quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Portugal não é a Grécia, mas Lisboa e Madrid são Atenas

O infundado, quanto estafado, argumento de que ‘Portugal não é a Grécia’, propalado com ridícula presunção, fica-se pela dimensão manipuladora e falsa que o gerou : PROPAGANDA DESONESTA!
Recatamente, testemunhei o que se passou em frente à Assembleia da República.
Sem dificuldade, concluí que nos percursos da existência humana, dos estilos de vida confortáveis à pobreza, ou mesmo à miséria, o comportamento dos povos, ainda por cima numa Europa de cultura e níveis vanguardistas de civilização, é mais predominante o que os identifica daquilo que os distingue.
Histórica e socialmente, os movimentos de contestação, com actos de maior ou menor revolta anti-poder, registam o mesmo estado de ebulição, desde que provocados pela mesma super-temperatura ultraneoliberal da ilimitada austeridade. Chame-se ‘troika’ ou outra designação de sentido nefasto.
Para comprovar que, uma vez programados e consumados os processos anti-humanitários, a geografia da contestação não se sujeita a condicionalismos de qualquer espécie, excepto a efervescência social. Madrid viveu hoje cenas idênticas às de Lisboa:
 El Pas
Fonte: ‘El País’
O “rincão” Cavaco disse que, a apesar da Greve Geral, esteve a trabalhar – trabalha nos dias de greve que são matematicamente muito minoritários se comparados com as jornadas activas.
Por sua vez, o  Coelho disse que não viu distúrbio frente à AR – veja o vídeo acima reproduzido e aprenda, definitivamente, a ser um homenzinho crescido e a pautar as atitudes e acções pela verdade. A não ser que tenha a ambição de regenerar o Salazarismo e, nesse caso, a conversa é completamente diferente… (vamos à luta!)

O governo exibe o ‘estado policial’

polcia
Nos debates parlamentares, o governo é redundante no argumento da indisponibilidade de fundos para investimento público. Aliás, vai mais longe, sustenta-se ideologicamente na tese de que não cumpre ao Estado intervir no investimento produtivo.
A escassez na tesouraria pública não afecta, porém, as forças de segurança, PSP e GNR em especial. Assistimos ontem, na TV, ao ar de felicidade do alvo ministro Miguel Macedo, a anunciar que o OGE de 2013 contempla o reforço de um investimento de 10,8% nas forças de segurança – a PSP contará com 797 M €, ao passo que a GNR 938 M €.
O ‘estado policial’, mais a mais justificado pelo descontentamento nas duas corporações, é investimento prioritário. Após certa anestesia que, além de outros efeitos, a falta de dinheiro sempre provoca, e mediante a promessa do alvo Macedo, a polícia aí está em grande nas ruas, ao estilo do tal ‘estado policial’. Há que controlar os infames grevistas; esse perigoso corpo de criminosos que se atrevem a protestar contra a ameaça do desemprego, os baixos salários e a deterioração das condições de vida.
Inspirado talvez nos cineastas Marcelo e Moita de Deus, o ministro Macedo, ao arrepio de explicações à CNPD, mandou munir os polícias de vídeos para filmar os movimentos dos grevistas.
Um dia destes, do meio da ‘bófia’, sai de lá um Spielberg a realizar um filme dedicado ao E.T. Gaspar que, no 3.º trimestre e uma vez mais, viu o PIB cair 3,4% e o desemprego subir para 15,8%
Tenho um pressentimento de que o lema ‘o governo é amigo dos polícias’ é susceptível de se transformar em ‘o governo é amigo dos polícias e dos militares’.
Convém lembrar que este tipo de lemas constituem também uma divisa das ‘democracias iliberais’. Que perguntem a Putin ou ao Chávez – ao José Eduardo não é aconselhável, porque as relações azedaram.   

