sábado, 27 de setembro de 2014

Liza Minnelli: Money

Um semana em que o dinheiro esteve no centro dos debates. Tecnoforma, Centro Português para a Cooperação, programa 'Foral', o ex-deputado, subvenções extraordinárias e vitalícias. De facto, toda esta massa de composição aparentemente desconforme mas sólida se reduz a uma substância sonante: Money, Money, Money:

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Os bordéis e o tráfico de droga no crescimento económico

A medida da UE fora divulgada há bastante tempo: entrada em vigor em Setembro de 2014 -por força da SEC 2010, as actividades de prostituição, tráfego de droga, contrabando e jogo ilegal serão consideradas na determinação do PIB nos Estados-Membros.
Cada Estado-Membro atinge os níveis de prostituição, consumo de droga, contrabando e jogo ilegal à medida da dimensão da população, dos rendimentos e dos hábitos sociais prevalecentes.
Para exacta quantificação económica deste tipo de fenómenos, os critérios de medição têm de respeitar os hábitos e poder aquisitivo de cada comunidade. Os países com populações de maior rendimento, naturalmente, saem favorecidos por disponibilidade de mais dinheiro para ir às putas ou fumar uns charros. Já quanto ao contrabando e ao jogo ilegal, tal como o legal, parece-me saírem favorecidos os países mais pobres, obviamente mais expostos ao domínio destes fenómenos.
No fundo, a UE, CE e o Eurostat, certamente de forma discreta, forneceram os Ministros das Finanças europeus, incluindo a nossa MLA, as matrizes para determinar o valor da actividade mensal da prostituição, transacções de droga, contrabando e jogo ilegal, a fim de serem integrados no valor do PIB.
Como obter resultados fiáveis? Tenho a certeza das dificuldades de cálculo rigoroso e admito várias alternativas sem o dislate de querer cobrir a totalidade do universo possível:
1. Por exemplo, as prostitutas de casas de alterne, discotecas e outros estabelecimentos sofisticados serão obrigadas a emitir recibo verde, com a CAE respectiva e 23% de IVA e deixar uma cópia deste, no hostel, pensão ou hospedaria onde prestam o serviço.
2. No entanto, já dúvidas se me levantam quanto àquelas que, sob chuva ou Sol, são especialistas de estrada – entre Alcochete e o Porto Alto, por exemplo. A GNR, mesmo reforçada de efectivos, terá enormes dificuldades em detectar grande parte dos episódios de prostituição activa, em caniçais e matas; lá vai o PIB nacional sofrer uma quebra.
3.  Na droga, as dificuldades ainda são maiores. O mercado é territorialmente vasto e bem dominado pelo vendedores ao consumo. Há distritos, quase desertos, onde infelizmente muitos jovens estão dominados pelo vício, sem o controle de qualquer autoridade.
4. Do contrabando – droga excluída - e uma vez que as operações tradicionais são insignificantes em certas fronteiras, posso admitir a probabilidade de uma aumento transfronteiriço de actos de prostituição a favor dos países de menor poder de compra – um espanhol estremenho, ali a 12 km de uma localidade alentejana, pode vir contrabandear os seus espermatozóides e dar a ‘queca clandestina’ a uma espanhola, portuguesa ou mulher de outra nacionalidade que esteja do lado de cá. Sempre com cuidados redobrados para evitar a GNR e o requisito de recibo verde com IVA de 23%.
Enfim, tudo isto não é tão especulativo como possa imaginar-se. O governo espanhol já agiu. Adicionou 0,85% ao PIB de Setembro relativos a prostituição (0,35%) e tráfego de droga (0,50%). Não podemos ficar imobilizados, prejudicando a nossa economia. Temos de incrementar o PIB e a UE deu-nos a oportunidade. Mais prostituição e que o negócio de haxixe e outras drogas se multiplique!
Ao que a Europa chegou, pelos caminhos do economicismo!

