamente – alegadamente, sublinho porque tenho um fetiche pela palavra – Rajoy recebeu? É este agora o enigma com que se debatem nas investigações as autoridades judiciais espanholas.
Por se tratar de problema tecnicamente complicado, não hesitaram em contratar a Pantone Inc. para determinar com rigor qual a referência precisa da cor do vil metal, o qual, por vezes, é negro, outras submetido a operações de lavagem

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O ajudante Franquelim, um ex-SLN/BPN no governo

Seguir o princípio da independência partidária - e não política que é coisa distinta - não significa abdicar de dar razão a posições de partidos, idênticas àquelas que Honório Novo expressou a respeito de Franquelim Alves.
O ajudante Franquelim, provavelmente já empossado por Cavaco, um presidente amigo e companheiro de trabalho de Oliveira e Costa, passou pelo grupo SLN/BPN entre 2007/2009; percurso que, de resto, teve o cuidado de não explicitar no currículo que andou por aí girar, nomeadamente na comunicação social.
Com efeito, e a este propósito sou bem mais pessimista que Honório Novo, creio firmemente que Cavaco empossou mesmo o oportunista Franquelim.
O PR, a par do PM, torna-se responsável pela nomeação para o governo da nação de um homem que cogeriu o centro dos negócios obscuros e que elevados custos geraram para o povo português, dito SLN/BPN.
Se trouxer à memória a teimosia em fazer permanecer Dias Loureiro no CE e ainda as operações em que o PR e filha retiraram consideráveis benefícios de aplicações financeiras no BPN, sou forçado a concluir que, perante generalizados silêncios de muita gente do povo e de idiotas como Seguro e Costa, continuaremos a ter uma vida bem amarga pela frente, ditada por políticos da jaez dos que nos governam.
Quando estudante, e então militante do MRPP, Franquelim passou umas horas escondido numa sala do ISEG (Quelhas); agora pode actuar às claras, reforçado com o estatuto de governante – também já o havia sido no governo de Barroso.
Que merda de País é este?

O sucesso da saúde orçamental de Paulo Macedo

Provavelmente, o 1.º governante Gaspar e o 2.º, a larga distância, Coelho, convocarão o bancário Macedo, para comemorar as economias na despesa pública de saúde dos Portugueses.
Pouco interessa se o acto é banhado a champanhe ou a laranjada; a euforia estará presente e será sonante, certamente. O feito do Macedo merece estátua ou busto; economizou o dobro do valor exigido pela ‘troika’, segundo a OCDE – em 2011, as despesas de saúde caíram 5,2%, contra uma subida de 0,7% no seio das países que integram a organização.
Entendido o contributo de gastos com o pessoal e a redução do preço dos medicamentos, é necessário tornar bem claro o que o ‘Público’ divulga sobre os gastos  pessoais dos cidadãos (‘pocket money’) em cuidados de saúde:
Significa isto que a saúde, como um serviço ou produto de luxo, se transfigurou de direito de cidadania e universal em bem acessível aos que têm posses para pagar cuidados médicos. 
A OCDE também sublinha que os números publicados não permitem medir o impacte da redução nas condições de qualidade e resultados dos serviços públicos de saúde prestados às populações. De certeza, no caso português, e pelo que assisto em farmácias, centros de saúde e serviços de urgência hospitalar, o saldo será, inevitavelmente, negativo para os milhões de portugueses pobres, novos e velhos, sem dinheiro para medicamentos, consultas de cuidados primários ou em serviços de emergência.
O País que somos, e em degeneração pela deliberada política do governo, pode reflectir-se, além do mais, em números que a PORDATA publicava esta tarde, às 16h10:
  • Óbitos (hoje): 190;
  • Nascimentos (hoje): 178
  • Saldo migratório (hoje): – 86
Daqui por uns instantes, amanhã, depois, depois e depois, os valores serão piores. É este o País que tecnocratas e um impreparado PM, sem ponta de humanidade, reservam às gerações futuras.