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Deficit de 2012–Da trampolinice de Passos ao silêncio de Gaspar


Ainda ontem vi e ouvi, milhões de portugueses também viram e ouviram, o que o vídeo documenta de forma inequívoca: o PM, Passos Coelho, no forte de S. Julião da Barra, ao lado da patroa Merkel, a garantir ao país e ao mundo:
“O nosso deficit [2012] será de 5% em vez de 4,5% que estavam previstos, significando, portanto, que […] foi possível validar uma flexibilização das metas para que o valor final que estava previsto não se tornasse contraproducente com os esforços que vínhamos realizando.”
A despeito do esforço para evitar epítetos menos duros, é-nos impossível dispensar o qualificativo de trampolinice para esta intervenção. Igualmente é deplorável a fuga de Vítor Gaspar que, perante notícias reveladoras de um possível deficit de 5,5% este ano, incumbiu uma ou um amanuense de dizer que o cálculo do alegado agravamento é da responsabilidade da comunicação social. Sem justificar por que razão.
O Banco de Portugal, em gesto de fraterna amabilidade do governador Carlos Costa, teve a cortesia de deixar partir Merkel e hoje sabemos através do ‘Público’ que o deficit orçamental real poderá atingir 6,2% este ano; portanto, consideravelmente superior aos 5,5% referidos pelo 'Jornal de Negócios'.
Em resumo, e voltando ao ponto de partida do discurso do PM, o erro é da responsabilidade da meta inicialmente prevista (4,5%) e não das medidas políticas desastrosas do governo. Resultado: há que mudar a meta, nem que seja para 5,5%, o que significa um desvio de +22,22% em relação às previsões do Ministério das Finanças, chefiado pelo genial Gaspar.
Quem trabalhou em médias e grandes empresas, em especial multinacionais, terá consciência de que chegar ao final do ano com um desvio desta ordem significaria uma abrupta ordem: RUA!
Com este panorama, como poderemos acreditar nas projecções do OGE para 2013, se o Banco de Portugal já sinaliza para a economia portuguesa números mais graves do que o projecto governamental?     
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Merkel e Coelho ou Dupont e Dupond

dupont et dupondOs cacofónicos discursos e entrevistas de Angela Merkel e Passos Coelho, além de conclusões do nosso infortúnio, trouxeram-me à memória ‘Dupont e Dupond’.
As duas figuras da banda desenhada converteram-se em intemporais, na personificação do disparate e da estupidez; concebidas pelo célebre Hergé  nas ‘Aventuras de Tintim’.
Uma das particularidades do ridículo dueto é o segundo dizer, de modo idêntico ou semelhante, uma frase que o primeiro pronunciou.
Além da tacanha maldade, é objectivamente este tipo de paradoxo do pleonasmo que serve de padrão mais comum às posições da chancelarina e do PM.
Na entrevista à RTP1, Merkel diz:
“Portugal não precisa de mais dinheiro nem de mais tempo”
Por sua vez, Coelho afirma:
“Não precisamos de mais tempo nem de mais dinheiro”.
A réplica de ‘Dupont e Dupond’ pelos dois políticos até poderia ser considerada uma espécie de sketch humorístico.
O mais grave, porém, é sentirmos que das condições do projecto da patroa germanófila e do seu subserviente servidor Coelho têm resultado falências, desemprego, quebra do PIB, agravamento do endividamento, altas taxas de juros de empréstimos externos e mais um ror de desvios que o Gasparzinho, outra figura da banda desenhada, bem como a ‘troika’ produzem zelosamente no âmbito do ‘programa de ajustamento’ que, em linguagem directa e objectiva, não passa de ser ‘a aventura do nosso afundamento’. 

domingo, 11 de novembro de 2012

Afinal pobreza é mesmo profunda convicção

                                  “Vamos ter que empobrecer muito,

                                    vamos ter que viver mais pobres”