Helena Roseta - a pioneira denúncia das negociatas do programa Foral (Tecnoforma)


A história 'Tecnoforma, Passos Coelho, Relvas & Cia.' tem reanimado a comunicação social e a discussão pública nos últimos dias; porém, já havia sido divulgada, em directo na SICN, por Helena Roseta, em 2012. Há bastante tempo, portanto.
Basta ouvir. O relato de Helena Roseta é simples e claro. Na qualidade de bastonária da Ordem dos Arquitectos, foi abordada por Miguel Relvas, então secretário de Estado. O governante propôs-lhe a formação de arquitectos no âmbito do programa 'Foral',  financiado por fundos da UE e gerido pela Tecnoforma. 
A condição de base imposta por Relvas, e que Helena Roseta refutou liminarmente, impunha que os programas de formação fossem adjudicados em exclusivo à Tecnoforma, empresa dirigida por Pedro Passos Coelho.
A revelação levou Miguel Relvas a agir contra Roseta pela via judicial. Contudo, a arquitecta acabaria por ser avisada do arquivamento do processo pelo Tribunal, extinguindo-se, assim, a condição de arguida.
Estou consciente de que o episódio inicial e seguintes ocorreram depois de Passos Coelho ser deputado e  não pode ser contemporâneo dos episódios que hoje o levaram à AR. Todavia, este triângulo Miguel Relvas - então no governo de Barroso - Passos Coelho, Tecnoforma tentou, sem dúvida aliciar facilitadores de negócio, com consideráveis fundos comunitários, em benefício da Tecnoforma. É demasiado óbvio.
Relvas, tem-no demonstrado, está sempre mais próximo da sujidade. Todavia, Passos Coelho não é cidadão que garanta ser rigorosamente asséptico, livre dessa promiscuidade entre políticos, dinheiros públicos e negociatas. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Há uns que comem muito mais bifes do que outros

Do (mal) iluminado cérebro de Isabel Jonet, e incapacidade de entender a responsabilidade inerente à instituição que dirige, Banco Alimentar contra a Fome, tivemos, em 2012, uma ofensiva e inconsciente declaração:
O conformismo em relação à pobreza é revelador da falta de solidariedade que, no caso, deveria estar na primeira linha do empenho, postura e compromisso públicos que o cargo lhe exige.
O 25 de Abril é uma data histórica, que comemoro desde o primeiro dia, em que me cruzei com oficiais, Salgueiro Maia em especial, sargentos e soldados no Largo do Carmo e noutras artérias de Lisboa. Vivi-o e senti-o profundamente. Sob a forma de alegria exteriorizada, mas igualmente com estado de espírito de euforia intima inenarrável.
Decorridos 40 anos, interrogo-me se a acção de militares e marinheiros, em aliança com o povo,  não tem registado, passo a passo, desde há anos uma deriva constante, assassina dos ideais democráticos do povo e catalisadora de imorais sucessos de gente como a Jonet ou o intrujão sem vergonha, Pedro Passos Coelho – a ‘net’ retracta-o de forma extensa e clara.
Da primeira das citadas figuras, alguns jornalistas de renome a quem se exige informação rigorosa, chegaram a considerar Isabel Jonet, à época do ‘caso dos bifes’, a fundadora do Banco Alimentar contra a Fome. A verdade é que essa obra caritativa, destinada a suprir os problemas sociais e económicos que os governos multiplicam a uma velocidade infrene, fora fundada em 1990 sob o impulso do comandante José Vaz Pinto.
Quanto a Pedro Passos Coelho, deve dizer-se que os partidos, em particular os grandes partidos, desde meados da década dos 1980, se especializaram à produção de ‘jotinhas’ segundo um tal processo de fabrico de salchichas que o PM definiu, em citação que ficará para a história.
O pior é que toda esta gente se especializa na produção de trampa e em transformar-se numa corja de trapaceiros ‘diplomados’. Quem acredita que Passos Coelho se tenha esquecido de ter redigido e assinado este documento junto da AR? Como é possível não se lembrar se  foi pago pela Tecnoforma entre 1997 e 1999? 
O episódio na SICN entre Miguel Relvas e Helena Roseta, esta a denunciar a tramóia, faz parte dos contributos para a verdade desta história triste… triste porque se 0 25 de Abril nos proporcionou um conjunto de liberdades e uma vivência democrática, é lamentável concluir que não se revela suficientemente sólido e eficaz para escrutinar uma corja imensa de oportunistas. É preciso reacender a luta!
A continuar assim, apenas se dilatará a diferença entre alguns que comem muitos bifes e um vasto número que nem carne nem peixe têm para se alimentar. Um pedaço de pão duro e seco é a refeição que, em muitos dias, lhes conforta o estômago.

