segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Cala a boca Machete

Atribui-se a Plauto (254 a.C. – 184 a.C.) a autoria exacta da primeira definição de Tragicomédia, modelo híbrido de tragédia e comédia. Desarmando a incredibilidade de uns quantos, afiançou:
 "O que é isso? Vocês franziram a testa porque eu disse que ia ser uma tragédia? Sou um deus, e posso mudá-la; se vocês quiserem farei da tragédia uma comédia, com os mesmos versos, todos eles. Querem que seja assim ou não? …”
O nosso governo é muito emblemático em comportamentos tragicómicos insuperáveis. Chamesmo-lhe ‘A divina tragicomédia’. 
Sobretudo, a continuidade do talento nesse género Tragicomico, se diminuído pela saída de Relvas, ficou muito compensado pela dupla Maduro & Lomba e, nos últimos tempos, com o ingresso do “avô” Machete.
Depois da bronca com Angola, o anedótico e incapaz MNE foi até à Índia descobrir o caminho para se evitar o segundo resgate: “os mercados deveriam cobrar 4,5% de taxa de juro”, disse ele.
Como o disparate o obriga sempre a emendar a mão, inabilmente veio a terreiro rectificar: “apontei a taxa de juro de 4,5% como mera hipótese”… poderiam ser outros 4 e qualquer coisa porcento.
Inspiradas no “Cala a boca Magda”  de Falabella no ‘Sai de Baixo’, já há várias vozes a mandar calar o Machete: Paulo Portas, Nogueira Leite, Oliveira Martins e até, com subtileza, Bruxelas. 
Do presidente Cavaco, até por solidariedade na idade, ao PM Coelho, entende-se que Rui Machete tem muitos disparates ainda para oferecer ao País – o homem é uma fonte inesgotável de sandices que, infelizmente, não se transformam em petróleo, diamantes ou qualquer coisa que nos ilumine ou brilhe.