Isabel Jonet
A Jonet insiste na tese do empobrecimento. Pensei ter sido ‘lapsus linguae, como dizia o outro, mas a ideia do empobrecimento generalizado corresponde a profunda convicção.
Vamos, então, viver todos mais pobres. Teremos comida escassa em calorias, vitaminas e proteínas. Açorda, arroz com gorgulho, restos de fruta podre, com fartura, serão a essência da dieta nacional.   Nada de salários acima do mínimo – só abaixo - e de bens supérfluos. Nem a mais humilde ostentação, mesmo que seja a pulseira do ‘Senhor do Bonfim’ achada no chão da calçada. 
Jonet, de resto, está a preparar a inauguração da sede do piedoso movimento ‘Empobrecer é o nosso dever’, no concelho de Cascais. A iniciativa está a colher intensa adesão. Até homens da banca a super-merceeiros, acompanhados de mulheres, filhos, noras, genros, netos e bisnetos, apresentaram-se solícitos na formação do exército dos pobres, de trajes andrajosos, sapatos de sola esburacada, sem relógios, pulseiras e outras jóias.
O movimento está em expansão a nível nacional. O bispo D. Manuel Clemente do Porto vai decretar a extinção de todos os paramentos e ornamentos em cerimónias eclesiásticas. Será ordenado aos padres que passem a realizar os sagrados sacramentos, da missa à extrema unção, descalços  - sob autorização franciscana - de bermudas e “T shirt”. Esteja frio ou calor, chuva ou tempo seco. D. Clemente teve sucesso no convite ao trabalhador-mor da cortiça, mulher e filhas, bem como a outros ricaços nortenhos que vão renegar a fortunas de valioso capital, contas no estrangeiro, bens de luxo e avultados saldos bancários.
A nossa Jonet, na dinâmica do lançamento do movimento, já decidiu mudar de residência. Com a criançada,  vai para uma casa abarracada no bairro do ‘Fim do Mundo’ em Cascais. Terá como vizinha a D. Josefa, uma senhora cabo-verdiana, ‘badia’ nascida na Assomada, Santiago.
Ao contrário da gente do bairro, pobre e composta de diversos tísicos e outras vítimas de patologias geradoras do emagrecimento, D. Josefa é gorda, o que lhe vale alguns insultos: ‘traidora’, ‘oportunista’, ‘comes o que é teu e o dos outros’.
Coitada da senhora! Os ignorantes vizinhos não percebem que não é gordura, mas inchaço causado pela cortisona.
Jonet vai dar-se bem com a vizinha. Estou a imaginar as duas ao tanque, de tamancos, a lavar a roupa com sabão ‘Offenbach’; o azul e branco que caprichosamente se transforma em rosa e branco no  Norte. Está decidida a definhar, exibir a face da magreza e muito rugada.  Os filhos aprenderão a ser pobrezinhos, não desperdiçarão água a lavar os dentes e, daqui a uns tempos, exibirão pobres sorrisos decorados de cáries - nem água canalizada terão.

sábado, 10 de novembro de 2012

A Europa ao som de Mozart (concerto 21–piano)


Eis uma Europa, na diversidade cultural e estética, desfilando ao som da música do genial Mozart.
No fundo, uma Europa bem distinta daquela que a austeridade de Merkel e acólitos, tem gatafunhado em falhados modelos estocásticos macroeconómicos, em projecções de incontida contenção orçamental e  de calculada extinção de direitos fundamentais de cidadania. Naturalmente que estas anti-harmonias se começam a esboroar em ruídos, e não melodias, agressivos, sem ponta de solidariedade e de sentido humanitário.
Vencerá, creio, a Europa desenhada a preceito em pauta de acordes suaves que, como noutras passagens históricas, saberá de novo resistir à ortodoxia de plutocratas e seus servidores. No caso, resistindo às investidas das “leis” dos números contra milhões de seres humanos.
Sim, acredito, os povos europeus não se resignarão perante as políticas tecnocratas da super-comandante Merkel, do Coelho, do Gaspar, de Schauble, de Draghi, do Barroso, do Olli Rhen e de mais uns não sei quantos trastes executantes de sons ruidosos  que, oriundos da orquestra Goldman Sachs e de outras do género, negam condições de  vida digna a populações imensas. Da Grécia ao paraíso esfumado da Irlanda, arrastando na rede Portugal, Espanha, Itália, Chipre e, quem sabe, França e outros mais.    