sábado, 20 de setembro de 2014

Jacques Brel: "Ne me quite pas"

O tempo aqui para as minhas bandas está carregado e triste. O início da manhã ficou marcado por sentida mágoa. Umas breves lágrimas deslizaram no meu rosto, pela partida da velhinha senhora a quem apenas dizia "bom dia" ou boa tarde". Sempre em forma breve mas com afecto. Partiu aos 94 anos. 
Na hora da notícia dura, a dor que não dói mas que me corta a garganta sem lâmina e me embarga a voz não me impediu de soletrar: "Ne me quitte pas".  Uma manhã apropriada para ouvir Jacques Brel:


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

No Blasfémias dois blogueres passaram a usar “kilt”

Confesso uma indiferença enorme em relação ao referendo sobre a independência da Escócia – venceu o ‘não’ com 55% de votos, como se sabe. E se vencesse o “sim”? O que uma coisa ou outra trariam de benefício ou de prejudicial para a vida dos portugueses? O preço do Whisky aumentava se o ‘sim’ ganhasse? A BP baixaria os preços dos combustíveis, se não tivesse sido o ‘não’ a vencer.
Ouço e leio, as coisas mais estapafúrdias acerca das consequências para a Europa, em determinadas áreas económicas e financeiras – um exemplo: a Escócia continua integrada no Reino Unido e na libra esterlina; todavia, Vítor Cunha, sob o very, very, very English title Better Together, escreve no ‘Blasfémias’:
O Cunha é especialista em pensamentos metafísicos. Talvez fosse útil para o Juncker, o Draghi, a Merkel e todos os directórios que mandam na desgraçada Europa, que Vítor Cunha se doutorasse com uma tese em Economia sobre um novo padrão ‘libra esterlina-euro’. A City, inteirinha, ficaria deslumbrada.
Outra figura brilhante do Blasfémias dá pelo nome de João Miranda. Escolheu o título Independência da Escócia e União Europeia que começa com os seguintes períodos:
Brilhante! Jamais conseguiria imaginar alguém capaz de pensamento tão profundo. Merece, sem hesitações, que lhe seja atribuído o poder geográfico do nível 1. Bem alto! Nem o João Garcia se atreve a tentar lá chegar.
Esta gentinha do Blasfémias usa umas roupagens que os torna ultras sábios. Todavia, como hoje, nunca me tinha apercebido. O Cunha e o Miranda passaram a andar de “kilt” e não largam a garrafa de Whisky em homenagem à independência da Escócia. 

A utilidade de ler Pulido Valente

Trata-se de um homem culto. Sem dúvida. Enfrenta o defeito de se fazer a mares encapelados. Ora, aderna a estibordo, ora a bombordo, em navegação estonteante. Todavia, nas ocasiões, mais raras, em que se deixa levar pelo mar calmo da razão, sem destilados rancores, é um autor de prosa útil e esteticamente agradável.
Sem cerimónia e no jeito frontal, despedaça Seguro, em certeira análise, na crónica publicada no ‘Público’, de que destaco o seguinte texto:
Creio que, recorrendo às fundamentações invocadas, é impossível deixar de chamar a Seguro, aquilo que, de facto, ele é e sempre foi: um inepto de graves limitações intelectuais e culturais, dotado de uma ambição infinita de ser primeiro-ministro de Portugal.
Com as características de personalidade que o marcam, a golpada, o populismo e a falta de honestidade são, entre outros factores negativos, os trunfos com que se propõe prejudicar gravemente a democracia e o hemiciclo da esquerda na AR. Que desapareça e depressa! E que leve mais uns quantos com ele!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

