As margens da distribuição moderna, o consumidor e o produtor
A jornada promocional do “Pingo Doce”, no 1.º de Maio, inflamou o debate sobre as margens e condições desreguladas do negócio da distribuição moderna em Portugal – os líderes do sector são, como se sabe, o ‘Pingo Doce’ e o ‘Continente’.
O evento chegou, pois, a suscitar posições contraditórias entre membros do governo. A ministra Cristas declarou:
“O que temos visto é que nestes casos as grandes superfícies e grandes grupos – e em particular a Jerónimo Martins – fazem promoções e depois mandam uma cartinha a impor os descontos nos preços acordados, sem negociação. Essas práticas não são admissíveis”
O inefável Álvaro, ministro da Economia e do Emprego(?), disse, por sua vez, não alinhar com as críticas ao PD, argumentando:
“Este tipo de acções é normal em vários países, da Europa aos EUA”.
Em primeiro lugar, e porque não basta afirmar sem provar, gostaria que Álvaro desse um exemplo, ao menos um, de uma operação idêntica, realizada no 1.º de Maio, em qualquer País europeu ou nos EUA – EUA, lembre-se, que são a pátria do 1.º de Maio, mas que, paradoxalmente, não o comemora como feriado nacional.