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Perguntas de fim-de-semana

Para enganar a tristeza, como o pobre engana a fome com um pedaço de casqueiro bolorento, passo a reproduzir um conjunto de perguntas recebidas de uma amiga culta, educada e sempre bem humorada:
* Como se escreve zero em algarismos romanos??? * Por que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo???* Por que os filmes de batalha espaciais tem explosões tão barulhentas, se o som não se propaga no vácuo???* Se depois do banho estamos limpos porque lavamos a toalha??? * Por que a palavra 'Grande' é menor do que a palavra 'Pequeno'??? * Por que 'Separado' se escreve tudo junto e 'Tudo junto' se escreve separado??? * Por que as luas dos outros planetas tem nome, mas a nossa é chamada só de lua??? * Por que quando a gente liga p/ um número errado nunca dá ocupado??? * Por que as pessoas apertam o controle remoto com mais força, quando a pilha está fraca??? * O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002, tem qualidade certificada por quem??? * Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram, para poder acertá-lo??? *Como foi que a placa 'É Proibido Pisar a relva' foi colocada lá??? * Por que quando alguém nos pede que ajudemos a procurar um objeto perdido, temos a mania de perguntar: 'Onde foi que você perdeu??? * Por que tem gente que acorda os outros para perguntar se estavam dormindo???  * Se o Pato Donald não usa calças, por que ele amarra uma toalha na cintura quando sai do banho???
 
Quem responder apenas a três das questões com consistência e rigor científico, segundo critérios de meritíssimo júri de eminentes figuras da ‘Academia’ (o corpo docente da Lusófona foi excluído à partida) será premiado com a participação no almoço com a chancelarina Angela Merkel.
O local será seleccionado pelo governo, de um conjunto de alternativas que começa na Tasca do Jaime, na Graça, e termina no Forte de S. Julião da Barra,em Oeiras.
Arrisquem e habilitem-se. O menu principal será ‘Chucrute’ (Sauerkraut, em alemão). Para quem não sabe é um prato à base de repolho fermentado, “um prato perfumado com os aromas da terra, do trigo e da merda”, conforme definição da Carla Romualdo.
  



Henrique Monteiro, chamo-lhe ignorante

henrique monteiro
Em artigo no ‘Expresso’, no uso do legítimo direito de opinião, critica com alguma veemência aqueles que, nas redes sociais e jornais, se insurgiram contra as palavras de Isabel Jonet na SIC Notícias.
Entendo que esses outros usaram da mesma liberdade de opinião sobre o triste depoimento de Isabel Jonet – um aparte: seria interessante saber qual é o salário da benemérita senhora no BA e se o valor está em sintonia com o padrão de pobreza por si defendido.
Bom, deixemos essa questão para outra o ocasião. Como a coluna de Henrique Monteiro se intitula “Chamem-me o que quiserem”, eu opto por chamar-lhe ignorante. Com efeito, quando escreve:
“[…] da instituição privada que ela própria fundou”
está a passar para opinião pública a ideia de que Isabel Jonet, heroína tipo padeira de Aljubarrota, foi a fundadora do BA. Das duas uma, ou o Henrique Monteiro escreveu de má-fé ou é ignorante. No meu ponto de vista, é ignorante.
Para conhecer o mínimo da história do Banco Alimentar contra a Fome, e saber quem foram fundadores, com o Comandante José Vaz Pinto no topo, aconselho o Henrique Monteiro a ler este texto.
(Adenda: eliminei a afirmação de Henrique Monteiro tinha sido militante do MRPP. Era uma informação errada que me havida sido dada por alguém que também estava convencido desse facto que, afinal, é falso. Peço-lhe desculpa pelo erro.
Quanto ao restante, tenho a dizer que o texto por mim publicado foi influenciado pelo 'Chamem-me o que quiserem', da autoria do Henrique Monteiro. E, de facto, Isabel Jonet não foi a fundadora do Banco Alimentar, tendo sido ainda mais infeliz no princípio da resignação do 'vamos ter que viver mais ser pobres' na Rádio Renascença. Já gora mais pobres, menos saudáveis, diminuir a esperança de vida e fazer todo o percurso anti-social que gere bolsas de pobreza e miséria do tempo vitoriano; do qual Charles Chaplin dizia que a pobreza era uma condição social a combater, mas já a miséria era um vício e como tal...)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Residências ou locais do nosso infortúnio?