As Finanças Públicas de MLA depois do PAEF

O desastre ‘Citius’ justificou as desculpas de Paula Teixeira da Cruz. Hoje, decorridas 24 horas, coube a Nuno Crato curvar-se diante dos professores para lhes pedir perdão, aceitando a demissão do Director-Geral da Administração Escolar – a doutrina da indulgência, iniciara-se há muito com o próprio chefe do governo, Pedro Passos Coelho, quando se penitenciou em 2011 pelo aumento dos impostos a que, em campanha, jurou jamais recorrer.
Competiria hoje a MLA divulgar e justificar as causas do deslize das Finanças Públicas de Portugal em Julho passado, conforme revelado pelo Banco de Portugal no Boletim Estatístico de Setembro de 2014.
A situação das Finanças Públicas é, de longe, mais transversal e decisiva em termos sociais, em especial para quem, depois de um mais do que falhado e injusto PAEF – Programa de Ajustamento Económico e Financeiro, sofre os efeitos dos seguintes resultados:

MLA deveria envergonhar-se dos valores registados em Julho de 2014, os quais, de resto, nem qualquer desculpa merecem. Porque resultam de uma política deliberada de subserviente obediência ao directório de Schäuble e Merkel, em que ela própria se empenha, assumindo, de forma subtil – dizemos subtil, para evitar a designação de covarde - comentários depreciativos às medidas de Draghi, defendidas em John Hoke, EUA.
Na anémica recuperação da Economia Portuguesa, que Coelho, Portas e Pires de Lima tentam impingir-nos como substantiva e sustentável, e sobretudo em função do quadro traçado para 2014 para a Economia Mundial pela OCDE, FMI e outras organizações internacionais, dificilmente este pobre País, Portugal, conseguirá impulsionar o crescimento e o desenvolvimento da população desprotegida, ultrapassando os 2.000.000 de seres humanos, de vidas avidamente carenciadas.
Ainda temos escolas em situação disfuncional, devido a um erro matemático cometido pelo ministério dirigido pelo matemático Crato. O mais grave, pelo número de atingidos, intensidade e duração do sofrimento, é que os efeitos da pobreza infantil demarcam-se funestamente do mau trabalho de burocratas de qualquer ministério. 
Nas escolas, há um problema que perdurá durante mais um ano lectivo: milhares de crianças vão chegar às aulas de estômago vazio e em estado de esmaecimento de que os verdadeiros culpados, quem nos governa ou os por estes autorizados a acumular fortunas imorais e em muitos casos ilícitas, deveriam enfrentar pesada pena em qualquer tribunal, usando o ‘Citius’ ou processos manuscritos, curtos e objectivos – o resultado da sentença é mais importante do que a forma de lá chegar.
MLA, que já manifestou algum retrocesso na imisericórdia, através da proposta de discussão da dívida pública na AR. Porém, não tem espaço para pedir desculpas. A maldade e a incompetência punem-se com o degredo para uma aldeia deserta do interior, sem médico, escola e outras infra-estruturas por perto. Mesmo assim ainda seria castigo ligeiro, longe da história tipificada por ‘Crime e Castigo’ de Dostoioevski – Albuquerque jamais viveria os sentimentos de culpa de Raskólnikov. É uma hipócrita torcionária de salão.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Seguro, a campanha do golpe baixo

A luta nas primárias do PS é natural disputa pelo comando do partido. Ao mesmo tempo, os candidatos visam chegar à condição necessária e suficiente da competição nas legislativas de 2015 e liderar a governação do País.
Seguro, actual secretário-geral, e Costa são os concorrentes. Há uns quantos comentadores políticos a qualificar de traiçoeira a candidatura de Costa, opinião que respeito mas da qual discordo.
No passado dos partidos portugueses, pós-25 de Abril, já houve cisões e dissensões, algumas criando facções de secessão da unidade de grupos parlamentares (ASDI no PSD em 1979, por iniciativa de Sousa Franco, Magalhães Mota e Sérvulo Correia); a demissão de Sá Carneiro e substituição por Emídio Guerreiro da presidência do então PPD/PSD em 1975; as páginas mais negras da actividade política de Mário Soares que culminaram com a expulsão do PS de Salgado Zenha e o afastamento de Vasco Gama Fernandes … enfim, uma lista de acontecimentos que tipificam os conflitos no seio das forças partidárias portugueses – e não esquecemos os confrontos Manuel Monteiro e Portas no CDS.
Os críticos da atitude de Costa, e naturalmente favoráveis à tese de traição argumentada por Seguro, em sintonia com a verdade ou melhor informados de factos históricos, automaticamente concluiriam que os partidos como organizações de conquista do poder, dificilmente se podem considerar santuários de almas purificadas.
Se quisermos ler a história do acesso de Seguro a secretário-geral, talvez  fosse útil revermos as imagens do Tozé, seguido de Jamila, sair do elevador do Hotel Altis e declarar-se candidato com um sorriso de orelha a orelha, pela oportunidade, ou seja, pela derrota do grande inimigo José Sócrates.
A partir de então, Seguro começou por visitar uma a uma, todas as secções do PS do País. De manhã, estava em Valença do Minho, à tarde em Monção; no dia seguinte em Vila Real de Santo António para terminar a jornada em Portimão. Saiu da ‘jota cor-de-rosa’. Não tem atributos especiais no currículo, senão o opaco cargo de ministro-adjunto de Guterres. As habilitações académicas, por sua vez, também não ajudam muito: desistiu rapidamente do ISCTE e licenciou-se, mais tarde, em Relações Internacionais na UAL.
Impreparado, e longe do curriculum académico, profissional e político de Costa, nesta refrega por ele tão inesperada como indesejada, tem optado por uma campanha pura e simplesmente reles, recheada de golpes (as inscrições em Braga), de vitimização pacóvia (o cravo plantado e arrancado pelo adversário), além de outros episódios e discursos brejeiros.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Temos sempre Cunhas em Stock

O Novo Banco é mesmo novo. Despertou do embrião impulsionado pela reprodutividade do BCE e constitui uma experiência pioneira na Europa.
Muito prematuramente, e ainda longe de sonharmos com as possibilidades das intrujices do Dr. Salgado, precavemo-nos com a legislação e o ‘Fundo de Resolução’ precisos e detalhados, nos formatos e nos conteúdos. Sempre fomos, somos e seremos alunos muito cumpridores. O primor do zelo europeu.
Uns mais surpreendidos do que outros, soubemos da saída de Bento (este não é do Vaticano, possivelmente será emérito,  mas tem mestrado em Filosofia pela UCP) e respectiva equipa. 
Tudo muito à portuguesa. O mandato do BdP tinha um objectivo inicial de reestruturação e lançamento estratégico do banco para o valorizar em 2/3 anos. Todavia, Carlos Costa, de espírito inseguro, contraditório e de obediência subserviente à amanuense Albuquerque, mudou subitamente de sentido e, afinal, o Novo Banco é para vender a muito curto prazo. Fala-se no máximo em 8 meses; ao menos poderiam ser 9 como na gravidez.
Seguiram, portanto, o conselho (?) ou as palavras de caixa-de-ressonância do fidelíssimo Gomes Ferreira da SIC, porta-voz do Governo, e encontraram uma administração com o “perfil de vendedora” (sic).
Como esperado em Portugal, o processo foi rápido. Uma vez que temos continuamente Cunhas em Stock, o escolhido foi Eduardo Stock da Cunha que tem, reconheça-se, um extenso currículo bancário no Santander e tem estado ao serviço do Lloyd’s Bank, com o amigo Osório.
No currículo de  Stock da Cunha inclui-se a passagem pelo Colégio de São João de Brito, ao lado de Paulo Portas, António Pires de Lima e António Horta Osório. Licenciado em Economia pela Católica, e com um MBA da Universidade Nova, entrou para a MDM – Sociedade de Investimentos em 1985 (onde esteve João Cotrim de Figueiredo).
A facção jesuíta fica, portanto, reforçada junto de instituições dependentes do Estado e, tal como o Pires vendia ‘Super Bock’ às paletes, o Cunha venderá o Novo Banco num ápice. Para um desempenho perfeito, dizem, tem uma voz de pregoeiro que se ouve da Wall Street a Tóquio, passando por todas as praças europeias.
- Olha o Novo Banco, o melhor investimento eleito pela imprensa económica mundial! - clamará ele na Wall Street e na City de Londres … e a venda por 5 mil milhões em menos de 8 meses é resultado certo.