Palácio de Belém e Residência do 1.º Ministro em S. Bento
Diz a PSP que as residências oficiais de Cavaco e Passos são os pontos críticos na visita de Merkel. Coincidências! Crítico, no sentido de referência a processos, actos ou episódios relacionados com a crise, é sem dúvida o adjectivo que há muito se aplica aos referidos locais; ou seja, espaços físicos de onde se redigem, aprovam e promulgam leis e outras medidas lesivas da vida de milhões de portugueses.

Portanto, às iniciativas legislativas expedidas por Passos, de S. Bento, e promulgadas por Cavaco, em Belém, Merkel não acrescenta nada de novo ao deslocar-se às residências do nosso infortúnio. Deslocação de que, de resto, a tenebrosa figura nem precisava. Lá bem longe, de Berlim, o espírito do autoritarismo e xenofobia alemão tem potência suficiente para mandar castigar os povos do Sul da Europa – mais cinco anos de austeridade a fio, disse há dias. Passos, subserviente, disse: “Yes my lady!”.
Talvez sem se aperceber do lapso, a PSP definiu inadvertidamente os epicentros dos decisores internos da crise. Estou certo de que pretenderia referir-se às eventuais manifestações contra a presença de Merkel que ocorrerão na periferia e não dentro das citadas residências.
Ó Sra. Comissária Carla, cuidado com os erros de semântica que, no caso, poderão causar uma acção da polícia de choque de violenta bastonada aos cavalos da GNR dentro do Palácio de Belém e, evidentemente, também em quem os monta.
Nesta última hipótese, em vez de ‘secos e molhados’, corre-se o risco de assistir a cenas de ‘abastonados e descavalgados’.    

Da China a Portugal, Cidinha é a deputada imprescindível


Segundo o ‘Público’, o presidente Hunt Jintao abriu o 18.º congresso do PCC com duras críticas a políticos chineses. Uma das acintosas frases iniciais foi a seguinte:
Como norma incontornável das ditaduras, e notar-se-á esse princípio político ao longo do discurso, as preocupações centraram-se na mentalidade colectivista do ‘partido’ e do ‘Estado’. Das condições de vida, maioritariamente precárias, de mais de mil milhões de cidadãos nem uma referência.
Portugal tem um regime político diferente, mas, no domínio da corrupção, apenas os valores envolvidos podem distinguir Dias Loureiro e outros produtos nacionais de Wen Jiabao, há dias denunciado pelo 'The New York Times'. Só que, ao contrário do presidente Jintao, o nosso PR nunca falará tão explicitamente de tal tema. Lá saberá por que razões.
O aproveitamento de benefícios ilícitos por exercer ou ter exercido lugares políticos define e consubstancia a corrupção e está tudo dito. Corrupção é crime.
Há, porém, quem tenha a coragem de a denunciar e combater com frontalidade e determinação. É o caso da política brasileira Cidinha Campos, deputada do PDT (Partido Democrático Trabalhista, partido de Dilma Rousseff antes de ingressar no PT a convite de Lula).
Da China a Portugal, o mundo carece de figuras frontais e corajosas como Cidinha Campos. São imprescindíveis, mas necessariamente multiplicadas por um elevado factor ‘n’ a tender para infinito.
Arrumaríamos de vez com “os que mamam à grande” fluxos de enriquecimento ilícito, lesivos do interesse nacional e muito mais fluídos do que o leite.